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Vejo-te a ti No meu coração És aquela que Toca a música Chamada Amor És aquela Que me faz vibrar, Que me faz estremecer, Viver e aprender. És a minha musa inspiradora És a fonte da minha vida, do meu ser, Obrigado por seres quem és. Ricardo Vieira
Terça-feira, 21 de Setembro de 2010

O poder

Incomoda-me que o número três do ranking dos mais poderosos da economia portuguesa seja o Presidente de Angola

Ao  longo das últimas semanas, o Jornal de Negócios publicou um ranking das personalidades mais poderosas da economia portuguesa em 2010. O trabalho é inatacável do ponto de vista jornalístico, corajoso e bem fundamentado. E pode servir, porque é tudo isso, a inúmeras leituras sobre a estrutura do poder económico e sobre o estado da nação em Portugal. Não me interessam tanto as petites histoires sobre os que eram e deixaram de ser, muito menos as misérias dos pequenos napoleões que afinal pouco são. Interessam-me algumas reflexões mais genéricas, entre as muitas que podem ser feitas a partir do trabalho:

1 - Incomoda-me que o número dois do ranking dos mais poderosos da economia seja o primeiro ministro de Portugal. Quer ele se chame José Sócrates, quer seja rebaptizado Pedro Passos Coelho. Com tanta conversa sobre liberalismo, neoliberalismo e outros fantasmas que tais, a verdade é ainda, goste-se ou não, a de sempre: o peso do Estado na economia (que não se mede necessariamente em interesses económicos diretos) é muito maior do que parece e sobretudo do que deveria ser. Alimenta, estimula, convida perversas promiscuidades entre poderes políticos e económicos que são, cada vez mais, a base do nosso modelo de (sub)desenvolvimento.

2 - Incomoda-me que o número três do ranking dos mais poderosos da economia portuguesa seja o Presidente de Angola. E não apenas pelas razões já aduzidas, porque é mais uma prova da política a jogar no tabuleiro da economia. O facto incomoda-me, sejamos francos, porque não gosto do paradigma em que assenta boa parte do desenvolvimento económico angolano. Total confusão entre interesses públicos e privados, corrupção, desequilíbrios sociais gritantes. O dinheiro parece fácil e é muito, mas é este o modelo que queremos importar para a nossa economia?

3 - Se nos ativermos a factos, é cedo para comentar a posição de Ricardo Salgado no primeiro lugar do ranking. Em bom rigor, é uma boa notícia ver um empresário privado a "liderar" a lista dos poderosos da economia nacional. As reservas, a existir, serão de outra índole e só poderão ser aferidas por uma análise dinâmica deste ranking. Uma rotatividade dos principais rostos e polos do poder é um sintoma de uma economia aberta e alicerçada no mérito. Pelo contrário, uma rigidez na composição desta elite de poder - mesmo quando composta exclusivamente de empresários privados - é um sintoma de uma economia doente, feita de entraves à entrada de novos atores e de corporativismos variados que lhe minam a sua competitividade. Daqui a meia dúzia de anos, será seguramente interessante observar "o que sai" de uma análise destas.

4 - Finalmente, tenho pena que o trabalho não pudesse versar também sobre instituições. Qual será o poder da Maçonaria ou da Opus Dei na economia portuguesa? Qual será o poder da Igreja, das ONGs, dos ativistas ambientais? Qual será o poder dos grandes escritórios de advogados e, porque não perguntá-lo, dos principais media?

O poder, nas sociedades civilizadas, deve ser escrutinado. Para que o seja é preciso, antes de mais, conhecê-lo. O Jornal de Negócios deu, a essa causa, um bom contributo.

publicado por Ricardo Vieira às 23:57
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Portugal e os oceanos

Tem havido um interesse crescente pelos Oceanos e uma maior consciência da necessidade de pôr termo à degradação dos recursos e meio marinho.

Fui convidado, como "patrono" do International Ocean Institute (IOI), pelo chairman Awni Behnam, para participar na Conferência Internacional sobre Oceanos, Mudança Climática e Desenvolvimento Sustentável, que se realizou em Pequim, de 2 a 4 do corrente, no quadro da Exposição Internacional de Xangai. Infelizmente, uma gripe estival impediu-me de ir, como tencionava. A China é hoje um colosso mundial, sob todos os aspetos, e está numa mutação rápida, que muito gostaria de observar de perto, na medida do possível. O interesse dos chineses pelos Oceanos vem de longe e é bem conhecido. Mas é verdade que as viagens longas e breves, no tempo, também me começam a pesar...

