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Vejo-te a ti No meu coração És aquela que Toca a música Chamada Amor És aquela Que me faz vibrar, Que me faz estremecer, Viver e aprender. És a minha musa inspiradora És a fonte da minha vida, do meu ser, Obrigado por seres quem és. Ricardo Vieira
Quinta-feira, 14 de Janeiro de 2010

A internacionalização do sector financeiro Cabo-verdiano

A confiança e credibilidade no sector financeiro ficaram profundamente abaladas com a actual crise mundial. Segundo vários economistas, a crise teve a sua origem no sector financeiro/imobiliário e foi causada, por um lado, pela excessiva confiança e défice de legislação neste sector e, por outro lado, pela incapacidade técnica das autoridades de acompanhar as inovações financeiras e avaliar correctamente o risco de certos activos.
Porém, apesar da crise actual, não devemos ignorar ou subvalorizar a importância do sector financeiro no crescimento económico de qualquer país. Os serviços financeiros são consumidos pela quase totalidade dos indivíduos e organizações.
Um sistema financeiro moderno, sólido, dinâmico e eficaz é fundamental para assegurar satisfatoriamente o crescimento e o desenvolvimento de um país, visto que: (i) é importante para a estabilidade económica que, por sua vez, permite o crescimento consistente do produto, e viabiliza a acumulação de saldos positivos da balança de pagamentos, formando assim reservas internacionais; (ii) é relevante na formação de poupança e acumulação de capitais, provendo assim recursos destinados ao investimento.
Em Cabo Verde, o sector dos serviços representa cerca de 70% do PIB. Isto explica perfeitamente o facto de as políticas económicas visarem transformar Cabo Verde num centro internacional de serviços centrado nas áreas de telecomunicações, transportes, turismos e serviços financeiros.
Tendo o nosso estudo centrado no sector financeiro, procuramos analisar se as políticas financeiras e a situação sócio/económica em Cabo Verde são as adequadas a uma pequena economia que ambiciona transformar-se num Centro Financeiro Internacional -CFI, e também verificar se existe uma relação positiva entre as variáveis financeiras e o investimento, uma vez que o investimento tem influências positivas no crescimento da economia. Quer dizer, está em causa saber se se justifica a aposta no sector financeiro.
Comparando a situação actual existente no nosso país com os vários estudos sobre o desenvolvimento do sector financeiro em pequenas economias, apuramos que Cabo Verde apresenta alguns requisitos exigidos aos CFI’s, como: (i) estabilidade política e social; (ii) leis no sector financeiro baseadas no Acordo de Basileia de 1988 e nas 40 recomendações e propostas da Financial Action Task Force on Money Laundering; (iii) estabilidade e credibilidade da moeda; (iv) integração regional; (v) boa governação.
Encontramos no documento Poverty Reduction and Growth Strategy Paper II (2008-2011) e no Programa do Governo para a VII Legislatura (2006-2011) algumas opções de desenvolvimento e políticas económicas/financeiras, exigidas aos CFI, tais como: (i) construção de infra-estruturas básicas; (ii) uso de novas tecnologias na gestão pública e privada; (iii) desenvolvimento do mercado de capitais; (iv) melhoria do acesso das MPME´s (Micro, Pequenas e Médias Empresas) ao financiamento; (v) dinamização e aperfeiçoamento da Bolsa de Valores de Cabo Verde.
Porém, apesar dos passos dados, Cabo Verde tem pela frente algumas barreiras a ultrapassar para atingir o patamar de um CFI competitivo, e fazer dos serviços financeiros um dos grandes impulsionadores do desenvolvimento socioeconómico. Destacamos as seguintes dificuldades: (i) fraca promoção do sector dos seguros e pensões; (ii) pequena dimensão da economia, o que dificulta o desenvolvimento de concorrência; (iii) sistema financeiro caracterizado por alto peso e limitada competição do sector bancário; (iv) fraca diversificação das actividades e instrumentos financeiros; (v) pouco interesse da população em diversificar os investimentos.
Realizámos um estudo econométrico dos determinantes financeiros do investimento, suportado por uma base de dados de 1982 a 2004. Esta base de dados foi reduzida para tirar conclusões robustas. No entanto, permitiu formar uma ideia clara do impulso do sector financeiro no investimento em Cabo Verde.
Foram considerados os indicadores financeiros crédito privado, crédito bancário e passivo líquido. Fazendo uso do modelo designado Vector Error Correction Model (VECM), concluímos que existe uma relação positiva entre os indicadores financeiros e o investimento, com o passivo líquido como o principal indicador na explicação do investimento. Este resultado pode estar relacionado com o facto de em Cabo Verde a maioria dos investimentos ser de origem pública e com financiamento externo, levando a que o impacto do passivo líquido no investimento seja superior aos créditos concedidos pelas instituições financeiras nacionais.
Paralelamente, também, constatámos: (i) uma relação positiva entre o consumo do governo e o investimento, o que pode estar associado ao facto de que em Cabo Verde a maioria dos investimentos serem do domínio público e, por outro lado, o consumo público ter vindo a ser em áreas impulsionadoras do investimento; (ii) apesar da relação negativa entre o investimento e a importação, num primeiro momento o aumento da importação tem influência positiva no investimento.
Em suma, estes resultados evidenciam que Cabo Verde pode impulsionar o crescimento económico através do desenvolvimento do sistema financeiro, apesar de haver ainda um fraco peso do crédito privado e crédito bancário no investimento. Assim, a abertura do sistema financeiro a outros operadores, o aperfeiçoamento das condições de acesso dos investidores e a introdução de outros instrumentos financeiros, conduzem ao aumento da liquidez no mercado interno e da participação na actividade financeira. Por conseguinte, fomentam o crescimento do investimento.
Por outro lado, deve haver também aumento da transparência no sector, reforço da regulamentação e da capacitação das autoridades financeiras, de forma a exercerem com eficiência e eficácia as suas funções de controlo e supervisão, e assim levar à recuperação da confiança e induzir maior dinamismo no sector.

