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Vejo-te a ti No meu coração És aquela que Toca a música Chamada Amor És aquela Que me faz vibrar, Que me faz estremecer, Viver e aprender. És a minha musa inspiradora És a fonte da minha vida, do meu ser, Obrigado por seres quem és. Ricardo Vieira
Quarta-feira, 15 de Setembro de 2010

Uma bugiganga para o século XXI

Se a pulseira do equilíbrio produzisse, de facto, equilíbrio, assim que o seu proprietário a colocasse no pulso pensaria: "Espera aí, acabei de dar mais de 30 euros por uma argola de borracha. Percebo agora que não foi uma decisão particularmente equilibrada. Vou à loja tentar recuperar o dinheiro.

De acordo com os últimos dados, mais de 20 mil portugueses já adquiriram a milagrosa pulseira que todos os estudos científicos dizem não funcionar. Não admira. De que serve um estudo científico se a pulseira é ainda mais científica? Um dos responsáveis pela distribuição da pulseira em Portugal revelou ao Correio da Manhã que o segredo está nos "dois hologramas quânticos embebidos numa frequência com iões negativos" que vão "estabilizar a nossa frequência". Quando o jornal confrontou um professor de Física da Universidade de Coimbra com esta explicação, aconteceu o habitual: obviamente invejoso por nunca ter embebido hologramas em iões, o professor disse que aquele paleio pseudocientífico não fazia qualquer sentido. Infelizmente, na comunidade científica é sempre assim: bem podem as pulseiras reluzir nas montras, com os hologramas ainda a pingar iões, que haverá sempre alguém a negar que as nossas frequências possam ser estabilizadas pelas frequências quânticas. A desfaçatez!

Dito isto, devo, no entanto, confessar que sou moderadamente cético quanto às capacidades da pulseira. Não digo que a pulseira do equilíbrio não provoque bem-estar. O que digo é que provoca mais em quem a comercializa do que em quem a usa. Creio que, se a pulseira do equilíbrio produzisse, de facto, equilíbrio, assim que o seu proprietário a colocasse no pulso pensaria: "Espera aí, acabei de dar mais de 30 euros por uma argola de borracha. Percebo agora que não foi uma decisão particularmente equilibrada. Vou à loja tentar recuperar o dinheiro." No entanto, é falso que a pulseira não produza qualquer efeito. Quem a usa passa a empenhar-se numa espécie de proselitismo gratuito, informando os amigos dos benefícios de andar com coisas quânticas ao dependuro. E é possível que a energia despendida nesta tarefa produza efeitos saudáveis, uma vez que explicar um processo fantasioso através de palavras que não se compreendem constitui um esforço notável.
Pela minha parte, começo a sentir alguns efeitos da pulseira mesmo não a tendo adquirido. A admiração que tenho pelo fenómeno levou-me a agir de um modo que, segundo creio, não tardará em produzir melhoras na minha qualidade de vida. O meu plano é encomendar 50 mil anilhas para pombos a dez cêntimos cada. Depois, mergulhá-las num caldo de iões tão quânticos quanto me for possível, e vendê-las a 30 euros a unidade sob a designação de "O Anel da Temperança". E, anualmente, renovar o stock de charlatanice quântica com novidades. O Colar da Constância, Os Brincos da Estabilidade e A Gargantilha da Harmonia garantir-me-ão, acredito, negócio para a próxima década. Estejam atentos.

 

 

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publicado por Ricardo Vieira às 23:20
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Terça-feira, 14 de Setembro de 2010

Certificados do Tesouro ganham mais adeptos

Em média, cada um dos 6.500 subscritores colocou 14.400 euros no novo produto de poupança vendido pelo Estado.

Os certificados do Tesouro continuam a atrair os portugueses. No entanto, o nível de sedução do mais recente produto de poupança lançado pelo Estado está a enfraquecer. De acordo com o boletim mensal revelado ontem pelo IGCP, os certificados do Tesouro captaram 93 milhões de euros em Agosto. Apesar de positivo, o montante é inferior aos 158 milhões de euros colocados pelos portugueses em Julho, mês que marcou o "nascimento" destes produtos. Contas feitas, o saldo total de subscrições atinge os 251 milhões de euros nos dois meses de comercialização destes instrumentos de dívida.