É sabido que sou um apaixonado do Oceano, que sempre achei ser um destino prioritário de Portugal. No passado, no presente e talvez mais ainda no futuro. Na segunda metade da década de 90 presidi à Comissão Mundial Independente para os Oceanos - de que o prof. Mário Ruivo foi a alma e o motor - constituída por uma vintena de especialistas e de personalidades políticas de todos os Continentes, que elaborou o relatório O Oceano, Nosso Futuro no qual se sublinhou a necessidade de ajustar as instituições à natureza integrada e interativa do espaço marítimo, dando expressão às disposições da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar. Apresentado à Assembleia Geral (AG) das Nações Unidas, aí foi debatido e depois divulgado em livro e traduzido em 12 línguas. O relatório teve sucesso e ainda hoje é citado. Passaram mais de dez anos e as suas conclusões ainda estão atuais. Os desafios de hoje são muito mais graves e urgentes. Vide o fenómeno das marés negras.
 
Entretanto, tem havido em Portugal - e também na Europa e nos outros Continentes - um interesse crescente pela problemática dos Oceanos e uma maior consciência da necessidade de medidas concretas de regulação, com base científica, que ponha termo à degradação dos recursos e meio marinho. Surgiram novos - e excelentes - especialistas em matéria oceanográfica. Várias universidades abriram, em Portugal, por exemplo, cursos especializados dedicados ao estudo do mar e reforçaram as suas capacidades de investigação nesta área. Muitos portugueses tomaram consciência do que temos no Oceano - não apenas as tarefas tradicionais das pescas e da marinha mercante (que deixámos cair em decadência, espero não irremediável) mas as riquezas prometedoras dos fundos marinhos, dada a nossa zona económica exclusiva e uma plataforma continental - das maiores da Europa. Tem sido chamada a atenção para essa "janela de oportunidades", como dizem os economistas, que é o nosso mar, sendo de registar o interesse demonstrado neste domínio ao mais alto nível. Mas sempre com mais retórica do que ação coordenada e eficaz.
 
No quadro daquela Conferência, enviei uma modesta mensagem para ser lida, ou distribuída, encorajando a que as suas conclusões venham a ser transmitidas ao secretário-geral da ONU como contributo para o já tradicional item sobre o Oceano da próxima AG. Tive também em conta que, nos últimos anos, os membros mais ativos da nossa Comissão Independente (CMIO) e outros militantes da causa do Oceano têm continuado a trabalhar no âmbito da rede internacional que promovi em 2008 sobre Ocean Governance XXI. No plano interno, o nosso objetivo era acolher em Portugal instituições internacionais com mandatos neste domínio, como a sede da Comissão Oceanográfica Intergovernamental (COI), que funciona na UNESCO, e o Observatório Mundial sobre Assuntos do Oceano, proposto pela CMIO para acompanhar a futura governação do Oceano, dando voz às partes interessadas e à sociedade civil.

Mas apesar da importância que teriam para Portugal e de pensarmos irem ao encontro dos principais objetivos da Estratégia Nacional para o Mar, apesar dos entusiasmos e das promessas feitas, nunca nos proporcionaram os meios, aliás mínimos, para o conseguir. Porém, não desistimos. Porque se trata de uma Causa patriótica, de primeira importância, mesmo em tempo de crise.

 

Mário Soares ,in revista Visão

publicado por Ricardo Vieira às 10:57
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Quinta-feira, 16 de Setembro de 2010

Dívida portuguesa aumenta ao ritmo de 2,5 milhões por hora

O nosso país já atingiu o limite de endividamento previsto para 201. A bolsa de valores de Lisboa está em queda e os mercados dão sinais de crescente nervosismo.

Faltam três meses e meio para o final do ano e o nosso país já atingiu o limite de endividamento previsto. Portugal está em dificuldades para cumprir o défice público previsto de 7,3 por cento e colocou esta semana no mercado mais 117,5 milhões de euros em Bilhetes do Tesouro do que o desejado (750 milhões de euros), mas a procura por dívida portuguesa caiu e o preço exigido pelos investidores aumentou.

