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Vejo-te a ti No meu coração És aquela que Toca a música Chamada Amor És aquela Que me faz vibrar, Que me faz estremecer, Viver e aprender. És a minha musa inspiradora És a fonte da minha vida, do meu ser, Obrigado por seres quem és. Ricardo Vieira
Quinta-feira, 5 de Fevereiro de 2009

Santander-Totta com lucros de 517 milhões de euros em 2008

O Santander-Totta obteve um lucro de 517,7 milhões de euros em 2008, mais 1,5 % do que no exercício de 2007, anunciou o banco liderado por Nuno Amado.

A margem financeira do banco cresceu 8,4 por cento, para 754 milhões de euros, apesar de uma ligeira descida das comissões cobradas.

"O reforço da solidez financeira e o crescimento dos depósitos e dos créditos às empresas" foram alguns dos destaques na actividade do banco realçados por Nuno Amado na conferência de imprensa de apresentação de resultados do exercício de 2008, que decorre em Lisboa.

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Crise: "Não sabemos o que havemos de fazer mais"

O presidente da Agência Portuguesa para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, Basílio Horta, comparou a crise internacional a um "abalo de terra" contra o qual não se vislumbram soluções.

"É uma crise gravíssima, quase como um abalo de terra, que está a gerar uma angústia profunda, porque não sabemos o que havemos de fazer mais", disse Basílio Horta no Porto, à margem de uma conferência sobre as relações económicas Portugal-Angola.

Para Basílio Horta, "a crise é tão grave que é quase uma emergência", sendo necessário uma "solidariedade nacional" e um "consenso nacional" para a enfrentar, deixando de lado as diferenças partidárias.

"Esta crise só se vai resolver com os Estados Unidos, a China, a Europa e os países produtores de petróleo. Agora é a época das ideias, dos projectos, da política".

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Segunda-feira, 2 de Fevereiro de 2009

Alargado o subsídio de desemprego para 50 mil

O prolongamento do subsídio social de desemprego por mais seis meses, ao longo de 2009, deverá abranger cerca de 50 mil desempregados, anunciou o ministro do Trabalho e da Solidariedade Social.

De acordo com o ministro José António Vieira da Silva, esta medida entrará em vigor assim que o processo legislativo de alteração ao regime do subsídio de desemprego estiver completo, mas terá efeito retroactivos a partir de 01 de Janeiro.

O alargamento do subsídio social de desemprego de 12 para 18 meses, apenas em 2009, integra o plano de combate à crise que o Governo aprovou em Novembro com o objectivo de incentivar o investimento e o emprego.

Esta alteração legislativa, no âmbito do alargamento da protecção social, foi aprovada em Conselho de Ministros a 21 de Janeiro e vai custar ao Estado 53 milhões de euros, que já estão previstos no Orçamento do Estado Suplementar.

Os beneficiários do subsídio social de desemprego que desde Janeiro tenham esgotado, ou que venham a esgotar ao longo do ano, a prestação social podem recebê-la durante mais seis meses, mas num montante equivalente a 60 por cento do Indexante de Apoios Sociais (IAS), o que corresponde a 251,5 euros. A este montante pode ser acrescentado mais 10 pontos percentuais por cada filho que o beneficiário tenha.

Mais 45 mil desempregados

Na mesma conferência de imprensa, o ministro admitiu que a taxa de desemprego em Portugal possa chegar aos 8,5%, em linha com as previsões do Banco de Portugal mas abaixo da estimativa da Comissão Europeia (8,8%).

A subida, de 7,7% para os 8,5%, segundo  números do Governo, significa que cerca de 45 mil pessoas vão perder o emprego em Portugal em 2009. Em Dezembro de 2008, havia 416 mil pessoas inscritas nos centro de emprego, pelo que em finais de 2009 os números poderão ultrapassar os 460 mil.

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Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2009

Qimonda: Não há garantias de que não vão existir despedimentos em Portugal

O presidente da Câmara de Vila do Conde afirmou, esta sexta-feira, que a falência da multinacional alemã Qimonda "não implica directamente" a fábrica de Vila do Conde, mas admitiu não ter garantias de que não haverá despedimentos em Portugal.
 

Em conferência de imprensa para reagir ao anúncio da entrada, no Tribunal Administrativo de Munique, do processo de falência da Qimonda AG, Mário de Almeida, que  se reuniu com a administração da unidade de Portugal, destacou que esta depende directamente da 'holding' da Holanda e não da Alemanha.

