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Vejo-te a ti No meu coração És aquela que Toca a música Chamada Amor És aquela Que me faz vibrar, Que me faz estremecer, Viver e aprender. És a minha musa inspiradora És a fonte da minha vida, do meu ser, Obrigado por seres quem és. Ricardo Vieira
Domingo, 31 de Janeiro de 2010

Uma visão critica...

Findamos 2009 com um défice de 9,3% escondido pelo Governo de Sócrates, acto que condeno como uma afronta à população que votou numa política que já era mentirosa desde inicio.

O aumento da carga fiscal poderia ser uma opção fácil para resolver as contas públicas, no entanto, traria muitos problemas à actividade produtiva enfraquecendo ainda mais a nossa produção de riqueza, daí ser da opinião que devemos criar riqueza, só produzindo bens/serviços/produtos, é que trazemos a sustentabilidade da nossa economia.
Economia esta que está enfraquecida por causa de uma integração falhada e que culminou na actual conjuntura.
Fomos chamados a criar investimentos o Governo optou por construir uns TGV's que serão um falhanço total e que só iram prejudicar-nos a nível económico.
Dizem-nos que é para ligar Portugal à Europa, mas, temos de ter em atenção que o TGV espanhol vai dar acesso essencialmente a Madrid e passa sobretudo pelas áreas mais populosas de Espanha capazes de sustentar tal investimento, já o nosso passa pelo "Deserto" de Mário Lino, por isso não é sustentável, se a linha passa por essencialmente zonas não habitadas não terá gente para pagar o investimento.
Pediram-nos para apertar o cinto, e eu pergunto, tenho de fazer mais um buraco?!?
Temos o cinto apertado há anos!!!!
Caro Sócrates não é com grandes obras públicas que se resolve o problema de Portugal é sim com pequenas obras capazes de melhorar as nossas condições de vida a curto-médio prazo, estamos cada vez piores, temos pessoas a ganhar 5 mil milhões de euros e não pagam imposto por isso!!!
Isto é um escândalo!!!
Faço esta pergunta aos meus visitantes será que é mais fácil estes senhores despender 10% daquilo que ganharam ou será mais fácil um idoso que ganha 300 euros despender 1% daquilo que ganha?  E qual seria aquele que ficava mais prejudicado?
Deixo esta pergunta, comentem assim mostram a vossa opinião para ver se conseguimos juntos fazer politica ideal ao nosso país.  
 

 

Ricardo Vieira

 

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publicado por Ricardo Vieira às 22:38
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Terça-feira, 26 de Janeiro de 2010

Obamanomics

Um ano após ter tomado posse, os alicerces da política económica da Administração Obama ainda são frágeis.

Em parte, é natural que tal aconteça, pois, nos primeiros meses de existência, a equipa de Obama teve de ser mais reactiva do que pró-activa, por causa da crise financeira. Assim, os primeiros passos do governo Obama incluíram o reforço do plano da Administração Bush sobre o sector financeiro, bem como a introdução de incentivos fiscais para o sector imobiliário, para tentar evitar que a crise financeira se agravasse ainda mais.

Em seguida, a administração americana implementou um pacote de medidas para estimular a economia, que incluía não só o aumento das despesas governamentais e o corte de alguns impostos, como também medidas de apoio aos milhões de novos desempregados, bem como auxílios directos a sectores estratégicos em dificuldades, como a indústria automóvel. O preço destas medidas foi bastante alto, pois os Estados Unidos têm actualmente uma dívida pública elevada e défices orçamentais astronómicos, que terão que ser pagos mais cedo ou mais tarde.

Um ano mais tarde, os bancos voltaram aos lucros, a indústria automóvel parece ter sido salva e até o sector imobiliário começa a dar sinais de alguma recuperação. Quer isto dizer que o Plano Obama resultou? Em parte sim, mas não totalmente. Com efeito, não é difícil concluir que, perante os resultados disponíveis, o pacote de estímulo à economia parece ter servido mais para estancar a sangria do desemprego do que para sustentar uma verdadeira retoma económica. É por isso que até há quem defenda estímulos bastante maiores do que os actuais.

O último alicerce da política económica de Obama passa pela aprovação de um plano de saúde, pois o sistema actual é financeiramente incomportável. Porém, como os Democratas tiveram uma importante derrota eleitoral esta semana, é provável que tenham que haver novas negociações para que esse plano vá para a frente.