A um mês para a apresentação do Orçamento de Estado para 2011, a bolsa de valores de Lisboa está em queda e os mercados dão sinais de crescente nervosismo. A comprovar isso, os juros crescentes na emissão de dívida e a dificuldade de conseguir financiamento com o nosso país a recorrer ao banco Central Europeu.

O Presidente do ISEG, João Duque, afirmou que Portugal aumentou em 25 por cento o ritmo horário do crescimento da sua dívida em 2010. O economista referiu na TSF que o crescimento da dívida acelerou de 14200 milhões de euros entre Janeiro e Agosto de 2010 contra 11100 milhões registados no mesmo período de 2009.

O presidente do ISEG considera, por isso, provável que o Governo venha a ser obrigado a fazer um Orçamento Retificativo, tal como já aconteceu em 2009.

O deputado social-democrata Miguel Frasquilho considerou "extremamente preocupantes" os números relativos à dívida portuguesa hoje revelados.

"Quero acreditar que a dívida pública possa ficar em linha com aquilo que tinha sido previsto. Mas, mesmo que fique em linha, é um aumento extraordinário e insustentável", acrescentou.

Para este parlamentar do PSD, "não podemos prosseguir neste caminho de endividamento e sempre que há dificuldades aumentamos os impostos o que só ajuda a liquidar a economia e não resolve nenhum problema nem de excesso de despesa nem de endividamento".

publicado por Ricardo Vieira às 22:25
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Os ciganos de Sarkozy

As últimas decisões do Eliseu remetem-nos para o lado mais negro, xenófobo, racista e populista da França

A excelência da União Europeia assenta em milhares de pequenas e grandes coisas, extraordinárias e essenciais. E entre elas conta-se, seguramente, a existência de vários Estados soberanos, cada um com a sua História e com as suas especificidades culturais e políticas. Nesse leque de países, uma Alemanha pragmática e austera, uma Inglaterra empertigada, liberal na economia e nos costumes e uma França revolucionária e sonhadora são peças verdadeiramente estruturantes da riqueza da UE. É um facto que, a par da França da Revolução Francesa da "Liberdade, Igualdade, Fraternidade", tivemos também a França de Vichy, o regime fantoche às ordens de Hitler. Mas foi a primeira que deixou um legado ao mundo - e não a segunda, que apenas durou quatro anos, de 1940 a 1944 -, e é essa que contribui para o desenho equilibrado, ponderado e humanista desta nossa comunidade de Estados europeus. As últimas decisões de Sarkozy esqueceram esta realidade histórica, e remeteram-nos para o lado mais negro, xenófobo, racista e populista da República Francesa.

Mas além de serem vergonhosas - uma vergonha que nos atinge a todos nós, europeus, e não apenas aos franceses -, é altamente duvidoso que as medidas avulsas que o Eliseu está a preparar contra os ciganos romenos e búlgaros resolvam os problemas da insegurança, da violência ou do desemprego a que, aparentemente, visam dar resposta. Um projeto de alteração da Lei da Imigração francesa que, por força das circunstâncias, e na impossibilidade de se dirigir apenas a ciganos ou a búlgaros e romenos, prevê a expulsão de estrangeiros - de todos os estrangeiros -, incluindo cidadãos da União Europeia que não garantam ter meios de subsistência duradouros, que sejam uma ameaça para a ordem pública ou que abusem do direito de livre circulação que vigora em vários Estados da UE.

A França tem problemas com a imigração, assim como a Espanha, os Estados Unidos ou numerosos outros países. Hoje, em inúmeras zonas do mundo, por muito pobre que um país seja, basta-lhe ser um pouco mais rico que o vizinho do lado para sofrer dificuldades sérias provocadas pela imigração clandestina. Não se trata, seguramente, apenas de uma questão exclusiva dos franceses, dos europeus ou mesmo dos Estados ricos.

NA REALIDADE, o mundo, no seu conjunto, tem hoje um problema grave de imigração clandestina e maciça. Um problema que, infelizmente, irá piorar. E que, por força dos crescentes desequilíbrios ambientais, climáticos e económicos, poderá mesmo vir a tornar-se num dos maiores de todos os tempos da raça humana. Como é também verdade que a Europa e o mundo têm problemas crescentes de desemprego e de insegurança. Mas todas estas questões nunca se resolveram com expulsões, deportações e perseguições organizadas a grupos específicos de cidadãos de nacionalidades ou etnias predefinidas. Nem nunca se solucionaram com decisões unilaterais, tomadas Estado a Estado. Não é a forma correta para a Europa os resolver, na sua relação com o mundo, e muito menos para os resolver dentro das suas próprias fronteiras comuns. Bem pelo contrário, políticas como esta, que têm  motivações paralelas às assumidas publicamente, e que visam somente explorar o que de pior têm os povos em momentos de dificuldade, sempre nos conduziram a situações indesejáveis. A França devia saber isto melhor que ninguém. Mais: a França devia ser um dos últimos países do mundo a andar por caminhos como este.