(Coimbra, 04 de Janeiro de 2010)
João António F. Brito – Mestre em Economia.

(artigo publicado no Jornal ASEMANA, nº 915, de 08 de Janeiro de 2010)

publicado por Ricardo Vieira às 02:45
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Quarta-feira, 26 de Agosto de 2009

Morreu o Kennedy que mais fez a diferença

Ted Kennedy, último sobrevivente da era de ouro do clã Kennedy, morreu ontem à noite, aos 77 anos, depois de um longa batalha contra um cancro no cérebro. O senador do Massachussets é recordado como um dos políticos mais influentes dos últimos 50 anos nos EUA.

Edward ocupou a cadeira do Senado deixada vaga pelo seu irmão John Kennedy quando este correu para a Presidência, em 1962. Desde então, foi reeleito sete vezes e fez da educação, da saúde e da luta pela paz batalhas pessoais.

O assassínio do presidente John Kennedy, em 1963, e do irmão Robert, em 1968, durante a corrida para a Casa Branca, fizeram de Edward o herdeiro da família.

Há quarenta anos, na América todos acreditavam que seria o próximo Kennedy na Casa Branca. Mas em 1969, o reputação de Edward ficou manchada pelo escândalo de Chappaquiddick, quando teve um acidente de carro numa ponte. Ele nadou para a margem e sobreviveu, mas a mulher que o acompanhava não.

Dez anos depois, a memória desse incidente condenou ao fracasso a sua candidatura presidencial. Mas esse falhanço fez dele um dos mais importantes senadores dos EUA.

Em 2006, a revista TIME  elegeu-o como um dos 10 Melhores Senadores considerando que ele ajudou a passar “legislação que afectou virtualmente vida de todos os homens, mulheres e crianças.” Ontem, a mesma publicação escrevia no título do seu obituário que Teddy foi “o Kennedy que mais fez diferença”.

Ted, idealista, ficou conhecido como o “leão liberal” – o que corresponde à esquerda nos EUA. Hoje o líder da maioria democrata na câmara alta, Harry Reid, disse que “o poderoso rugido do leão calou-se, mas o seu sonho nunca vai morrer”.

O Presidente Barack Obama disse em comunicado: “Um importante capítulo da nossa história chegou ao fim. O nosso país perdeu um grande líder, que pegou no testemunho dos seus irmãos e tornou-se no maior senador dos EUA de todos os tempos”.

publicado por Ricardo Vieira às 20:38
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Domingo, 17 de Maio de 2009

Autoridades investigam tentativa de fraude de 50 mil milhões de dólares

As autoridades portuguesas estão a investigar uma tentativa de transferência de 50 mil milhões de dólares (36,6 mil milhões de euros) a partir do JP Morgan Chase, nos EUA, para Portugal, naquela que, se resultasse, seria a maior fraude de sempre no país.