Reflexo do abrandamento da colocação de poupanças nestes instrumentos está a desaceleração do número de subscritores. Segundo fonte oficial do IGCP, os certificados do Tesouro conseguiram seduzir 6.459 subscritores em Agosto. Na prática, isto significa que, em média, cada subscritor colocou 14.399 euros nestes títulos de dívida. O número de portugueses que passou a contribuir para os cofres do Estado recuou face aos 10.074 registados no mês anterior. O balanço final resulta, até agora, num total de 16.533 subscritores de certificados do Tesouro.

Apesar do abrandamento das subscrições, os portugueses preferem colocar as suas poupanças nestes produtos em detrimento dos tradicionais certificados de aforro.

 

 

Tiago Figueiredo Silva, in Económico

publicado por Ricardo Vieira às 00:22
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Quinta-feira, 20 de Maio de 2010

Movimento 'uma playmate em cada turma'

Na qualidade de antigo aluno, a notícia da professora de Mirandela que posou nua na Playboy deixa-me indignado: no meu tempo não havia professoras destas. Na qualidade de cidadão que já foi capa da Playboy, o facto de a professora ter sido suspensa faz com que esteja solidário: nós, as coelhinhas, devemos unir-nos. Devo dizer, aliás, sem querer ser corporativista, que, se eu mandasse, todas as professoras posariam nuas na Playboy. O Ministério da Educação continua entretido com programas e avaliações e ignora aquilo de que o nosso sistema educativo precisa: professoras nuas. Primeiro, por uma questão de disciplina. Nenhum aluno arrisca a expulsão da sala onde lecciona a Miss Fevereiro.

 

Segundo, por razões de concentração no estudo. Qualquer jovem aluno já deu por si a imaginar a professora sem roupa. Eu não fujo à regra, e aproveito a oportunidade para pedir desculpa à Irmã Genoveva. Mas os alunos de professoras que posam na Playboy não perdem tempo com distracções dessas: não precisam. Se querem ver a professora despida, abrem a revista na página 49. Na sala de aula, concentram-se na compreensão da matéria.

 

Terceiro, para conseguir o desejado envolvimento da comunidade no processo educativo. Os encarregados de educação mais desinteressados passam a frequentar todas as reuniões de fim de período: os pais desejam ver a professora; as mães desejam verificar se os pais não se entusiasmam demasiado com o visionamento da professora. Padrinhos que não vêem o afilhado desde a pia baptismal virão de longe para se inteirarem do aproveitamento escolar do miúdo.

 

Infelizmente, a vereadora da Educação da Câmara de Mirandela pensa de outro modo. A exibição pública voluntária do corpo nu está interdita às docentes. Não se sabe a que outras profissões se alarga esta inibição. Canalizadoras podem posar sem roupa sem desprestigiar o nobre ofício de vedar uma torneira? Empregadas de escritório podem deixar-se fotografar nuas sem melindrar os carimbos? Ninguém sabe ao certo, mas parece urgente definir com rigor que outras profissionais estão deontologicamente impedidas de fazerem com o seu corpo o que quiserem.

 

Mais do que a suspensão, deve colocar-se em causa a recolocação da professora. O receio de alarme social levou a Câmara a retirar a docente do contacto com os alunos e a enviá-la para o arquivo municipal. Ora, o contacto com bibliotecários de óculos grossos que não vêem uma pessoa do sexo feminino nua desde 1977 não será mais perigoso e socialmente alarmante do que o convívio com jovens? Fica a pergunta, para reflexão das autoridades fiscalizadoras da nudez.

 

Artigo publicado por Ricardo Araujo Pereira na revista Visão

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Quarta-feira, 19 de Maio de 2010

Microsoft tem um engenheiro de 9 anos

Marco Calasan tem quatro certificados Microsoft, já escreveu um livro e fala correctamente três idiomas. E com apenas 9 anos, é o mais novo engenheiro de sistemas do mundo.