Da França esperamos manifestações como aquela a que assistimos esta semana, contra o aumento da idade de reforma para os 62 anos, em 2018. Mesmo sabendo que esse é um objetivo insustentável para as finanças francesas e que os franceses se reformam hoje, em média, aos 59 anos, coisa que já não acontece em qualquer outro lugar. Mas deve ser esse o seu papel, por uma questão de sanidade mental do mundo. De Sarkozys já está ele cheio.

Pedro Camacho


COM O PRESIDENTE impedido constitucionalmente de usar o seu poder de dissolução do Parlamento, o Orçamento do Estado para o próximo ano ganhou uma importância acrescida, nesta rentrée política. Entre as "chantagens" do Governo à Oposição, de que se queixa Passos Coelho, e as insinuações de "irresponsabilidade" que Sócrates atira ao PSD, Cavaco Silva navega num cândido discurso de apelo à cooperação entre os dois maiores partidos políticos. Pelo menos num ponto tem o Presidente razão para não dramatizar o seu discurso. Basta a dramatização que dele fazem Passos Coelho e José Sócrates. E, além do mais, a História joga a favor das viabilizações. Nem que seja no último minuto e com a ajuda de um deputado que ficou com nome de queijo.

No essencial, o que separa PS e PSD resume-se a mais ou menos despesa e a mais ou menos impostos para a financiar. E traduz uma diferença antiga e coerente entre PS e PSD: mais ou menos Estado, mais ou menos iniciativa privada. Pode dizer-se que nisto reside quase tudo. Às vezes, como também nos tem mostrado a História, a prática mostra que é muito pouco.

E, por isso, no meio de tudo o que tem sido dito sobre o assunto, registo, em especial, uma frase de Miguel Cadilhe, dita em entrevista recente ao Diário Económico: "Mais vale uma crise política justa do que um mau Orçamento." Mas, do meu ponto de vista, é uma frase válida para os dois partidos. Porque talvez não seja uma crise assim tão grave, caso aconteça. E porque já enjoa o discurso falso de drama - ou de falso drama, conforme preferirem.

publicado por Ricardo Vieira às 22:21
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Quarta-feira, 15 de Setembro de 2010

Uma bugiganga para o século XXI

Se a pulseira do equilíbrio produzisse, de facto, equilíbrio, assim que o seu proprietário a colocasse no pulso pensaria: "Espera aí, acabei de dar mais de 30 euros por uma argola de borracha. Percebo agora que não foi uma decisão particularmente equilibrada. Vou à loja tentar recuperar o dinheiro.

De acordo com os últimos dados, mais de 20 mil portugueses já adquiriram a milagrosa pulseira que todos os estudos científicos dizem não funcionar. Não admira. De que serve um estudo científico se a pulseira é ainda mais científica? Um dos responsáveis pela distribuição da pulseira em Portugal revelou ao Correio da Manhã que o segredo está nos "dois hologramas quânticos embebidos numa frequência com iões negativos" que vão "estabilizar a nossa frequência". Quando o jornal confrontou um professor de Física da Universidade de Coimbra com esta explicação, aconteceu o habitual: obviamente invejoso por nunca ter embebido hologramas em iões, o professor disse que aquele paleio pseudocientífico não fazia qualquer sentido. Infelizmente, na comunidade científica é sempre assim: bem podem as pulseiras reluzir nas montras, com os hologramas ainda a pingar iões, que haverá sempre alguém a negar que as nossas frequências possam ser estabilizadas pelas frequências quânticas. A desfaçatez!