A operação foi tentada por uma mulher não identificada, que apresentou num banco em Lisboa um contrato de transferência interbancária, ao qual a Lusa teve acesso, que previa uma movimentação de 36,4 milhões de euros na primeira tranche.

O documento levantou fortes suspeitas sobre a legalidade da operação que se pretendia concretizar, quer pelo modo de actuação da mulher, quer, sobretudo, pelo elevado montante envolvido.

Fonte oficial do Ministério Público disse à Lusa que "o Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) está a proceder à recolha de elementos sobre o assunto".

O Banco de Portugal também está a investigar o caso, segundo fonte oficial, que esclareceu que "o processo seguiu para o departamento de supervisão" da instituição liderada por Vítor Constâncio, confirmando ainda que os moldes do caso são semelhantes a outras tentativas de fraude detectadas pelas autoridades em Portugal.

A Unidade de Informação Financeira da Polícia Judiciária (PJ) também está ao corrente do processo. Contactada pela Lusa, fonte oficial da PJ disse que, no entanto, "não se considera oportuno o comentário sobre situações concretas", escusando-se a divulgar dados sobre situações do género detectadas nos últimos anos em Portugal.

Quanto ao valor envolvido, 50 mil milhões de dólares (36,6 mil milhões de euros), é de longe muito superior a qualquer outro caso semelhante alguma vez detectado em Portugal, confirmaram à Lusa o supervisor dos bancos.

Mesmo não existindo um limite definido para fazer transferências de dinheiro de Portugal para o estrangeiro e vice-versa, o montante é de tal forma elevado que daria para fazer cinco linhas de comboio de alta velocidade em Portugal ou dez aeroportos de Lisboa.

Se a operação fosse realizada, seria transferido para Portugal duas vezes o valor das 20 maiores empresas portuguesas em bolsa. "Uma quantia nunca vista, seja no mercado português ou em qualquer praça de referência do mundo", comentou uma fonte bancária à Lusa. De facto, não é todos os dias que se transferem 50 mil milhões de dólares de um país para o outro e, como referiu outra fonte de mercado, "até parece brincadeira. O valor é completamente anormal".

O contrato 'swift' [troca directa entre bancos] previa a transferência daquele motante entre o banco norte-americano, o JP Morgan Chase Manhattan Bank, e a instituição portuguesa, com uma taxa cambial pré-definida e fixa de 85 euros para cada 100 dólares (avaliando cada euro em 1,17 dólares - abaixo dos 1,36 dólares a que o euro tem sido negociado no mercado cambial).

A transacção realizar-se-ia em várias tranches, com a primeira fixada em 49,5 milhões de dólares (36,4 milhões de euros).

Em termos de comissões, o banco que aceitasse conduzir a operação de transferência do dinheiro receberia 2,5 por cento do montante global, isto é, 1,25 mil milhões de dólares (quase mil milhões de euros - o dobro do valor de mercado do Banif em bolsa, por exemplo).

Na página quatro do contrato lê-se que "as partes têm que seguir as coordenadas fornecidas pelas regras dos bancos sobre o Acto Anti-Terrorista e o Acto Patriótico I e II. O comprador [banco que aceita receber o dinheiro oriundo dos EUA] não será considerado responsável por nenhuma lavagem de dinheiro danosa".

publicado por Ricardo Vieira às 21:26
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Terça-feira, 20 de Janeiro de 2009

Discurso de Obama: Novo Presidente pede uma “nova era de responsabilidade”

Barack Obama falou das dificuldades que a América enfrenta, e de como o carácter da nação, dos americanos, é essencial para enfrentar estes desafios. Obama falou do "preço e da promessa da cidadania". Falou de um "momento que vai definir uma geração". De "uma nova era de responsabilidade" – assente em "valores antigos".

Mas foi optimista: "Hoje os desafios que nos esperam são muitos. Não vão ser resolvidos de modo fácil, nem rápido", avisou. "Mas quero que saibam isto, América - vão ser resolvidos", disse, recebendo os primeiros aplausos entusiasmados. Obama tinha sido recebido por uma multidão que passou dos gritos à chegada do quase-novo-Presidente ao transe durante a evocação do pastor Rick Warren e a várias erupções durante o discurso de Obama.