O pequeno génio nasceu na Macedónia e tem o emprego de sonho de muitos engenheiros de sistemas formados e com vários anos de experiência: é funcionário da Microsoft.

Com apenas nove anos, Marco Calasan tem quatro certificados Microsoft e até já escreveu um livro de 312 páginas sobre o Microsoft Windows 7, avança a CNN.

Marco também já criou uma rede de transmissão de conteúdos (IPTV), da qual vai falar numa conferência em Montenegro, em breve, a pedido do governo do país, além de ser especialista em fluxos de vídeo de alta qualidade.

Este engenheiro de ‘palmo-e-meio' foi visto por um psicólogo aos sete anos, que lhe disse que ele tinha um funcionamento extraordinário do cérebro.

Mas Marco Calasan resume as suas capacidades a um conceito muito simples: "Com o conhecimento tudo é possível".

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Segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010

Liberdade de Expressão, em causa?

Liberdade de expressão é o direito de manifestar livremente opiniões, idéias e pensamentos. É um conceito basilar nas democracias modernas nas quais a censura não tem respaldo moral.

Ultimamente os nossos Governantes têm atentando contra este direito conquistado em Abril de 1974, quando havia o chamado lápis azul que sublinhava os artigos, expressões contra o regime. Com a queda da ditadura a censura foi abolida e vivemos a partir daí em Liberdade.

Até chegamos a 2009/2010 onde apareceram os vários escândalos sobre a divulgação de críticas ao Governo e que este por sua vez tentou controlar tais situações. Casos como Manuela Moura Guedes, Mário Crespo, são na minha opinião atentados à Liberdade de Expressão, não podemos proibir ninguém de nos fazer Críticas.

É possível discutirmos até que limite vai a Liberdade de expressão, tudo tem limites, no entanto, quando se trata de figuras públicas, será que devia haver mais um "bocado de controlo"?

Talvez, mas como se faria esse controlo? Seria com polícias a entrarem nas redacções e nos estúdios de TV, talvez. 

Para nós só com a Crítica é que se desenvolve um povo, um país, o mundo. A discussão tem de estar aberta, se algumas afirmações são feitas e afectam uma personagem, se calhar, é porque essa personagem fez algo que merceu tais afirmações. Na política devemos ter cuidado redobrado com as expressões que utilizamos, tanto podem ser adequadas ao discurso, como podem facilmente destruir uma carreira.

Mas voltando ao assunto da Liberdade de Expressão, o PSD, enviou o caso para a Comissão de Ética da Assembleia da República onde se vai discutir os limites da Liberdade de Expressão. Agora aguardo com ansiedade qual o resultado da discussão.

Não esquecer a Liberdade de Expressão é um direito e temos o dever de a preservar mas essa Liberdade tem limites que devem ser respeitados, é essencial.

 

Ricardo Vieira

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Segunda-feira, 27 de Abril de 2009

Mulheres trocam homens por mulheres

As mulheres ficam sexualmente excitadas tanto quando vêem filmes eróticos heterossexuais como lésbicos. 

Cynthia Nixon, a "Miranda" série “Sexo e a cidade”, é o mais novo rosto do mundo lésbico. Depois de 15 anos de relacionamento com um homem, do qual nasceram dois filhos, separou-se e começou a namorar com uma mulher.

Já outras famosas seguiram o mesmo caminho. A actriz Lindsay Lohan, depois de vários relacionamentos falhados com homens, entregou-se ao amor com a DJ Samantha Ronson.

Katy Perry chegou aos tops com uma música cujo refrão é bastante explícito: “Beijei uma rapariga e gostei”.  Na televisão o mundo lésbico é perpetuado na série  "A letra L," e, um novo reality show lésbico nos Estados Unidos da América já está a ser preparado.

Mas afinal o que é que se passa com as mulheres?
Durante as últimas décadas, os cientistas têm tentado perceber como nasce ou se desenvolve a orientação sexual. Nascidos ou criados? Pode alguém mudar a orientação sexual durante a vida?

A todos os estudos feitos durante os últimos anos e que atribuem como causa da orientação sexual factores ambientais, cognitivos e biológicos, acrescenta-se um novo conceito, a “fluidez sexual”.

