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Vejo-te a ti No meu coração És aquela que Toca a música Chamada Amor És aquela Que me faz vibrar, Que me faz estremecer, Viver e aprender. És a minha musa inspiradora És a fonte da minha vida, do meu ser, Obrigado por seres quem és. Ricardo Vieira
Quarta-feira, 30 de Dezembro de 2009

Endividamento externo Português

Entre Janeiro e Setembro de 2009 o endividamento externo Português aumentou cerca de 10%. Segundo o último boletim estatístico do Banco de Portugal, no final do terceiro trimestre de 2009 o nível de endividamento do país face ao exterior ultrapassou os 177 mil milhões de euros.
Tendo em conta o desempenho da actividade económica, entre 2004 a 2009 o Produto Interno Bruto (PIB) nacional aumentou, em valores nominais, cerca de 13,6%, enquanto a dívida externa líquida cresceu 76,8%. Em milhões de euros, o aumento do PIB foi de 19 680 e a dívida de 72 484, ou seja, 3,7 vezes mais que a riqueza nacional.
O crescimento da dívida externa líquida do país não é uma realidade recente e, entre 2004 a 2009, o seu valor passou de 64% para 100,6% do PIB.
De acordo com os dados apresentados pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE), no conjunto dos trimestres terminados em Junho deste ano a mesma percentagem situava-se em 106% do PIB nacional.
O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, manifesta periodicamente a sua preocupação com o crescimento insustentável da dívida externa nacional. No seu discurso de Ano Novo referiu que “Portugal gasta em cada ano muito mais do que aquilo que produz. Não pode continuar, durante muito mais tempo, a endividar-se no estrangeiro ao ritmo dos últimos anos.”
Para conhecer o verdadeiro endividamento do país face ao exterior é necessário analisar os valores da dívida externa bruta e compreender os factores que estão na sua origem.
Os dados habitualmente divulgados sobre a dívida nacional ao estrangeiro correspondem aos valores da dívida líquida externa. No entanto, para ter uma ideia clara e verdadeira sobre a dimensão do endividamento externo de Portugal devem ser considerados os valores da dívida externa bruta do país, uma vez que representam o valor que tem de ser pago, ao qual incidem juros e dividendos.
Entre Dezembro de 2006 a Março de 2009, o aumento da dívida externa bruta foi 2,7 vezes superior à dívida líquida externa portuguesa e 2,8 vezes superior ao PIB previsto para 2009.
O défice da balança comercial continua a ser um dos principais responsáveis pelo valor elevado do endividamento externo português, uma vez que o valor das exportações é inferior ao valor das importações. As exportações nacionais, em geral, são constituídas por produtos de menor valor acrescentado, e devido à elevada dependência energética, Portugal importa, maioritariamente, combustíveis. 50% do endividamento externo nacional corresponde à compra de petróleo a países estrangeiros.
Face a esta realidade e, uma vez que a escassez de petróleo constitui uma ameaça às economias dependentes deste combustível, em 2006 foi apresentado em Portugal um conjunto de propostas de investimento no sector energético previstas no Plano Tecnológico e na Estratégia Nacional para a Energia.
O actual governo considera que a única forma de combate ao endividamento externo é mudar o panorama nacional energético através do investimento em energias renováveis. É de notar que Portugal apresenta um enorme potencial nas áreas da biomassa, da energia eólica, solar, das ondas e hidráulica. Deste modo, reúne condições favoráveis ao desenvolvimento de ofertas de fontes de energia alternativas ao petróleo.
Actualmente, estão a ser desenvolvidos projectos assentes na produção de energias renováveis, que pretendem explorar novas oportunidades para o crescimento da economia portuguesa e criação de emprego. São exemplos, o fortalecimento da capacidade energética das barragens e de produção hidráulica desenvolvido pelo Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico 2007 – 2020, a construção de novos parques eólicos no espaço nacional e ainda o reforço da produção de energia solar.

Vanessa Correia da Cruz


[artigo de opinião produzido no âmbito da u.c. "Economia Portuguesa e Europeia", do Curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho]

publicado por Ricardo Vieira às 00:10
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Domingo, 27 de Dezembro de 2009

Investimento em obras públicas: sim ou não?