O novo Presidente enfatizou a ideia de cidadania e de que os americanos podem conseguir o que quiserem – se se mantiverem fiéis a valores antigos."Por mais que o governo possa fazer, e tenha de fazer, são, em última análise, a fé e determinação do povo americano a base desta nação", disse, para exemplificar: "É o altruísmo de trabalhadores que preferem trabalhar menos horas do que ver um amigo perder o emprego que nos faz passar os nossos momentos difíceis. É a coragem do bombeiro de enfrentar uma escada cheia de fumo, mas também a vontade de um pai cuidar de um filho, que no fim de contas, decide o nosso destino", concluiu."Os nossos desafios podem ser novos", disse Obama. Mas "os valores em que o nosso sucesso assenta – trabalho árduo e honestidade, coragem e fair play, lealdade e patriotismo – estas coisas são velhas. Estas coisas são verdadeiras", continuou. "o que temos de fazer é regressar a estas verdades", continuou.

"O que nos é pedido é uma nova era de responsabilidade – um reconhecimento, da parte de cada americano, de que temos deveres perante nós próprios, a nossa nação, o mundo, deveres que não aceitamos relutantemente mas que abraçamos com vontade, firmes no conhecimento de que não há nada que dê mais satisfação ao espírito, tão definidor do nosso carácter, do que devotarmo-nos por inteiro a uma tarefa difícil."

A mais próspera e poderosa nação

"Continuamos a ser a mais próspera, poderosa nação na Terra", assegurou. "Os nossos trabalhadores não são menos produtivos do que quando esta crise começou. As nossas mentes não são menos inventivas, os nossos bens e serviços não são menos necessários do que eram a semana passada, o mês passado ou o ano passado. A nossa capacidade permanece a mesma", sublinhou. E em relação à crise financeira, assegurou ainda que "a questão não é se o mercado é uma força para o bem ou para o mal".

E regressou ao passado para falar do futuro, pontuando o discurso com referências aos pioneiros da nação – "os que correm riscos, os que fazem coisas", para evocar "um Inverno em que nada, a não ser a esperança, podia sobreviver"

América, disse, repetindo palavras de um dos "pais fundadores", Thomas Payne: "em face dos perigos comuns, neste inverno das nossas dificuldades, vamos lembrar-nos destas palavras intemporais: com esperança e virtude, vamos corajosamente enfrentar as correntes geladas, e aguentar as tempestades que possam vir. Vamos que os filhos dos nossos filhos digam que quando fomos testados nos recusámos a deixar que a viagem acabasse, e que não virámos as costas, e que com os olhos fixos no horizonte e a graça de Deus, avançámos essa grande dádiva de liberdade e entregámo-la, em segurança, para as gerações futuras."

Obama repetiu ainda o que representou durante a campanha, a ideia de uma nova maneira de fazer política. "As discussões políticas que nos consumiram durante tanto tempo já não são aplicáveis." "O tempo de protegermos interesses mesquinhos acabou. A partir de hoje, temos de nos levantar, sacudir o pó, e começar o trabalho de reconstruir a América."

Mais poder se for mais bem usado

De seguida, Obama começou a falar em relação ao exterior: "Lembrem-se de que as gerações anteriores enfrentaram o fascismo e o comunismo não apenas com tanques, mas com alianças fortes e convicções duradouras. Eles perceberam que não é só o nosso poder que nos protege". Mais: "Sabiam que o nosso poder cresce se for usado com prudência, a nossa segurança emana da justeza da nossa causa, a força do nosso exemplo".

Exaltando estes princípios, Obama disse que os EUA vão "começar a deixar com responsabilidade o Iraque ao seu povo, e forjar uma muito duramente conquistada paz no Afeganistão". Em relação ao nuclear, o trabalho vai ser feito "com antigos amigos e antigos inimigos".

Em relação aos inimigos da América, o novo Presidente fez questão de usar um tom duro. Mencionando especificamente os terroristas, prometeu: "não vamos mudar o nosso modo de vida, e para os que tentem fazer avançar os seus objectivos matando inocentes, queremos dizer que o nosso espírito é mais forte e não pode ser quebrado" e terminou com um desafiante: "e nós vamos vencer-vos".

Antes, Obama tinha falado para "o mundo muçulmano" e para os "países pobres". Para os primeiros, Obama espera um novo modo de avançar com base em "interesses comuns". Aos segundos, prometeu trabalho em conjunto. Aos países com mais: "não podemos consumir os recursos do planeta sem ter em conta as consequências", mundo em geral: "O mundo mudou, e nós temos de mudar também".