"A situação da fábrica da Alemanha não implica directamente com a Qimonda de Vila do Conde", disse, embora admitindo não ter obtido garantias de que não vão existir despedimentos em Portugal.

De acordo com o autarca, o Governo português reiterou-lhe a disponibilidade de apoiar a empresa em 100 milhões de euros, como estava previsto, sendo este "um problema para ser acompanhado de perto".

É que, destacou, a Qimonda emprega 1.700 pessoas em Vila do Conde e foi o maior investimento feito no Norte do país, pelo que o seu eventual encerramento seria "um factor negativo para a economia", que iria causar "muita instabilidade".

Segundo disse à agência Lusa um trabalhador da Qimonda de Vila do Conde, o "clima de instabilidade" é já uma realidade na empresa, estando os funcionários "preocupados", apesar de as notícias de despedimentos não serem já recentes.

A Qimonda, o maior exportador português, entrou hoje em processo de falência, não tendo conseguido completar a tempo o processo de levantamento do empréstimo de 325 milhões de euros necessário para o seu salvamento.

Neste processo de financiamento iriam participar bancos portugueses, para além de um empréstimo de 150 milhões de euros por parte do Estado alemão da Saxónia e um empréstimo de 75 milhões de euros da Infineon, maior accionista da Qimonda.
 

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Quinta-feira, 18 de Dezembro de 2008

Portugueses são os mais apreensivos com a situação económica

Os portugueses são os europeus mais apreensivos com a situação económica tanto na Europa, considerada positiva por apenas 11 por cento dos inquiridos, como a nível mundial (7 por cento), revela um inquérito divulgado esta quinta-feira pela Comissão Europeia.

Os primeiros resultados disponíveis do "Eurobarómetro" de Outono, realizado entre Outubro e Novembro na União Europeia, revela que a crise financeira que "estalou" em Setembro afectou bastante a percepção dos cidadãos europeus relativamente à situação económica.

Quase seis em cada 10 europeus (58 por cento) consideram "má" a situação económica na Europa, o que representa uma subida de 31 pontos percentuais relativamente à consulta realizada há um ano, no Outuno de 2007.

Os portugueses mostram-se particularmente preocupados, com apenas um em cada 10 inquiridos (11 por cento) a considerar "boa" a situação económica na Europa, o valor mais baixo entre os 27 e muito aquém da média comunitária, que ainda assim atinge os 33 por cento.

Para os cidadãos portugueses, a situação a nível mundial é ainda mais preocupante, já que apenas 7 por cento dos inquiridos a vêem de forma positiva, também neste caso o valor mais baixo da UE e longe da média comunitária de 20 por cento.

O panorama é semelhante a nível nacional, com somente 8 por cento dos portugueses a considerarem "boa" a situação económica no país, mas neste caso letões (7 por cento) e húngaros (5 por cento) são ainda mais negativos, sendo a média comunitária de 29 por cento.

Os portugueses são também dos mais descontentes com a situação financeira do agregado familiar, que agrada apenas a 30 por cento dos inquiridos, e a sua situação profissional, encarada como boa por apenas 36 por cento, valores que em ambos os casos apenas são "superados" pelos húngaros (25 por cento de respostas positivas às duas questões).

Tanto num caso como noutro, os portugueses estão muito mais descontentes que a média dos cidadãos europeus, já que 64 por cento dizem-se satisfeitos com a situação financeira do seu agregado familiar e 56 por cento estão agradados com a sua situação profissional.

O "pico" do negativismo em Portugal prende-se todavia com a forma como os portugueses encaram a situação do emprego no país, considerada positiva por apenas 4 por cento dos inquiridos, também neste caso o valor mais baixo entre os 27 e distante da média da UE, de 28 por cento.

O inquérito em Portugal foi realizado pela TNS Euroteste, junto de 1.000 pessoas, entre 11 de Outubro e 3 de Novembro.
 

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Terça-feira, 16 de Dezembro de 2008

Crise fecha mil oficinas

Mil oficinas de reparação automóvel estão a fechar em Portugal devido à crise instalada no sector, afirmou o presidente da Associação Nacional do Ramo Automóvel, António Teixeira Lopes.

"Estão a fechar 300 oficinas que eram nossas associadas e estimamos que no total já fecharam ou estão a fechar mil oficinas, o que é cerca de 10 por cento do sector", referiu António Teixeira Lopes, num encontro com jornalistas.