“Fluidez representa a capacidade de responder eroticamente e de forma inesperada a situações particulares ou a relacionamentos. Não parece ser algo que as mulheres possam controlar." explica Lisa Diamond, professora da Universidade de Utah.

Um outro estudo, da Universidade de Northwestern, constatou que o desejo sexual das mulheres é menos rígido que o dos homens. Nesse estudo comprovou-se que as mulheres ficam sexualmente excitadas tanto quando vêem filmes eróticos heterossexuais como lésbicos.  O inverso passa-se com os homens, que respondem sexualmente a filmes com mulheres, no caso de serem heterossexuais ou a filmes com homens, no caso de serem homossexuais.

O que o que os investigadores dizem é que as mulheres procuram muitas vezes uma ligação emocional, e se essa ligação vem de uma mulher em vez de um homem, então a emoção pode mesmo sobrepor-se a qualquer tipo de orientação sexual.

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Segunda-feira, 1 de Dezembro de 2008

Novas infecções de Sida duplicaram em Portugal

Portugal está entre os quatro países europeus onde a taxa de novas infecções por HIV quase duplicou entre 2000 e 2007, segundo um relatório da EU e da ONU divulgado esta segunda-feira.

A taxa de infecção por HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) em 49 países europeus quase duplicou entre 2000 e 2007, atingindo o nível mais elevado jamais registado na Europa, adianta o relatório conjunto do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) e da Organização Mundial de Saúde (OMS), da ONU.

A taxa anual de casos novos diagnosticados de infecção por HIV aumentou de 39 para 75 por um milhão de pessoas, de 2000 para 2007, de acordo com o relatório divulgado pelas agências da UE e da ONU no âmbito do Dia Mundial de Luta contra a Sida.

Em 2007, foram registados 48.892 novos casos diagnosticados de infecção por HIV em 49 países da Europa.

A Áustria, Itália, o Mónaco e a Rússia foram excluídos do estudo devido à falta de dados.

O relatório divulgado conjuntamente pelo centro europeu e pela OMS indica que Portugal, a Estónia, a Ucrânia e a República da Moldova possuem as taxas mais elevadas de novas transmissões de infecções por HIV.

O estudo revela ainda que a infecção entre toxicodependentes é a principal causa de transmissão na Europa de Leste.

Outros países com elevadas taxas de infecção são a Letónia, o Cazaquistão, Uzbequistão, Reino Unido, Bielorrússia e Suíça.

Na Europa Central e Ocidental, o contacto sexual entre heterossexuais é a principal causa de infecção, apesar de as transmissões entre homossexuais também estarem a aumentar.

Cerca de 40 por cento dos casos onde o vírus foi transmitido por via heterossexual foram registados em pessoas originárias de países com epidemias generalizadas, segundo o relatório.

"Um desafio que enfrentam todos os países é que muitas das pessoas que vivem com HIV desconhecem que estão infectadas", disse Zsuzsanna Jakab, directora do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças.

A responsável afirmou que os dados revelam que os principais grupos infectados diferem de país para país, devendo portanto a prevenção ser direccionada de formas diversas.

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Quinta-feira, 27 de Novembro de 2008

Sindicatos propõem auto-avaliação acompanhada por pedagógico

Desempenho. Solução a apresentar amanhã ao Ministério da Educação implica a suspensão do actual modelo

Plataforma quer colocar proposta à discussão dos professores

A proposta que a Plataforma Sindical dos professores vai apresentar amanhã ao Ministério da Educação assenta num documento de auto-avaliação, a ser preenchido pelos docentes e acompanhado pelo respectivo Conselho Pedagógico. Mas para que esta proposta chegue sequer a ser negociada, os sindicatos exigem que o actual modelo de avaliação seja suspenso.