O novo Presidente falou para uma multidão que se estimava ser de mais de dois milhões de pessoas, quebrando o record de 1,2 milhões que estiveram em Washington para ver o discurso de Lyndon Johnson em 1965.

A sua referência ao facto de ser o primeiro Presidente negro foi breve: "Este é o significado da nossa liberdade e das nossas crenças – é por isso que homens e mulheres e crianças de todas as fés podem juntar-se na celebração neste magnífico local, e é por isso que um homem cujo pai há menos de 60 anos poderia estar a servir num restaurante local pode agora estar perante todos vocês a prestar o juramento mais sagrado".

O discurso do primeiro Presidente da web social, que usou a criação de redes como ninguém, estava a ser seguido por muitos pela TV, net, updates do twitter ou facebook. E não foi fácil conseguir usar a Internet, com os sites claramente sobrecarregados: a CNN anunciava que haveria de ligar para todos na "watch party", mas a verdade é que o live stream não chegava a carregar.

Houve ainda quem questionasse que parte do discurso de Obama poderia ser lembrada para a posteridade. No jornal Politico.com, o colunista Roger Simon opinava que não dependia da qualidade do discurso, mas das acções do Presidente: "Ninguém lembra as palavras das Administrações que falharam. Grandes palavras são tornadas intemporais por grandes Presidentes".

publicado por Ricardo Vieira às 23:22
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Segunda-feira, 5 de Janeiro de 2009

Confrontos mais violentos na cidade de Gaza

A cidade de Gaza está a sofrer combates muito violentos entre o exército israelita e o braço armado do Hamas. Enquanto vários países e entidades pressionam o cessar-fogo do conflito, o número de palestinianos mortos já subiu para 555.

Só hoje já foram mortos 50 palestinianos dentro da Faixa de Gaza, dos quais doze são crianças, anunciou o chefe dos serviços de urgência do território palestiniano, Mouawiya Hassanein. Mesmo assim, Israel parece irredutível a realizar o cessar-fogo.

A ministra israelita dos Negócios Estrangeiros, Tzipi Livni, rejeitou hoje os apelos a um cessar-fogo dos diplomatas europeus em visita a Jerusalém. “Nós combatemos o terrorismo; não faremos acordos com eles”, afirmou Tzipi Livni, referindo-se aos islamistas do Hamas.

George W. Bush diz “compreender” o desejo de Israel de se defender, embora queira o término do conflito, Bush defende que o Hamas tem que dar as condições que Israel deseja para o cessar-fogo. “Qualquer cessar-fogo tem que garantir as condições de que o Hamas não se sirva de Gaza para disparar os ‘rockets’”, disse o ainda Presidente dos Estados Unidos, citado pela AFP.

No terceiro dia da invasão terrestre, várias dezenas de combatentes do Hamas enfrentam o exército israelita no bairro de Choujaiya, no leste de Gaza, adianta a AFP com base em vários testemunhos palestinianos. No bairro ouve-se continuadamente explosões enquanto os helicópteros continuam a disparar raides. O Hamas afirmou ter acertado em sete tanques com os seus ‘rockets’ contra a artelharia.

Os combates continuam noutros locais da Faixa de Gaza. A situação humanitária vai se degradando, a maioria da região está sem electricidade e a água e os mantimentos vão escasseando. Desde que a ofensiva se iniciou a 27 de Dezembro, o número de feridos já chegou aos 2700.

O alto-comissário da ONU para os refugiados, António Guterres, já exigiu a abertura das fronteiras para permitir que os palestinianos possam abandonar o território. “Aqueles que querem fugir da Faixa de Gaza, devem poder fazê-lo e encontrar segurança noutros países, de acordo com as leis internacionais”, disse o antigo primeiro-ministro português.

Enquanto isso, os esforços diplomáticos continuam. O Presidente francês Nicolas Sarkozy, depois de ter tomado o pequeno-almoço com o Presidente egípcio, Hosni Mubarak, viajou para a Cisjordânia, onde afirmou que a violência em Gaza deve cessar “o mais rapidamente possível”, e mais uma vez condenou a ofensiva terrestre israelita e responsabilizou por sua vez o Hamas.

