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Vejo-te a ti No meu coração És aquela que Toca a música Chamada Amor És aquela Que me faz vibrar, Que me faz estremecer, Viver e aprender. És a minha musa inspiradora És a fonte da minha vida, do meu ser, Obrigado por seres quem és. Ricardo Vieira
Quarta-feira, 5 de Novembro de 2008

Festa de Obama arrancada a ferros num estado indeciso

Decisão. A Carolina do Norte continuou indecisa pela noite fora. Mas as notícias foram chegando dos outros estados e eram boas para os apoiantes de Obama. Quando se soube que o Ohio e a Pensilvânia estavam ganhos, finalmente houve festa no bairro negro da cidade de Charlotte. A América virou uma decisiva página da sua vida política culminando a mais emocionante campanha eleitoral de sempre.

Triunfos no Ohio e Pensilvânia foram decisivos

Nenhum presidente republicano foi eleito sem ganhar o Ohio. Só esta regra já justificava a excitação com que a notícia da vitória de Barack Obama neste estado foi recebida entre os seus apoiantes na cidade de Charlotte, na Carolina do Norte. Mas a verdade é que, feitas as contas, essa previsão dava também a vitória mais que provável a Obama.

Mesmo sem ainda se saber dados definitivos da Florida, Carolina do Norte e Virgínia, e com a garantia antecipada dos estados do Pacífico, Obama já ultrapassava a meta dos 270 votos que o levariam à Casa Branca.

As palmas foram aumentando ao longo da noite à medida que chegavam as boas notícias - quando as sondagens garantiram para os democratas a Pensilvânia, um estado decisivo com os seus 21 votos eleitorais, ou o New Hampshire, onde John McCain fez muita campanha.

Para estes apoiantes bem informados e habituados a contas eleitorais há vários meses, a vitória na Pensilvânia era muito importante. Por um lado, McCain tinha dito que precisava deste estado para ganhar. Por outro, isto significa que Obama não perde nenhum estado ganho por John Kerry em 2004.

"The only way is up" (o único caminho é para cima), cantarola Roberto Taylor, 26 louros anos, oscilando o seu corpo envolvido por uma compridona T-shirt com design obamesco, e interrompendo os telefonemas que está a fazer para levar votantes às urnas no Oeste americano, onde ainda se vota nesta altura: Colorado, Novo México, Montana, Arizona e Nevada.

Noutros anos, a Carolina do Norte já estaria decidida a esta hora (e para os republicanos), quase três horas da manhã de Lisboa, mas desta vez está tão indecisa que nem as projecções conseguem dar-lhe um vencedor. "Está muito em jogo", diz ainda Alysson, uma das organizadoras da noite eleitoral.

Às 21.05, a primeira grande notícia da noite: a vitória histórica da democrata Kay Hagan para o Senado, contra Elizabeth Dole, veterana republicana, mulher do ex-candidato presidencial Bob Dole (que perdeu contra Clinton em 1996). Isso pode significar a viragem democrata do estado? "Ainda não sabemos, ainda não sabemos", diz uma das assessoras de imprensa da campanha, nervosa.

Depois dos desaires de 2000 e 2004, as cadeias de televisão estavam ontem quase tão cautelosas como estes voluntários. Todos tentam retirar sinais da aparição de David Axelrod, o estrategista chefe da campanha de Obama, um homem habitualmente pouco expansivo. O seu sorriso largo, acompanhado da confissão de que estão contentes com "as previsões da Pensilvânia, e os resultados já conseguidos no Indiana".

Aqui, Obama estava a ganhar muito mais condados do que John Kerry há quatro anos. O mesmo acontecia na Florida: na zona central do estado, à direita e à esquerda de Orlando, Obama pintava em azul muitos dos condados que deram a polémica vitória a Bush contra Gore em 2000.

Mas Axelrod mantinha-se cuidadoso, apesar da festa que já se estava a fazer em Chicago, a cidade onde mora Obama, nos jardins ao pé do lago Michigan... "Esperámos dois anos, podemos esperar mais uma horas."

Outro dado a meio da noite. Nas sondagens da CNN, entre os que disseram que a raça era importante nestas eleições, 55% votaram Obama, assim como 53% dos que disseram que a raça não era importante. Ou seja, a raça acabou por não ser um factor determinante nas eleições em que estava em causa o primeiro candidato negro.

E talvez o tenha sido sobretudo para os votantes negros, cujo orgulho os levou a votar em massa em Obama.

publicado por Ricardo Vieira às 18:56
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