Quais serão então os próximos passos da política económica? O primeiro acabou de ser dado, com o anúncio de uma maior regulamentação do sistema financeiro, bem como com a introdução de uma taxa para um fundo financeiro de emergência. O objectivo é claro: punir os culpados pela crise de 2008 (o que é sempre popular) e angariar fundos para cobrir parte do défice. O próximo passo será certamente introduzir novos estímulos à economia. É que enquanto o desemprego não começar a descer, os Democratas e o próprio Obama estarão sempre em risco, quer para as eleições para o Congresso já este ano, quer para as próprias presidenciais em 2012.
 

 

Fonte: Artigo de Alvaro Santos Pereira

publicado por Ricardo Vieira às 22:47
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Sábado, 23 de Janeiro de 2010

A infeliz Tragédia do Haiti

No passado dia 12 de Janeiro de 10 um Terramoto 7,0 na escala Richter atingiu o Haiti, um dos países mais pobres e o país mais pobre de toda a América Central, paraíso de férias para muitos, agora local de choro, destruição, doença e morte. Foi assim que o Haiti ficou ao abalo de terça-feira, passadas quase 2 semanas já se confirmaram mais de 75.000 mortes, mais de 200.000 mil feridos a precisarem urgentemente de ajuda. Ajuda está que não tardou em chegar mas demorou a ser escoada para as ruas da amargura que é o local de muitos milhares de haitianos que tentam sobreviver nas piores condições, em tendas, sem água, luz eléctrica, sem medicamentos, sem alimentos, etc.

As entidades mundiais quer governamentais quer não governamentais estão ajudar o Haiti a voltar à normalidade, os Estados Unidos já enviaram 9.000 soldados para manter a segurança e para fazer escoar o melhor e o mais rápido possível todos os mantimentos e matérias médicos para se puder tratar as pessoas, lembro que não há memoria de tantas amputações desde o século XIX, a falta de produtos médicos levou a um maior numero de amputações. O FMI disse que perdoaria, em princípio, a divida ao Haiti. No entanto, pergunto será que ao perdoarmos as dividas o Haiti conseguirá desenvolver-se e tornar-se num melhor país sozinho?
A resposta é óbvia, não! O Haiti mais que nunca precisa da ajuda internacional, a reconstrução de um país leva sempre tempo, daí dizer que estas catástrofes podem também ser benéficas, ao reconstruirmos um país de raiz podemos fazê-lo de uma maneira mais justa, com melhores sistemas quer a níveis de ensino, saúde, etc., mas também com melhores infra-estruturas, vias de comunicação e com novas ambições e sim depois teremos tempo para chorar aqueles que morreram nesta tragédia.
Outros problemas vão aparecendo como a criminalidade, o tráfico de crianças órfãs, a insegurança das pessoas, etc., são problemas que têm de ser resolvidos o mais urgente possível, não podemos deixar as crianças caírem em redes internacionais de pedofilia. Daí deixo aqui um apelo para que todos possam estar atentos nas redes sociais da internet, em sites que possam vir aparecer com fotos de crianças e que alertem as autoridades e não tenham medo apenas fazem o vosso dever!
Deixo aqui também o meu apelo às entidades Governamentais que perdoem as dividas ao Haiti para que este país possa crescer e prosperar, pois um dias podemos ser nós a precisar dessa ajuda.
 
 
 Ricardo Vieira  
publicado por Ricardo Vieira às 00:06
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Quinta-feira, 14 de Janeiro de 2010

2010: PODER DE COMPRA NO “FRIGORIFICO”

