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Vejo-te a ti No meu coração És aquela que Toca a música Chamada Amor És aquela Que me faz vibrar, Que me faz estremecer, Viver e aprender. És a minha musa inspiradora És a fonte da minha vida, do meu ser, Obrigado por seres quem és. Ricardo Vieira
Terça-feira, 20 de Janeiro de 2009

Discurso de Obama: Novo Presidente pede uma “nova era de responsabilidade”

Barack Obama falou das dificuldades que a América enfrenta, e de como o carácter da nação, dos americanos, é essencial para enfrentar estes desafios. Obama falou do "preço e da promessa da cidadania". Falou de um "momento que vai definir uma geração". De "uma nova era de responsabilidade" – assente em "valores antigos".

Mas foi optimista: "Hoje os desafios que nos esperam são muitos. Não vão ser resolvidos de modo fácil, nem rápido", avisou. "Mas quero que saibam isto, América - vão ser resolvidos", disse, recebendo os primeiros aplausos entusiasmados. Obama tinha sido recebido por uma multidão que passou dos gritos à chegada do quase-novo-Presidente ao transe durante a evocação do pastor Rick Warren e a várias erupções durante o discurso de Obama.

O novo Presidente enfatizou a ideia de cidadania e de que os americanos podem conseguir o que quiserem – se se mantiverem fiéis a valores antigos."Por mais que o governo possa fazer, e tenha de fazer, são, em última análise, a fé e determinação do povo americano a base desta nação", disse, para exemplificar: "É o altruísmo de trabalhadores que preferem trabalhar menos horas do que ver um amigo perder o emprego que nos faz passar os nossos momentos difíceis. É a coragem do bombeiro de enfrentar uma escada cheia de fumo, mas também a vontade de um pai cuidar de um filho, que no fim de contas, decide o nosso destino", concluiu."Os nossos desafios podem ser novos", disse Obama. Mas "os valores em que o nosso sucesso assenta – trabalho árduo e honestidade, coragem e fair play, lealdade e patriotismo – estas coisas são velhas. Estas coisas são verdadeiras", continuou. "o que temos de fazer é regressar a estas verdades", continuou.

"O que nos é pedido é uma nova era de responsabilidade – um reconhecimento, da parte de cada americano, de que temos deveres perante nós próprios, a nossa nação, o mundo, deveres que não aceitamos relutantemente mas que abraçamos com vontade, firmes no conhecimento de que não há nada que dê mais satisfação ao espírito, tão definidor do nosso carácter, do que devotarmo-nos por inteiro a uma tarefa difícil."

A mais próspera e poderosa nação

"Continuamos a ser a mais próspera, poderosa nação na Terra", assegurou. "Os nossos trabalhadores não são menos produtivos do que quando esta crise começou. As nossas mentes não são menos inventivas, os nossos bens e serviços não são menos necessários do que eram a semana passada, o mês passado ou o ano passado. A nossa capacidade permanece a mesma", sublinhou. E em relação à crise financeira, assegurou ainda que "a questão não é se o mercado é uma força para o bem ou para o mal".

E regressou ao passado para falar do futuro, pontuando o discurso com referências aos pioneiros da nação – "os que correm riscos, os que fazem coisas", para evocar "um Inverno em que nada, a não ser a esperança, podia sobreviver"

América, disse, repetindo palavras de um dos "pais fundadores", Thomas Payne: "em face dos perigos comuns, neste inverno das nossas dificuldades, vamos lembrar-nos destas palavras intemporais: com esperança e virtude, vamos corajosamente enfrentar as correntes geladas, e aguentar as tempestades que possam vir. Vamos que os filhos dos nossos filhos digam que quando fomos testados nos recusámos a deixar que a viagem acabasse, e que não virámos as costas, e que com os olhos fixos no horizonte e a graça de Deus, avançámos essa grande dádiva de liberdade e entregámo-la, em segurança, para as gerações futuras."

Obama repetiu ainda o que representou durante a campanha, a ideia de uma nova maneira de fazer política. "As discussões políticas que nos consumiram durante tanto tempo já não são aplicáveis." "O tempo de protegermos interesses mesquinhos acabou. A partir de hoje, temos de nos levantar, sacudir o pó, e começar o trabalho de reconstruir a América."

Mais poder se for mais bem usado

De seguida, Obama começou a falar em relação ao exterior: "Lembrem-se de que as gerações anteriores enfrentaram o fascismo e o comunismo não apenas com tanques, mas com alianças fortes e convicções duradouras. Eles perceberam que não é só o nosso poder que nos protege". Mais: "Sabiam que o nosso poder cresce se for usado com prudência, a nossa segurança emana da justeza da nossa causa, a força do nosso exemplo".

Exaltando estes princípios, Obama disse que os EUA vão "começar a deixar com responsabilidade o Iraque ao seu povo, e forjar uma muito duramente conquistada paz no Afeganistão". Em relação ao nuclear, o trabalho vai ser feito "com antigos amigos e antigos inimigos".

Em relação aos inimigos da América, o novo Presidente fez questão de usar um tom duro. Mencionando especificamente os terroristas, prometeu: "não vamos mudar o nosso modo de vida, e para os que tentem fazer avançar os seus objectivos matando inocentes, queremos dizer que o nosso espírito é mais forte e não pode ser quebrado" e terminou com um desafiante: "e nós vamos vencer-vos".

Antes, Obama tinha falado para "o mundo muçulmano" e para os "países pobres". Para os primeiros, Obama espera um novo modo de avançar com base em "interesses comuns". Aos segundos, prometeu trabalho em conjunto. Aos países com mais: "não podemos consumir os recursos do planeta sem ter em conta as consequências", mundo em geral: "O mundo mudou, e nós temos de mudar também".

O novo Presidente falou para uma multidão que se estimava ser de mais de dois milhões de pessoas, quebrando o record de 1,2 milhões que estiveram em Washington para ver o discurso de Lyndon Johnson em 1965.

A sua referência ao facto de ser o primeiro Presidente negro foi breve: "Este é o significado da nossa liberdade e das nossas crenças – é por isso que homens e mulheres e crianças de todas as fés podem juntar-se na celebração neste magnífico local, e é por isso que um homem cujo pai há menos de 60 anos poderia estar a servir num restaurante local pode agora estar perante todos vocês a prestar o juramento mais sagrado".

O discurso do primeiro Presidente da web social, que usou a criação de redes como ninguém, estava a ser seguido por muitos pela TV, net, updates do twitter ou facebook. E não foi fácil conseguir usar a Internet, com os sites claramente sobrecarregados: a CNN anunciava que haveria de ligar para todos na "watch party", mas a verdade é que o live stream não chegava a carregar.

Houve ainda quem questionasse que parte do discurso de Obama poderia ser lembrada para a posteridade. No jornal Politico.com, o colunista Roger Simon opinava que não dependia da qualidade do discurso, mas das acções do Presidente: "Ninguém lembra as palavras das Administrações que falharam. Grandes palavras são tornadas intemporais por grandes Presidentes".

publicado por Ricardo Vieira às 23:22
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