O porta-voz da Plataforma, Mário Nogueira, já tinha informado o DN que os sindicatos iam apresentar "uma solução simples, não administrativa e focada na vertente pedagógica que permita aos docentes serem avaliados este ano". Proposta agora concretizada por outros dirigentes do movimento sindical. Carlos Chagas, secretário--geral do Sindicato Nacional e Democrático dos Professores, adianta ao DN que a Plataforma tem uma forma de ultrapassar o vazio legal deixado pela suspensão do actual processo e realizar a avaliação de quem necessita dela. "Embora ainda não haja um documento escrito e pormenorizado, a nossa proposta vai no sentido de cada professor elaborar um relatório de auto-avaliação a ser apresentado ao Conselho Pedagógico, que seria responsável por acompanhar o seu cumprimento."

A leitura das soluções previstas pelos vários sindicatos para a avaliação permitem perceber melhor o que os dirigentes da Plataforma defendem. Assim, este relatório de auto-avaliação deve conter uma análise do docente sobre as condições em que exerce o processo de ensino e posterior apreciação do relatório por uma Comissão de Avaliação do Conselho Pedagógico. "O documento a apresentar pelo professor é de facto de reflexão da componente científico-pedagógica, mas ainda não pormenorizámos a proposta, porque não faz sentido termos um documento escrito sem sabermos se o Ministério suspende o modelo actual", informa João Dias da Silva, da Federação Nacional dos Sindicatos da Educação.

Caso se reúnam os pressupostos exigidos pelos sindicatos, Carlos Chagas considera que "o documento definitivo deve ser entregue em pouco mais de uma semana, depois de colocado à apreciação dos professores nas escolas". Afirmação que agradou a Mário Machaqueiro, representante de um dos movimentos de professores que organizou a manifestação de 15 de Novembro e que reclama ser ouvido pelos sindicatos neste processo. "Esta posição é positiva e a proposta parece-me razoável, mas temos de ter cuidado para não desmobilizar a contestação. Além de que não sei se o Ministério vai ceder", alerta o professor da Associação em Defesa do Ensino

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Sexta-feira, 21 de Novembro de 2008

25% das jovens são agredidas pelos namorados

Uma em cada quatro relações de namoro na adolescência é marcada por episódios de violência, revela um estudo da Universidade do Minho. À Associação Portuguesa de Apoio à Vítima chegaram este ano denúncias de meninas de 11 anos.

"Insultos, estaladas, gritos, atirar e partir objectos, impedir ou controlar contactos com outros" são os actos mais relatados na tese de doutoramento sobre violência no namoro da psicóloga Sónia Caridade.

De acordo com a investigadora da Universidade do Minho (UM), "25,4 por cento dos jovens foram vítimas, pelo menos uma vez, de um acto violento na relação".

O estudo abrangeu 4.667 jovens entre os 13 e os 29 anos, mas à APAV já chegaram dois pedidos de apoio de crianças de 11 anos. No primeiro semestre de 2008, a associação recebeu seis denúncias, todas de raparigas, entre os 11 e os 17 anos.

Um número "muito aquém da realidade, já que se trata apenas de quem decide fazer queixa", explicou à Lusa Rosa Saavedra, responsável da APAV. Destas seis vítimas, apenas duas mantinham ainda um relacionamento amoroso quando foram alvo de maus-tratos. A maioria queixou-se de agressões emocionais, a principal forma de violência no namoro.

De acordo com o estudo da UM, um em cada cinco jovens reconheceu ter sido vítima de comportamentos emocionalmente abusivos, apesar de a maioria "não perceber esta forma de violência como inadequada", lembra Carla Machado, orientadora da tese. Actos de controlo por parte do companheiro ainda são vistos como manifestações de ciúme e confundidos com "provas de amor".

Muitas vezes, a noção de gravidade do acto está condicionada a ocorrer ou não num local público, explica Carla Machado: "Os insultos são tomados como uma brincadeira, mesmo sendo muito humilhantes e recorrentes. Mas quando acontecem em frente a outras pessoas passam a ser mais valorizadas".

Segundo as investigadoras, também os comportamentos físicos abusivos são muitas vezes desculpabilizados. "Não quer dizer que eles os percebam como correctos mas não lhes atribuem grande gravidade ou valoração", lamentou Carla Machado. O estudo revela existirem "18 por cento de jovens vítimas deste crime", lembrou Sónia Caridade.