Pode parecer estranho mas, no ano passado, a crise económica acabou por trazer boas notícias para quem estava empregado ou reformado, pois a taxa de inflação em níveis negativos e a redução substancial das taxas de juro acabaram por ditar um aumento do poder de compra para uma parte significativa da população. Mas tal não se vai repetir em 2010, pois é um ano em que se espera um congelamento do poder de compra para quem retira ganhos vindos do trabalho ou quem recebe pensões.
Quem está em situação de reforma já conhece qual será o seu futuro. A partir deste ano cerca de 200 mil aposentados do sector público e do privado com pensões acima dos 1.500 euros ficarão com o mesmo valor de reforma. Os cerca de 230 mil que ganham entre 630 e 1.500 euros vão ser aumentados em 1% e a esmagadora maioria dos pensionistas que ganham menos de 630 euros por mês - cerca de 1,7 milhões – vão assistir a uma subida de 1,25% na sua pensão, o que se vai traduzir num aumento máximo de oito euros, o que podemos um aumento muito baixo para quem sobrevive mensalmente com um rendimento tão baixo. Com estes valores, e visto que a previsão da Comissão Europeia para a taxa de inflação situa-se entre os 1% e os 1,5%, vamos assistir a um congelamento do poder de compra dos pensionistas.
Os trabalhadores, na sua generalidade, vão ver também o seu poder de compra sofrer uma forte estagnação. Contrariamente ao ano de 2009, onde um aumento nominal (na Função Pública) de 2,9%, aliado a uma taxa de inflação negativa de 0,8%, permitiu que o poder de compra crescesse, este ano os trabalhadores vão ter um ano repleto de contrariedades e arte de poupar. A actualização salarial deste ano nunca irá ser superior à taxa de inflação, e arrisco dizer que Função Pública não deve esperar sequer que o Estado chegue a esses valores.
No sector privado a previsão para os trabalhadores é a mesma, pois as perspectivas de aumentos variam entre a estagnação salarial nos sectores têxtil, calçado e automóvel, os 0,5% na banca e os 1% no sector químico e eléctrico. Como podemos verificar, são todas propostas abaixo do valor da taxa de inflação.
Apenas os trabalhadores que auferem o salário mínimo vão ter um aumento significativo, que vai registar uma subida na ordem dos 5,6 %, valor que vai corresponder a um aumento líquido de 25 euros mensais.
Podemos então concluir que 2010 será um ano muito mais difícil para os portugueses, pois se 2009 já foi um ano terrível para a nossa economia, imaginemos agora que o poder de compra de trabalhadores e pensionistas ficará simplesmente congelado. As consequências podem ser nefastas, pois para sair desta crise económica é preciso que o consumo privado registe melhorias e que se gere um clima optimista em torno da nossa situação económica, o que estará de certa forma hipotecado com esta estagnação do poder de compra.


Fonte: Jornal de Negócios
 
publicado por Ricardo Vieira às 22:09
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A internacionalização do sector financeiro Cabo-verdiano