O presidente da Aran reconheceu que grande parte destes encerramentos se deve à crise no sector automóvel, que se reflecte também na quebra acentuada das vendas de veículos novos.

"Relativamente a 2007, ano em que se dizia que já tínhamos batido no fundo, prevemos que a quebra nas vendas de automóveis novos seja em 2009 entre os 15 e os 20 por cento, mais para os 20 do que para os 15", afirmou.

António Teixeira Lopes criticou o Governo por ter decidido apoiar apenas a indústria automóvel, deixando de parte o comércio e a reparação, áreas que empregam 80 mil pessoas, mais do que a indústria.

A crise no sector levou o presidente da Aran a escrever no início de Dezembro uma carta ao primeiro-ministro, José Sócrates, pedindo-lhe que tome medidas que reduzam os custos e compensem a redução de receitas das pequenas empresas.

"Não lhe pedimos dinheiro", salientou, afirmando que pediu na carta, nomeadamente, que acabe a "perseguição" ao sector, que tem sido multado "exageradamente" nas áreas ambiental e de trânsito.

Segundo António Teixeira Lopes, há oficinas que estão a fechar porque não têm dinheiro para pagar "coimas ambientais elevadíssimas, de 5.000 e 7.500 euros".

"Aplicaram 7.500 euros de multa ambiental por um pára-choques no meio do mato", exemplificou, acrescentando que também têm sido aplicadas coimas elevadas aos reboques de veículos.

O presidente da Aran referiu que o gabinete de José Sócrates já respondeu à carta, informando que remeteu os pedidos para o Ministério da Economia.

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Quinta-feira, 4 de Dezembro de 2008

Trichet alerta que impacto da crise na Economia poderá agravar-se

O Presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, alertou hoje que a autoridade monetária da zona euro vê riscos negativos para a economia, sendo que a crise financeira irá ter um impacto maior do que o inicialmente estimado na economia real dos Quinze, sendo de esperar um período prolongado de dificuldades económicas.

Pedro Duarte

Ao falar ao início da tarde em Bruxelas, após a reunião de hoje do Conselho do BCE da qual resultou um corte da taxa directora da instituição em 75 pontos base, a maior jamais efectuada pela instituição, Trichet notou que "o nível de incerteza" sobre a evolução económica "permanece excepcionalmente elevado", sendo que desde o passado mês de Setembro que tem vindo a ser registada uma deterioração das condições económicas.

"Os riscos na zona euro permanecem negativos", recordou o presidente da autoridade monetária, alertando que "problemas que não haviam sido identificados anteriormente" levaram a uma contracção da Economia da Zona Euro no terceiro trimestre.

Trichet notou também que os dados disponíveis para Outubro e Novembro "indicam que a Economia tem vindo a enfraquecer cada vez mais", sendo esperada uma "fraqueza económica global" e uma fraca procura interna na Zona Euro nos próximos trimestres.

Avisando que os efeitos da crise poderão ter "mais impacto na Economia Real" do que o esperado, Trichet alertou para "possíveis desenvolvimentos desordeiros" para a Economia, sendo da maior importância "a manutenção da disciplina nas políticas macroeconómicas", sendo necessário que as decisões governamentais sobre a banca sejam implementadas tão depressa como possível."

Sublinhando que o BCE "tem que observar o que se está a passar agora", Trichet notou que os responsáveis da autoridade monetária europeia "têm que ter certeza de que o que estão a fazer é realmente efectivo."

Notando que "temos que fazer tudo o que pudermos para recuperar o mercado monetário", o presidente do BCE disse que, na situação actual, são necessárias "decisões corajosas" por parte dos bancos centrais e dos Governos.

Relativamente à inflação, Trichet afirmou que esta tem vindo a cair devido à queda dos preços das matérias-primas e da quebra da procura, sendo esperado que as pressões inflacionistas continuem a cair.

Deste modo, o BCE reviu em baixa significativa as suas estimativas para a inflação na Zona Euro em 2008 e 2009, esperando agora que o Índice Harmonizado de Preços no Consumidor registe um aumento entre os 3,2 e os 3,4% este ano, abrandando a inflação para entre 1,1 e 1,7% em 2009 e 1,5 e 2,1% em 2010.

O presidente do BCE sublinhou, contudo, que estas previsões são "condicionadas" pelas estimativas actuais, estando sujeitas às fortes incertezas geradas pela situação económica actual.