O programa de investimento em grandes obras públicas do governo de José Sócrates continua a gerar muita polémica.
No entanto, a questão permanece: deve, ou não, o país avançar com a rede ferroviária de alta velocidade e o novo aeroporto de Lisboa? Essas obras públicas irão mesmo contribuir para o desenvolvimento do país? Irá o Governo endividar-se ainda mais?
Em resposta a esta iniciativa do governo de Sócrates surgiram uma série de grupos de economistas, uns a favor e outros contra o investimento em novas obras públicas. Uns pediram a suspensão e a reavaliação dos projectos, enquanto outros apelaram à continuação do programa de obras, apontando para o papel indispensável do investimento em obras públicas e salientando a função do investimento público na recuperação da economia e do emprego.
O conjunto de economistas que apontam para a travagem das grandes obras públicas destacam a elevada divida externa líquida do país, que subiu de 14% do PIB, em 1999, para 100%, em 2008; o aumento da dívida pública directa que passou de 56% do PIB, em 1999, para 67%, em 2008; o défice externo português que se situou em 8% do PIB desde 1999 e a fraca eficiência do investimento. Este grupo de economistas aponta ainda que estes projectos são dispensáveis e que o seu custo é desproporcional à situação económica do país e que a sua existência terá um efeito nulo ou reduzido sobre o crescimento.
Os manifestos em sentido contrário centram atenções na profunda recessão que Portugal atravessa (a OCDE espera um recuo do PIB de 4,5% este ano), na degradação do mercado de trabalho (esta organização estima uma taxa de desemprego de 11,2% em 2010) e na queda do investimento privado, que, segundo a OCDE, deve cair 18,7% este ano.
A rede de alta velocidade ferroviária tem um investimento previsto de 8,9 mil milhões (4,7% do PIB de 2008) e o segundo grande projecto de investimento, o novo aeroporto de Lisboa, aponta para um custo de 3,3 mil milhões de euros (2% do PIB de 2008), no entanto, tendo em conta a rentabilidade socioeconómica, as novas obras públicas apresentam benefícios como a criação de emprego; redução de acidentes; ganhos ambientais (reduz o consumo de combustíveis fosseis) e poupança de tempo (redução da duração das viagens). Quanto à rede ferroviária de alta velocidade pode-se ainda citar outras vantagens: a criação de uma alternativa à linha ferroviária convencional que está completamente saturada (Lisboa - Porto); redução do tempo da viagem de comboio entre as 2 principais cidades do país, de 2.35 horas para apenas 1.15; a ligação a Madrid e, a partir da capital espanhola, à Europa e o desenvolvimento da economia portuguesa.
Considerando um horizonte de 30 anos, aponta-se para a criação de 56 mil novos postos de trabalho permanentes, aumento do investimento privado em 126 mil milhões, expansão do PIB em 121 mil milhões e incremento da receita fiscal do Estado em 64 mil milhões.
O governo de José Sócrates vai avançar com as obras públicas, no entanto, devem ser considerados muito bem todos os prós e todos os contras deste tipo de investimento pois apesar dos benefícios gerados por essas obras também há um conjunto de factores que podem ser impeditivos e prejudiciais. Não é possível esquecer que Portugal ainda se encontra numa situação económica bastante frágil, nomeadamente, apresenta uma elevada dívida pública e externa e que ao seguir com estes grandes investimentos essa situação vai ser agravada. Apesar dos benefícios como as questões ambientais e a produção de emprego é um grande risco construir obras como o TGV e o novo aeroporto de Lisboa que, hoje em dia, não são indispensáveis.

Ana Sofia Silva
 
 
[artigo de opinião produzido no âmbito da u.c. "Economia Portuguesa e Europeia", do Curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho]
publicado por Ricardo Vieira às 12:10
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Quarta-feira, 16 de Dezembro de 2009