A confiança e credibilidade no sector financeiro ficaram profundamente abaladas com a actual crise mundial. Segundo vários economistas, a crise teve a sua origem no sector financeiro/imobiliário e foi causada, por um lado, pela excessiva confiança e défice de legislação neste sector e, por outro lado, pela incapacidade técnica das autoridades de acompanhar as inovações financeiras e avaliar correctamente o risco de certos activos.
Porém, apesar da crise actual, não devemos ignorar ou subvalorizar a importância do sector financeiro no crescimento económico de qualquer país. Os serviços financeiros são consumidos pela quase totalidade dos indivíduos e organizações.
Um sistema financeiro moderno, sólido, dinâmico e eficaz é fundamental para assegurar satisfatoriamente o crescimento e o desenvolvimento de um país, visto que: (i) é importante para a estabilidade económica que, por sua vez, permite o crescimento consistente do produto, e viabiliza a acumulação de saldos positivos da balança de pagamentos, formando assim reservas internacionais; (ii) é relevante na formação de poupança e acumulação de capitais, provendo assim recursos destinados ao investimento.
Em Cabo Verde, o sector dos serviços representa cerca de 70% do PIB. Isto explica perfeitamente o facto de as políticas económicas visarem transformar Cabo Verde num centro internacional de serviços centrado nas áreas de telecomunicações, transportes, turismos e serviços financeiros.
Tendo o nosso estudo centrado no sector financeiro, procuramos analisar se as políticas financeiras e a situação sócio/económica em Cabo Verde são as adequadas a uma pequena economia que ambiciona transformar-se num Centro Financeiro Internacional -CFI, e também verificar se existe uma relação positiva entre as variáveis financeiras e o investimento, uma vez que o investimento tem influências positivas no crescimento da economia. Quer dizer, está em causa saber se se justifica a aposta no sector financeiro.
Comparando a situação actual existente no nosso país com os vários estudos sobre o desenvolvimento do sector financeiro em pequenas economias, apuramos que Cabo Verde apresenta alguns requisitos exigidos aos CFI’s, como: (i) estabilidade política e social; (ii) leis no sector financeiro baseadas no Acordo de Basileia de 1988 e nas 40 recomendações e propostas da Financial Action Task Force on Money Laundering; (iii) estabilidade e credibilidade da moeda; (iv) integração regional; (v) boa governação.
Encontramos no documento Poverty Reduction and Growth Strategy Paper II (2008-2011) e no Programa do Governo para a VII Legislatura (2006-2011) algumas opções de desenvolvimento e políticas económicas/financeiras, exigidas aos CFI, tais como: (i) construção de infra-estruturas básicas; (ii) uso de novas tecnologias na gestão pública e privada; (iii) desenvolvimento do mercado de capitais; (iv) melhoria do acesso das MPME´s (Micro, Pequenas e Médias Empresas) ao financiamento; (v) dinamização e aperfeiçoamento da Bolsa de Valores de Cabo Verde.
Porém, apesar dos passos dados, Cabo Verde tem pela frente algumas barreiras a ultrapassar para atingir o patamar de um CFI competitivo, e fazer dos serviços financeiros um dos grandes impulsionadores do desenvolvimento socioeconómico. Destacamos as seguintes dificuldades: (i) fraca promoção do sector dos seguros e pensões; (ii) pequena dimensão da economia, o que dificulta o desenvolvimento de concorrência; (iii) sistema financeiro caracterizado por alto peso e limitada competição do sector bancário; (iv) fraca diversificação das actividades e instrumentos financeiros; (v) pouco interesse da população em diversificar os investimentos.
Realizámos um estudo econométrico dos determinantes financeiros do investimento, suportado por uma base de dados de 1982 a 2004. Esta base de dados foi reduzida para tirar conclusões robustas. No entanto, permitiu formar uma ideia clara do impulso do sector financeiro no investimento em Cabo Verde.
Foram considerados os indicadores financeiros crédito privado, crédito bancário e passivo líquido. Fazendo uso do modelo designado Vector Error Correction Model (VECM), concluímos que existe uma relação positiva entre os indicadores financeiros e o investimento, com o passivo líquido como o principal indicador na explicação do investimento. Este resultado pode estar relacionado com o facto de em Cabo Verde a maioria dos investimentos ser de origem pública e com financiamento externo, levando a que o impacto do passivo líquido no investimento seja superior aos créditos concedidos pelas instituições financeiras nacionais.
Paralelamente, também, constatámos: (i) uma relação positiva entre o consumo do governo e o investimento, o que pode estar associado ao facto de que em Cabo Verde a maioria dos investimentos serem do domínio público e, por outro lado, o consumo público ter vindo a ser em áreas impulsionadoras do investimento; (ii) apesar da relação negativa entre o investimento e a importação, num primeiro momento o aumento da importação tem influência positiva no investimento.
Em suma, estes resultados evidenciam que Cabo Verde pode impulsionar o crescimento económico através do desenvolvimento do sistema financeiro, apesar de haver ainda um fraco peso do crédito privado e crédito bancário no investimento. Assim, a abertura do sistema financeiro a outros operadores, o aperfeiçoamento das condições de acesso dos investidores e a introdução de outros instrumentos financeiros, conduzem ao aumento da liquidez no mercado interno e da participação na actividade financeira. Por conseguinte, fomentam o crescimento do investimento.
Por outro lado, deve haver também aumento da transparência no sector, reforço da regulamentação e da capacitação das autoridades financeiras, de forma a exercerem com eficiência e eficácia as suas funções de controlo e supervisão, e assim levar à recuperação da confiança e induzir maior dinamismo no sector.

(Coimbra, 04 de Janeiro de 2010)
João António F. Brito – Mestre em Economia.