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Sexta-feira, 28 de Novembro de 2008

COMÉRCIO RECEIA PIOR NATAL DESDE 1989

Actividade. Já em quadra natalícia, os comerciantes estão pessimistas. Com dificuldades em poupar e fazer compras, o "estado de alma" dos consumidores está no ponto mais baixo desde 2003. Com falta de encomendas, a confiança dos industriais está em baixa. Dizem que podem proceder a despedimentos

Famílias estão pessimistas e cortam gastos

Os lojistas confirmam nos inquéritos o seu "ar" tristonho e dão razão à deterioração do "estado de alma" dos consumidores, seus clientes. Em Novembro, a confiança no comércio - desde o tradicional à grande superfície - sobre as vendas atingiu o mínimo de 19 anos e, pior, os comerciantes antevêem um agravamento da actividade, de acordo com os dados ontem divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). O que confirma que as famílias estão a resguardar-se nos gastos, tal como afirmam diversas instituições.

À entrada da quadra do Natal, os lojistas prevêem uma queda dos negócios (vendas) para os próximos três meses. Tencionam, inclusive, rever em baixa os seus preços, numa tentativa de acelerar os negócios, tal como fizeram no ano negro de 2003. Poderão estar a exagerar, mas vive-se num "clima" deteriorado - referem os comerciantes em inquéritos conduzidos pelo INE - semelhante ao vivido em 2003, quando Portugal viveu em recessão. Acresce que os seus stocks de produtos para venda estão a aumentar e as encomendas aos seus fornecedores (grossistas) - também eles a revelarem pessimismo para os próximos tempos - estão em queda, atingindo o ponto mais baixo de sempre.

Para os próximos três meses, a intenção de proceder a novas encomendas nunca esteve tão em baixa como actualmente, apesar da quadra tradicionalmente consumista, com o Natal e o 13.º mês (subsídio) a ajudar à facturação de vendas. Intenção de reforçar os balcões? Não. Com este cenário pessimista como fundo, os lojistas não tencionam, a curto prazo, contribuir para o aumento do emprego.

De quem é a culpa deste clima tão deteriorado? Da procura, respondem os comerciantes no inquérito. Em relação à actividade, os lojistas fazem uma apreciação negativa dos últimos três meses e elegem como principal obstáculo à actividade - leia-se vendas - a anemia do consumo. Os inquéritos aos consumidores confirmam o pessimismo demonstrado pelo comércio.

Este cenário de repressão nas despesas das famílias é confirmado por outras fontes. Já o INE, na sua folha de conjuntura de Outubro, tinha referido o pessimismo dos lojistas. O Banco de Portugal, nas previsões de Outono reveladas, confirmou para este ano uma desaceleração do consumo das famílias.

O pessimismo nos lojistas é consistente com a contínua deterioração do clima económico. Em Novembro, a confiança dos industriais (transformação) "voltou a agravar-se significativamente", diz o INE. A indústria nacional queixa-se da quebra da procura - com origem interna e externa - com consequências nas perspectivas de produção fabril. O sector que mais gente emprega, os serviços, com a carteira de encomendas em queda, a confiança dos empresários "diminuiu nos últimos seis meses" e atingiu o mínimo desde o final de 2003.
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Quarta-feira, 26 de Novembro de 2008

Bruxelas quer corte no IVA e mais apoio ao desemprego

A Comissão Europeia (CE) apresenta hoje um plano de recuperação da economia que inclui uma proposta de estímulos fiscais como forma de contornar os efeitos da crise. De acordo com um esboço da proposta que Durão Barroso anuncia hoje, o Executivo vai ainda propor o aumento das transferências sociais para os mais desfavorecidos da União Europeia (UE). Bruxelas quer ainda usar a Estratégia de Lisboa, a flexibilidade do Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC) e os fundos estruturais para impulsionar a economia e impedir uma escalada no desemprego.

Depois da decisão britânica de reduzir o IVA no início da semana, é agora Durão Barroso que virá fazer a apologia de que, numa óptica adaptada a cada Estado-membro e não generalizada, os países da UE devem recorrer aos estímulos fiscais, de forma temporária e focalizada. Uma redução temporária do IVA pode, segundo a proposta, resultar num estímulo forte ao consumo, servindo ao mesmo tempo para proteger postos de trabalho. Ainda em matéria de impostos, o executivo elenca também a possibilidade de reduzir os impostos sobre o trabalho, nomeadamente aqueles sobre os trabalhadores com salários mais reduzidos.