“O Hamas agiu de uma forma imperdoável e irresponsável” e “carrega uma grande responsabilidade no sofrimento dos palestinianos em Gaza”, acrescentou Sarkozy, referindo ainda que a Europa vai fazer de tudo para conseguir o cessar-fogo.

Abou Obeida, o porta-voz das brigadas de Ezzedine al-Qassam – o braço armado do Hamas –, afirmou que milhares dos seus combatentes estão prestes a entrar em combate contra o exército israelita nas ruas de Gaza.

Por seu lado, o chefe mais influente do Hamas que está em Gaza, Mahmoud al-Zahar, afirmou que a “vitória vai chegar graças a Deus”. Segundo a AFP, o Hamas acusou Sarkozy de estar a favor de Israel.

Os activistas palestinianos continuam a disparar ‘rockets’ para o território do Sul de Israel. Quatro israelitas já morreram desde 27 de Dezembro. No exército, um soldado foi morto, e 55 foram feridos depois da invasão terrestre ter iniciado, sábado passado.

publicado por Ricardo Vieira às 20:11
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Sexta-feira, 7 de Novembro de 2008

Estados Unidos enfrentam um dos maiores desafios económicos de sempre

Na primeira conferência de imprensa como presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, reconheceu que os Estados Unidos enfrenta, actualmente, um dos maiores desafios económicos de sempre. Obama destacou as quatro prioridades da sua equipa de transição e voltou a reforçar que a actual situação económica e financeira não vai ser resolvida de forma fácil ou rápida.

A primeira prioridade da nova administração passa pela criação de plano de salvamento destinado à classe média, que passa pela criação de emprego, pelo aumento dos benefícios de desemprego e pelo estímulo fiscal.

Obama começou a sua intervenção destacando que, desde o início do ano, 1,2 milhões de norte-americanos ficaram desempregados e que a taxa de desemprego atingiu o nível mais elevado dos últimos 14 anos.

Perceber o impacto da crise financeira nos restantes sectores da economia norte-americana vai ser a segunda prioridade da equipa de Obama. O novo presidente fez questão de sublinhar que a “crise financeira é global e requer uma resposta global”.

Como terceira prioridade surge a análise do programa financeiro e a tentativa de perceber se este está a atingir os objectivos. Por último, Obama destacou o reforço da economia no longo prazo.

“A minha equipa vai estar a trabalhar nestes temas. Não subestimo as tarefas que temos pela frente, não vai ser rápido nem fácil, mas os Estados Unidos são fortes e sei qye vamos conseguir”, concluiu Obama.

Obama agradeceu ainda ao ainda presidente George W. Bush os esforços que têm sido feito pela sua administração para manter a equipa de Obama a par dos assuntos importantes.

publicado por Ricardo Vieira às 20:45
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Quarta-feira, 5 de Novembro de 2008

Festa de Obama arrancada a ferros num estado indeciso

Decisão. A Carolina do Norte continuou indecisa pela noite fora. Mas as notícias foram chegando dos outros estados e eram boas para os apoiantes de Obama. Quando se soube que o Ohio e a Pensilvânia estavam ganhos, finalmente houve festa no bairro negro da cidade de Charlotte. A América virou uma decisiva página da sua vida política culminando a mais emocionante campanha eleitoral de sempre.

Triunfos no Ohio e Pensilvânia foram decisivos

Nenhum presidente republicano foi eleito sem ganhar o Ohio. Só esta regra já justificava a excitação com que a notícia da vitória de Barack Obama neste estado foi recebida entre os seus apoiantes na cidade de Charlotte, na Carolina do Norte. Mas a verdade é que, feitas as contas, essa previsão dava também a vitória mais que provável a Obama.

Mesmo sem ainda se saber dados definitivos da Florida, Carolina do Norte e Virgínia, e com a garantia antecipada dos estados do Pacífico, Obama já ultrapassava a meta dos 270 votos que o levariam à Casa Branca.

As palmas foram aumentando ao longo da noite à medida que chegavam as boas notícias - quando as sondagens garantiram para os democratas a Pensilvânia, um estado decisivo com os seus 21 votos eleitorais, ou o New Hampshire, onde John McCain fez muita campanha.

Para estes apoiantes bem informados e habituados a contas eleitorais há vários meses, a vitória na Pensilvânia era muito importante. Por um lado, McCain tinha dito que precisava deste estado para ganhar. Por outro, isto significa que Obama não perde nenhum estado ganho por John Kerry em 2004.