Já quando se fala em "murros, sovas e pontapés e ameaças com armas, todos os jovens percebem que isto é inadequado", lembrou a orientadora do estudo que detectou existirem 6,7 por cento de jovens alvo destes comportamentos.

Pelo cruzamento dos dados é possível perceber que muitos destes actos são isolados, "acontecem uma ou duas vezes", mas existe também "um número substancial de jovens que relatam várias formas de violência", acrescenta.

Sobre os agressores, os números são ainda mais elevados, já que 30,6 por cento dos inquiridos admitiram ter sido responsáveis por actos de violência. Segundo Sónia Caridade, um em cada cinco assumiu ter exercido abuso emocional, mas também há muitos casos de violência física (13,4 por cento). A psicóloga sublinha ainda que 7,3 por cento dos inquiridos reconheceu mesmo ser autor de actos de "violência física severa".

Outro dos temas abordados, mas não tão aprofundado na tese, foi a violência sexual: "A não ser quando ela envolve actos de maior gravidade, esta não é percebida pelos jovens como forma de violência", garantiu Carla Machado, dando como exemplo situações de "pressão, coacção ou carícias indesejadas" que tendem a ser desvalorizadas.

Estudos internacionais indicam que há uma tendência para que esses comportamentos agressivos se agravem ao longo do tempo. Segundo Carla Machado, apenas "um pequeno grupo de vítimas põe fim a estas situações". A esperança de conseguir mudar a outra pessoa permite muitas vezes que estas histórias se prolonguem no casamento.

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Quarta-feira, 12 de Novembro de 2008

Abusos sexuais a crianças já cresceram 40% em 2008

Investigação. A Polícia Judiciária investigou quase mil casos de abusos sexuais de Janeiro a Outubro deste ano. Um número superior à totalidade do de 2007, que registou 685 casos. PJ defende que não foi o crime que aumentou, mas as denúncias recebidas pelos órgãos de polícia criminal

Denúncias aumentam nos últimos três anos

Estremoz. Julho de 2008. Um indivíduo de 44 anos, em plena luz do dia, levou a filha de 11 anos e a sobrinha de 13 para um descampado, onde abusou delas sexualmente. A PJ chegou ao alegado violador através da denúncia da mãe de uma das crianças.

No mês anterior, em Lisboa, após recorrentes contactos via internet entre um homem de 52 anos e uma adolescente com 13 anos de idade, a PJ de Lisboa identifica o suspeito da prática dos crimes de abuso sexual, depois do encontro in loco entre a vítima e o agressor.

"Após troca de mensagens e de imagens, o suspeito, mediante a ameaça de divulgação dos elementos recolhidos, exigiu um encontro com a menor, visando a prática de actos sexuais", segundo contou a Polícia Judiciária na altura.

Estes dois casos reflectem as estatísticas: desde Janeiro e até 31 de Outubro, a PJ abriu 956 inquéritos de investigação a abusos sexuais de menores, contra 685 em 2007.

O número refere-se aos dez primeiros meses deste ano, que registaram mais 271 casos do que na totalidade do ano passado. Ou seja: em apenas dez meses, o ano de 2008 regista já um acréscimo de 40% do número total de casos registados nos 12 meses de 2007.

Segundo fonte da directoria de Lisboa da PJ, que tem a seu cargo a investigação dos crimes de abusos sexuais de menores, violação e lenocídio, o número de participações deste tipo de crimes tem, de facto, aumentado, "nos últimos três anos".

"Mas não é o crime que tem aumentado, mas sim a iniciativa de denunciar comportamentos suspeitos", explicou.

"E o processo da Casa Pia contribuiu para uma maior sensibilização deste tipo de situações." No entanto, 50% destas queixas relativas ao ano de 2007 acabaram por não configurar qualquer crime e foram arquivadas. Mais sensibilidade social para este tipo de crime é a causa principal apontada pela polícia para este aumento.

Nestas participações, 75% das vítimas são do sexo feminino e mais de 90% dos agressores são homens e estão inseridos no seio familiar das vítimas.
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publicado por Ricardo Vieira às 20:00
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