(artigo publicado no Jornal ASEMANA, nº 915, de 08 de Janeiro de 2010)

publicado por Ricardo Vieira às 02:45
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Terça-feira, 12 de Janeiro de 2010

Produtividade/competitividade: esboço da realidade da economia portuguesa

Num mundo cada vez mais global, em que a concorrência é cada vez mais forte, torna-se fundamental que as empresas reúnam um conjunto de condições que lhes permita sobreviver e, se possível, singrar neste ambiente económico cada vez mais severo. A globalização e a concorrência devem ser vistas portanto, como o ambiente mais benéfico, tanto para o consumidor, como para as empresas. Estas devem aproveitar a oportunidade para se tornarem produtivas e competitivas. Embora esta relação não seja, muitas vezes, de causa-efeito, visto que em algumas situações é exigida a internacionalização, a verdade é que já é um grande passo.
Segundo dados recentemente divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística e pela Direcção-Geral do Tesouro e Finanças, referentes ao 2º semestre de 2009, a produtividade apresentada pelas empresas do Estado (16,91 mil euros por trabalhador) é superior à média nacional, que é de cerca de 6,9 mil euros (menos de metade). Considerando apenas os principais sectores de actividade no nosso país, tais como o da construção ou dos transportes, a média sobe para os 11,5 mil euros por trabalhador, continuando aquém da do Sector Empresarial do Estado (SEE). Dado que as empresas que constituem o SEE, na sua maioria, têm por objectivo a satisfação de necessidades colectivas, por estarem em causa recursos públicos, e não aumentar a sua rentabilidade, estes números, se por um lado revelam uma boa imagem do Estado, por outro, mostram que a iniciativa privada se encontra aquém das suas expectativas. Para além disso, a variação face ao período homólogo do ano transacto, foi menor para as empresas públicas, que registaram uma diminuição de 2,5%, comparativamente à evolução registada nos principais sectores de actividade (-5,23%).
Uma análise mais detalhada, e começando pelo SEE, permite inferir que as empresas mais produtivas são as das infra-estruturas, tais como as administrações portuárias (254,85 mil euros) e as Estradas de Portugal (204,85 mil euros), ao contrário das dos transportes, como é exemplo a Metro do Porto, com um valor acrescentado bruto negativo (-213,08 mil euros). Ainda se pode referir que estas empresas, ao abrigo do Programa Pagar a Tempo e Horas do Governo, reduziram em 40 dias os seus prazos médios de pagamento (PMP), de 133 dias, no 2º semestre de 2008, para 93 dias, no mesmo período de 2009. Apesar desta mudança positiva ao nível dos seus PMP, relativamente aos rácios do endividamento não se verificou o mesmo, visto que estes subiram para 45%, o que pode ser explicado, em parte, pelas dificuldades inerentes à crise económico-financeira. Ao nível agregado, o sector imobiliário e as actividades financeiras são os sectores mais produtivos, segundo o INE, com uma média de 44,142 mil euros por trabalhador, enquanto na cauda deste “ranking” se encontra a agricultura (1,5 mil euros por trabalhador), como seria de esperar.
Feita uma abordagem à produtividade apresentada pelas empresas portuguesas, uma contextualização internacional torna-se agora necessária, para uma análise mais completa desta temática, bem como para avaliar a competitividade externa. Assim sendo, na versão 2009-2010 do “Global Competitiveness Report”, publicado pelo “World Economic Forum”, que avalia o nível de competitividade de 133 países, Portugal aparece colocado em 43º lugar. Reportando-nos apenas à União Europeia, países que recentemente aderiram a esta organização, tais como o Chipre (34º lugar), Estónia (35º lugar) ou Eslovénia (37º lugar), aparecem melhor classificados que o nosso. No entanto, a competitividade portuguesa supera a de países como a Itália (48º lugar) ou da Grécia (71º lugar). Para além da posição portuguesa no referido “ranking” não ser a melhor, tendencialmente o país tem vindo a perder posição nesta comparação internacional.
A grandeza deste relatório reside no facto de permitir identificar as principais vulnerabilidades que estão a sacrificar a nossa competitividade e assim encontrar as acções correctoras para melhorá-la e inverter a evolução por esta apresentada. Em termos de grandes agregados, a maior fragilidade apresentada pela nossa economia, está relacionada com a eficiência do mercado de trabalho, que se posiciona no 103º lugar, nomeadamente a dificuldades nos processos de contratação e despedimento. Ao invés, o indicador mais favorável, de entre os 12 pilares de competitividade, verifica-se nas infra-estruturas (23º lugar). À luz destes resultados, parece então difícil compreender que as prioridades governativas passem muitas vezes pelo investimento em infra-estruturas, em prejuízo, nomeadamente, da agilização do mercado de trabalho.
De qualquer das formas, dada a análise efectuada ao nível da produtividade e competitividade, conceitos intimamente relacionados, parece então ser necessário aprofundar a estruturação da economia portuguesa. Em termos genéricos, e para além da necessidade anteriormente referida, a capacidade de organização/gestão e, em especial, a formação dos recursos humanos, frequentemente apontada com uma das nossas maiores fraquezas, constituem as medidas centrais para alcançar a desejada competitividade.