"The only way is up" (o único caminho é para cima), cantarola Roberto Taylor, 26 louros anos, oscilando o seu corpo envolvido por uma compridona T-shirt com design obamesco, e interrompendo os telefonemas que está a fazer para levar votantes às urnas no Oeste americano, onde ainda se vota nesta altura: Colorado, Novo México, Montana, Arizona e Nevada.

Noutros anos, a Carolina do Norte já estaria decidida a esta hora (e para os republicanos), quase três horas da manhã de Lisboa, mas desta vez está tão indecisa que nem as projecções conseguem dar-lhe um vencedor. "Está muito em jogo", diz ainda Alysson, uma das organizadoras da noite eleitoral.

Às 21.05, a primeira grande notícia da noite: a vitória histórica da democrata Kay Hagan para o Senado, contra Elizabeth Dole, veterana republicana, mulher do ex-candidato presidencial Bob Dole (que perdeu contra Clinton em 1996). Isso pode significar a viragem democrata do estado? "Ainda não sabemos, ainda não sabemos", diz uma das assessoras de imprensa da campanha, nervosa.

Depois dos desaires de 2000 e 2004, as cadeias de televisão estavam ontem quase tão cautelosas como estes voluntários. Todos tentam retirar sinais da aparição de David Axelrod, o estrategista chefe da campanha de Obama, um homem habitualmente pouco expansivo. O seu sorriso largo, acompanhado da confissão de que estão contentes com "as previsões da Pensilvânia, e os resultados já conseguidos no Indiana".

Aqui, Obama estava a ganhar muito mais condados do que John Kerry há quatro anos. O mesmo acontecia na Florida: na zona central do estado, à direita e à esquerda de Orlando, Obama pintava em azul muitos dos condados que deram a polémica vitória a Bush contra Gore em 2000.

Mas Axelrod mantinha-se cuidadoso, apesar da festa que já se estava a fazer em Chicago, a cidade onde mora Obama, nos jardins ao pé do lago Michigan... "Esperámos dois anos, podemos esperar mais uma horas."

Outro dado a meio da noite. Nas sondagens da CNN, entre os que disseram que a raça era importante nestas eleições, 55% votaram Obama, assim como 53% dos que disseram que a raça não era importante. Ou seja, a raça acabou por não ser um factor determinante nas eleições em que estava em causa o primeiro candidato negro.

E talvez o tenha sido sobretudo para os votantes negros, cujo orgulho os levou a votar em massa em Obama.

publicado por Ricardo Vieira às 18:56
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Quarta-feira, 29 de Outubro de 2008

População e Forças Armadas fogem aos rebeldes no Congo

Elementos das Forças armadas da República Democrática do Congo abandonaram a cidade de Goma, leste do país, capital provincial do Kivu Norte, perante o avanço dos rebeldes, segundo fontes militares e habitantes da província.

"Está terminado", declarou uma fonte militar, referindo-se aos confrontos que opõem as Forças armadas da República Democrática do Congo (FARDC) aos rebeldes do Congresso Nacional para a Defesa do Povo (CNDP), dirigidos pelo general tutsi Laurent Nkunda.

A mesma fonte militar precisou que as FARDC vão agora reunir-se em Minova, entre Goma e Bukavu - que distam entre si cerca de 100 km.

"Não há um único militar na cidade", anunciou um habitante de Goma, sob anonimato.

Os tanques de combate das forças governamentais que regressam da frente do norte de Goma "seguem na direcção" de Bukavu, capital provincial do Kivu Sul, acrescentou.

De acordo com outro habitantes, os helicópteros da Guarda Republicana (GR, guarda presidencial) deslocaram-se rumo ao Kivu Sul, fronteira com o Ruanda.

Também os habitantes de Goma começaram hoje a fugir da cidade, em virtude do deslocamento dos militares, anunciaram à AFP autoridades locais. 

"As pessoas estão em fuga e a cidade em pânico", afirmou o governador da capital provincial do Kivu Norte, Julien Paliku, contactado por telefone a partir de Kinshasa.

Segundo Julien Paliku, "tomados de medo" por causa dos combates, os habitantes foram deslocados a uma dezena de quilómetros ao norte de Goma - um fluxo de pessoas que "criou o pânico entre a população".

 Os barcos que ligam Goma, no extremo norte do lago Kivu, a Bukavu, estão a ser tomados de assalto pelos habitantes de Goma em fuga, de acordo com os serviços marítimos.