Paralelamente, e em linha com o apoio aos mais vulneráveis da Europa, o Executivo pretende propor aos Estados-membros que considerem o aumento dos subsídios para aquelas famílias com níveis de rendimento mais baixos. Na mesma lógica, Bruxelas prevê também a extensão do período em que é atribuído o subsídio de desemprego.

Apesar do esforço contra a crise, o chefe do Executivo comunitário vai hoje sublinhar que o PEC não vai suspenso e as medidas a adoptar em cada um dos 27 não podem pôr em perigo a consolidação orçamental. No entanto, a cláusula da flexibilidade do PEC vai traduzir-se na margem de tempo que um país tem para corrigir o desequilíbrio orçamental excessivo, caso ultrapasse o valor de referência dos 3% de défice. Segundo o esboço da proposta, que ainda será discutida esta manhã no colégio de comissários, a CE indica que o período de aplicação da flexibilidade do PEC mediante circunstâncias de crise se deverá limitar aos próximos dois anos.

Em linha com o que Barroso já havia proposto, Bruxelas vai anunciar que pretende acelerar os pagamentos aos Estados-membros de quantias dos fundos estruturais, mediante as propostas de cada país, com foco nas necessidades e capacidade de absorção. Barroso pretende ainda rever as regras de aplicação do Fundo Europeu de Ajustamento à Globalização, de maneira a activar o dinheiro disponível para responder à crise financeira e aplicá-lo mais rapidamente em sectores importantes, como o automóvel.

Ao mesmo tempo, o Executivo vai propor que os Estados-membros aumentem o capital de base do Banco Europeu de Investimento que, de resto, deverá garantir cerca de 30 mil milhões de euros em empréstimos às empresas europeias, a partir do próximo ano.

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Quinta-feira, 20 de Novembro de 2008

Banco Privado Português está a negociar venda

Banco Privado Português está a negociar venda
 

O Banco Privado Português (BPP) está a negociar a venda de activos a outra instituição bancária. Contactado pelo DN, o presidente do conselho de administração, João Rendeiro, não quis comentar esta informação avançada ontem ao fim do dia pelo Jornal de Negócios Online, citando fonte interna do banco, mas, mais tarde, em entrevista à SIC Notícias, admitiu a entrada de novos accionistas no capital do banco. "Não é uma questão de ser comprado [o BPP], mas sim de trocas de participações", disse. De resto, o banqueiro considerou inevitável um processo de consolidação no sector bancário para fazer face à mais grave crise dos últimos 70 anos.

O BPP é um dos bancos que mais dificuldades estão a enfrentar na actual crise de liquidez no sistema financeiro. Segundo apurou o Critica, um dos seus principais clientes retirou, recentemente, investimentos e depósitos no valor de 20 milhões de euros, fechando as suas contas no banco. O BPP tem investido em participações minoritárias em empresas cotadas, que perderam muito valor em bolsa.

Rendeiro adiantou ainda que o seu banco vai recorrer ao aval do Estado para contrair um empréstimo de 750 milhões de euros, mas fez questão em salientar que não será o primeiro a fazê-lo: "[o primeiro] será provavelmente a Caixa, até porque, sendo a primeira emissão, cria um 'benchmark' para o mercado".

Diogo Vaz Guedes, que representa um dos accionistas de referência do BPP, afirmou ao DN desconhecer qualquer iniciativa no sentido da venda do banco. O empresário manifestou ainda "estranheza", pela notícia da alienação, uma vez que é administrador não executivo da holding que controla o banco. A família Vaz Guedes controla cerca de 5,8% do banco através da Sofip. Já Francisco Pinto Balsemão, o maior accionista individual, limitou-se a dizer: "Faça favor de contactar o conselho de administração", quando questionado pelo Critica sobre se o processo de venda.

De acordo com o Jornal de Negócios Online, existem várias opções em aberto, sendo uma delas a sua incorporação pelo BCP. Uma hipótese desmentida ao Critica por fonte oficial da instituição presidida por Santos Ferreira.

Na semana passada, a agência de classificação de dívidas Moody's baixou a sua avaliação sobre a solidez financeira do grupo, alertando para os riscos relacionados com a concentração de créditos da instituição. A nova avaliação traduz a imediata necessidade de liquidez, devido à maior pressão existente sobre uma actividade muito dependente do mercado de capitais.
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