Dito isto, devo, no entanto, confessar que sou moderadamente cético quanto às capacidades da pulseira. Não digo que a pulseira do equilíbrio não provoque bem-estar. O que digo é que provoca mais em quem a comercializa do que em quem a usa. Creio que, se a pulseira do equilíbrio produzisse, de facto, equilíbrio, assim que o seu proprietário a colocasse no pulso pensaria: "Espera aí, acabei de dar mais de 30 euros por uma argola de borracha. Percebo agora que não foi uma decisão particularmente equilibrada. Vou à loja tentar recuperar o dinheiro." No entanto, é falso que a pulseira não produza qualquer efeito. Quem a usa passa a empenhar-se numa espécie de proselitismo gratuito, informando os amigos dos benefícios de andar com coisas quânticas ao dependuro. E é possível que a energia despendida nesta tarefa produza efeitos saudáveis, uma vez que explicar um processo fantasioso através de palavras que não se compreendem constitui um esforço notável.
Pela minha parte, começo a sentir alguns efeitos da pulseira mesmo não a tendo adquirido. A admiração que tenho pelo fenómeno levou-me a agir de um modo que, segundo creio, não tardará em produzir melhoras na minha qualidade de vida. O meu plano é encomendar 50 mil anilhas para pombos a dez cêntimos cada. Depois, mergulhá-las num caldo de iões tão quânticos quanto me for possível, e vendê-las a 30 euros a unidade sob a designação de "O Anel da Temperança". E, anualmente, renovar o stock de charlatanice quântica com novidades. O Colar da Constância, Os Brincos da Estabilidade e A Gargantilha da Harmonia garantir-me-ão, acredito, negócio para a próxima década. Estejam atentos.

 

 

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publicado por Ricardo Vieira às 23:20
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Terça-feira, 14 de Setembro de 2010

OCDE: Portugal continua com 4º desemprego mais alto

A taxa de desemprego estimada pela OCDE para Portugal recuou em julho para os 10,8%, mas o país manteve-se no quarto lugar do 'ranking' da organização.  
 
No conjunto dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), a taxa manteve-se em julho nos 8,5% (os mesmos observados em junho), com o número de desempregados a manter-se nos 45,5 milhões de pessoas. 
 
Portugal, com um recuo de 0,2 pontos percentuais face a junho, mantém-se com a quarta taxa de desemprego mais elevada, depois de Espanha (que subiu para os 20,3%), República Checa (que subiu para os 15%) e Irlanda (que subiu para os 13,6%). 

Coreia do Sul e Aústria com menores taxas 

 

As taxas de desemprego mais baixas foram observadas, por sua vez, na Coreia do Sul (3,7%) e Áustria (3,8%). 
 
As taxas de desemprego médias dos países da União Europeia e da Zona Euro mantiveram-se, por sua vez, estáveis nos 9,6 por cento e nos 10%, respetivamente. 
 
No mês em análise, a taxa de desemprego caiu em 9 países para os quais a OCDE tem valores disponíveis, subiu em oito e manteve-se inalterada em cinco. 

publicado por Ricardo Vieira às 20:27
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Certificados do Tesouro ganham mais adeptos

Em média, cada um dos 6.500 subscritores colocou 14.400 euros no novo produto de poupança vendido pelo Estado.

Os certificados do Tesouro continuam a atrair os portugueses. No entanto, o nível de sedução do mais recente produto de poupança lançado pelo Estado está a enfraquecer. De acordo com o boletim mensal revelado ontem pelo IGCP, os certificados do Tesouro captaram 93 milhões de euros em Agosto. Apesar de positivo, o montante é inferior aos 158 milhões de euros colocados pelos portugueses em Julho, mês que marcou o "nascimento" destes produtos. Contas feitas, o saldo total de subscrições atinge os 251 milhões de euros nos dois meses de comercialização destes instrumentos de dívida.

Reflexo do abrandamento da colocação de poupanças nestes instrumentos está a desaceleração do número de subscritores. Segundo fonte oficial do IGCP, os certificados do Tesouro conseguiram seduzir 6.459 subscritores em Agosto. Na prática, isto significa que, em média, cada subscritor colocou 14.399 euros nestes títulos de dívida. O número de portugueses que passou a contribuir para os cofres do Estado recuou face aos 10.074 registados no mês anterior. O balanço final resulta, até agora, num total de 16.533 subscritores de certificados do Tesouro.

Apesar do abrandamento das subscrições, os portugueses preferem colocar as suas poupanças nestes produtos em detrimento dos tradicionais certificados de aforro.

 

 

Tiago Figueiredo Silva, in Económico

publicado por Ricardo Vieira às 00:22
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