"Muitas pessoas fogem de Goma por barco em direcção a Bukavu com as suas famílias", precisou um dos responsáveis na capital do Kivu Sul.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os refugiados (HRC) anunciou hoje que tem distribuído assistência humanitária a cerca de 30 mil pessoas deslocadas pela ofensiva rebelde.

"Uma equipa do HCR está de regresso ao campo (de deslocados) de Kibati", a cerca de dez quilómetros a norte da província de Kivu Norte, disse à AFP o porta-voz do HRC, Ron Redmond.

Membros do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e do Programa Alimentar Mundial (PAM), também estão presentes, frisou Ron Redmond.

O campo de Kibati comportava hoje de manhã perto de 45 mil pessoas deslocadas pelo avanço dos rebeldes do movimento de Laurent Nkunda.

publicado por Ricardo Vieira às 19:32
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Sexta-feira, 17 de Outubro de 2008

Um Mc Cain agressivo não desestabiliza Obama sereno

 
Presidenciais nos EUA. O candidato republicano entrou no último frente-a- -frente com uma atitude agressiva e disposto a obrigar o adversário a reagir. Apesar dos ataques, o senador democrata manteve a calma até ao fim

Sondagens pós-debate foram claras: para 58% o democrata ganhou

Para a Paddy Power, a principal empresa de apostos irlandesa, a corrida à Casa Branca terminou. E apesar de faltarem três semanas para os americanos irem a votos escolher o seu presidente, quem apostou na vitória de Barack Obama pode receber já o seu dinheiro. "Declaramos encerrada esta corrida e felicitamos todos os que apoiaram, o vosso dinheiro espera-vos", anunciou a Paddy Power um dia depois do último debate entre Obama e John McCain.

Esta decisão da casa de apostas irlandesa vem de encontro ao sentimento generalizado de que, apesar de ter tido a melhor prestação dos três frente-a-frente, o candidato republicano não conseguiu aproveitar aquela que era vista como a sua última oportunidade para inverter a tendência de voto.

Com uma desvantagem significativa nas sondagens em relação a Obama, McCain foi para o último debate com a obrigação de vencer. Para muitos analistas, esta era a derradeira grande oportunidade para o candidato republicano dar um novo impulso à sua campanha antes das eleições de 4 de Novembro.

Pressionado pelos seus conselheiros, entre eles a sua vice Sarah Palin, para endurecer o tom, McCain entrou ao ataque no palco montado na universidade Hofstra, no estado de Nova Iorque. Responsável pela frase da noite - "Senador Obama, eu não sou o Presidente Bush. Se queria apresentar-se contra o Presidente Bush, teria de se ter candidatado há quatro anos" -, McCain acusou ainda o adversário de "não dizer a verdade aos americanos". Mas à medida de que o debate avançava e perante a atitude impassível de Obama, o senador do Arizona ficou visivelmente irritado. Incapaz de esconder as emoções, McCain gesticulava e exibia, por vezes, um sorriso crispado.

"Ao ver o debate, tinha-se a sensação que Obama era o candidato que ia ganhar", disse à AFP a perita em comunicação política Kathleen Kendall. Terá sido também essa a sensação de muitos dos espectadores que assistiram ao frente-a-frente pela televisão. As sondagens realizadas logo após o evento não deixam margem para dúvidas: apesar de os analistas terem considerado esta como a melhor actuação de McCain, Obama foi o vencer ( com 58% contra 31% num estudo da CNN e com 53% contra 22% num estado da CBS).

Com apenas 18 dias até às presidenciais, a preocupação começa a aumentar no campo republicano. McCain parece obrigado a encontrar uma estratégia rápida e eficaz para bater o adversário nas urnas.

"Não acredito que McCain esteja muito satisfeito consigo próprio porque ter passado demasiado tempo a falar sobre assuntos que não preocupam as pessoas", considerou Jennifer Granholm, a governadora democrata do Michigan, um dos estados ainda indecisos. Citada pela AFP, Granholm disse ainda que o candidato republicano parecia "claramente desesperado e não tinha uma imagem presidenciável".

Sem perder tempo, os candidatos mergulharam ontem de novo na campanha, concentrando-se nos estados do Sul. Tradicionalmente republicana, esta região pode, este ano, ver a sua forte comunidade negra fazer pender a balança para o lado de Obama.
publicado por Ricardo Vieira às 19:37
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