Ricardo Vieira
publicado por Ricardo Vieira às 22:22
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Domingo, 10 de Janeiro de 2010

Turismo Rural um importante contributo para o Desenvolvimento Rural

Actualmente, assistimos a uma conjuntura em que as economias dos países são dominadas, cada vez mais, pelo fenómeno da globalização, ou seja, o mundo é cada vez mais uma aldeia global. Daí que ao abordar o desenvolvimento rural em Portugal teremos, forçosamente, de ter em conta a realidade a que se assiste neste domínio, na Europa.
Fazendo um enquadramento, para a União Europeia, as zonas rurais constituem uma parte fundamental da sua geografia física e da sua identidade. Mais de 91% do território da UE é rural e este território rural acolhe mais de 56% da sua população.
O Turismo Rural constitui, quando bem estruturado, uma actividade de considerável importância no desenvolvimento económico e social do país, que se quer cada vez mais forte e coesa, com reflexos visíveis ao nível do desenvolvimento local.
Nos dias de hoje, uma percentagem significativa da população urbana é atraída pelos recursos do meio rural onde encontra a tranquilidade e o repouso, uma espécie de escape, associado ao stress citadino, vendo no turismo rural uma componente da qualidade de vida e uma alternativa, ainda que sazonal, à vida das cidades. O Turismo Rural apresenta-se, também, como uma óptima contribuição no combate ao êxodo rural, um fenómeno que constitui um flagelo para a desertificação do Interior e meios não urbanos.
O desenvolvimento do Turismo Rural, constitui para os municípios do interior, sobretudo os de montanha, sendo áreas deprimidas ou fragilizadas, uma oportunidade importante como forma de estabilizar, criar empregos e conseguir a revitalização da economia local pela potenciação de um conjunto de serviços que, directa ou indirectamente, são accionados, como o alojamento, o comércio tradicional, o artesanato e a gastronomia.
Pode-se, assim, afirmar que o Turismo Rural não só é um contributo para a qualidade de vida das populações urbanas, mas também uma possibilidade para a sobrevivência de determinadas zonas rurais.
As políticas de desenvolvimento rural assumem um papel fundamental no progresso coerente e sustentável das zonas rurais. No âmbito da União Europeia, o apoio ao Turismo Rural tem vindo a aumentar gradualmente, nomeadamente através da Política Regional, da Política Agrícola Comum (PAC) e das Iniciativas Comunitárias LEADER.
As políticas de desenvolvimento rural da UE têm como objectivo fundamental encontrar soluções para os desafios que as zonas rurais enfrentam actualmente e desenvolver todo o potencial destas regiões. Os Estados-Membros poderiam aplicar estas mesmas políticas de desenvolvimento rural de forma totalmente independente, mas essa abordagem não funcionaria na prática uma vez que nem todos os Estados-Membros disporiam de meios para levar a cabo as políticas necessárias. Apesar de se tratarem de políticas comuns, os Estados-Membros e as regiões têm um número significativo de competências próprias. Trata-se de políticas financiadas em parte pelo orçamento da União Europeia e pelos orçamentos nacionais e regionais dos Estados-Membros.
Estas políticas são, de facto, óptimos incentivos à aposta no desenvolvimento rural, devendo, portanto, ser aproveitadas pelos Estados-Membros de modo a não negligenciar as áreas rurais.
Para o nosso país as medidas de dinamização do território rural passaram, numa primeira fase, pelo apoio à criação de respostas ao nível do alojamento turístico, tendo especial atenção à recuperação de edifícios com relevante valor patrimonial e arquitectónico, para, posteriormente, apostar em um produto turístico mais diversificado, que valorize os recursos endógenos das áreas em questão.
O sector do Turismo Rural assume uma importância crescente da dinamização dos nossos espaços rurais, tal pode ser comprovado pelo crescente aumento de ofertas de alojamento ao longo do período de 2000 a 2007. A maior oferta está, principalmente, localizada na região Norte do país, sendo a Internet a principal fonte de divulgação do Turismo Rural. A duração média da estadia é até 3 dias, comprovando a teoria de esta modalidade de turismo é encarada como um escape ao stress diário.
O desenvolvimento rural, passa, sem sombra de dúvida, pela aposta no Turismo, neste caso em concreto do Turismo Rural, que se apresenta como um óptimo modo de potenciar os recursos existentes nestas áreas e combater a sua desertificação com o fomento da empregabilidade.

Andreia Carvalho

Referências bibliográficas:
· Federação Portuguesa de Associações de Desenvolvimento Local, http://www.minhaterra.pt/;
· Estudo de Caracterização do Turismo no Espaço Rural e do Turismo de Natureza em Portugal, http://www.minhaterra.pt/IMG/pdf/Estudo_Caracterizacao_Turismo_em_espaco_rural.pdf;
· Comissão Europeia, http://ec.europa.eu/agriculture/index_pt.htm.
 
 
[artigo de opinião produzido no âmbito da u.c. "Economia Portuguesa e Europeia", do Curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho]
publicado por Ricardo Vieira às 19:58
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Segunda-feira, 4 de Janeiro de 2010

Grandes Projectos em Portugal

Portugal é dos países da União Europeia com níveis de crescimento económico mais baixos. No entanto verifica-se que, segundo a Comissão Europeia, Portugal registou algum desenvolvimento nos anos 1998 e 2004, crescimento esse que está associado à realização de eventos de grande dimensão, como a Expo 98 e o Euro 2004. É de notar também que foi nesses períodos que a confiança dos portugueses aumentou, atingindo picos que não se repetiram; confiança que influencia o crescimento económico. O investimento e as exportações de turismo serão as variáveis macroeconómicas mais influenciadas pela realização de eventos de grande dimensão em Portugal.
O Parque Expo representa um empreendimento de dimensão invulgar no contexto nacional, estima-se que o investimento foi de 1,491 biliões de euros. Contudo, é notório o aumento do consumo privado, das importações e exportações e do PIB. Segundo dados do INE, o impacto sobre o emprego foi muito positivo. Sendo atribuível à Expo 98 um aumento dos empregos, que alcançou os 35 mil novos postos de trabalho, centrando-se essencialmente nos serviços de Hotelaria, Restaurantes e Cafés.
O Euro 2004 foi outro projecto de grande investimento que teve lugar em Portugal. O impacto principal do EURO 2004 no investimento terá sido, essencialmente, entre os anos 2001 e 2003, atingindo um montante de cerca de 806,8 milhões de euros, tendo por base as obras nos 10 estádios onde se realizaram os jogos.
Segundo os números divulgados pela DGE, os jogos terão tido 350.000 espectadores estrangeiros, representando cerca de 27% dos ingressos vendidos. A contribuição das receitas turísticas do campeonato para o total de receitas apuradas pelo INE para o mês da realização do evento, para as quatro regiões, foi da ordem dos 40%. Durante o mês de Junho, 183,8 milhões de euros de produção nacional estiveram associados, directa e indirectamente, ao evento, mantendo 4547 postos de trabalho e gerando uma massa salarial de 41 milhões de euros.
O Euro 2004 constituiu uma oportunidade para renovar os espaços desportivos das principais cidades do País, através da modernização dos equipamentos de competição associados aos principais clubes de futebol. Também o investimento autárquico se orientou para o desenvolvimento de espaços desportivos ligados à prática de outras modalidades, inserindo-os em contextos urbanos renovados ou até mesmo novas centralidades.
Apesar de o Euro 2004 ter tido um menor impacto na economia portuguesa que a Expo 98, a hipótese da realização do Mundial de 2018, em pareceria com a vizinha Espanha, faz algum sentido; uma vez que o investimento anteriormente efectuado não se repetiria, pois as infra-estruturas necessárias ao projecto já estão construídas.
A importância de um Campeonato do Mundo de Futebol vai muito para além de um campeonato europeu. Tem um impacto muito significativo a todos os níveis: atrai visitantes, dá visibilidade internacional a Portugal, contribui para o desenvolvimento do país.
O que podemos concluir da análise dos indicadores económicos relativos aos períodos deste grandes projectos em Portugal é que o importante é ter um projecto para que haja crescimento económico. Porque pior que um mau projecto é não ter projecto nenhum.
 

Ricardo Vieira

publicado por Ricardo Vieira às 20:26
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