Governo propõe aumento do salário mínimo para 475 euros

O primeiro-ministro José Sócrates anunciou há uns dias que é intenção do governo aumentar o salário mínimo para 475 euros mensais, para o ano de 2010. O actual salário mínimo é de cerca de 450 euros. José Sócrates justifica este objectivo governamental com o facto de estar a respeitar acordos consumados entre patrões e sindicatos. Argumenta também que esta medida é bastante importante pois mobiliza o país para um caminho de justiça social, onde os trabalhadores de rendimentos mais baixos observarão melhorias efectivas nas suas condições de vida. A oposição contesta esta decisão do governo por Portugal ainda se encontrar em tempos de dificuldades económicas. Mas o primeiro-ministro usa este mesmo fundamento para dizer que “é nos tempos de dificuldade que devemos olhar com mais atenção para quem mais precisa, é nos tempos de dificuldade que mais devemos promover medidas que reduzam as desigualdades, combatam a pobreza e promovam a justiça social”. Olhando para o estado actual da economia, nomeadamente para a economia portuguesa, deparamo-nos com uma situação onde já se fala de melhorias, mas na verdade, o país ainda se encontra em tempos difíceis. E esta medida anunciada pelo primeiro-ministro, poderá ter efeitos não desejados na taxa de desemprego, taxa que se encontra actualmente nos 10%. Tal como estudado em macroeconomia, a lei do salário mínimo traduz um mínimo exigido que deve ser pago a um trabalhador. Se o salário mínimo for superior ao salário que equilibra a economia, esta rigidez salarial vai impedir que a procura de trabalho iguale a oferta, logo, vai gerar desemprego. Também foi estudado que os sindicatos pressionam para o aumento dos salários, contribuindo ainda mais para esse efeito. Com salários mais altos, as empresas contratam menos trabalhadores, o que aumenta o número de desempregados, muitos deles disponíveis a trabalhar por salários mais baixos, ou seja, preferiam não estar no desemprego. Passando para a situação actual de Portugal, os 25 euros adicionais que terão de ser pagos a cada trabalhador, vão representar um esforço, em muitos casos incomportável para as empresas. A ligeira deflação ainda piora a situação das empresas, pois com os preços mais apertados, há uma maior dificuldade em suportar o aumento dos custos. Pode-se afirmar que o salário mínimo não atinge uma grande percentagem de trabalhadores, mas a verdade é que o número de trabalhadores com rendimento mínimo tem vindo a aumentar, muito devido às sucessivas subidas do salário mínimo nos últimos anos (Portugal é o país da Zona Euro onde o salário mínimo mais cresceu desde 2007). Simplificando, o aumento dos salários impõe maiores encargos às empresas, fazendo com que estas mantenham apenas os trabalhadores estritamente necessários, dispensando parte deles também como forma de reduzir os custos. Outro caso a considerar é se esta subida do rendimento mínimo é assim tão custosa para as empresas. Isto é, uma empresa que não aguenta um aumento de 25 euros, será uma empresa com futuro? Com a taxa de desemprego a crescer todos os dias e consequentemente a despesa pública a aumentar, o mais importante actualmente é impedir qualquer tipo de fecho de empresas. Com todas estas questões levantadas, será que podemos considerar que o salário mínimo em Portugal é suficiente para retirar as pessoas dos limites da pobreza? A verdade é que o salário mínimo em Portugal é baixo, confrontado com o de alguns países europeus. Comparando com os 27 países da União Europeia, Portugal está a meio da tabela. Mas é o segundo mais baixo da Zona Euro quando esta comparação tem em conta o custo de vida, conforme dados do Eurostat. O salário mínimo nacional é 27,9% inferior ao que se regista em Espanha, e mesmo levando em conta a diferença de custo de vida entre os dois países, o diferencial é de 20,3%. Por assim dizer, ter um emprego já não pode ser considerado como garantia de bem-estar económico, pois parte das pessoas que recebem o rendimento mínimo em Portugal vive na pobreza. Surge então um dilema: ou se suportam salários mais baixos, ou então a solução será mesmo o despedimento de alguns trabalhadores ou até mesmo o encerramento de algumas empresas que não suportem os custos, tendo o Estado de suportar uma taxa de desemprego mais elevada. Convém salientar que esta medida do aumento do salário mínimo é acompanhada de outras medidas que tentam minimizar os custos das empresas associados a esta subida salarial, tal como a medida que o primeiro-ministro anunciou sobre a taxa social relativa ao salário mínimo. Mas como referi anteriormente, há muitos aspectos a considerar, e o aumento do desemprego parece-me ser uma das mais importantes questões aqui levantadas. Ora não fosse o desemprego considerado como um padrão de vida baixo e uma angústia psicológica. Hugo Oliveira [artigo de opinião produzido no âmbito da u.c. "Economia Portuguesa e Europeia", do Curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho]
publicado por Ricardo Vieira às 12:52
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Quinta-feira, 10 de Dezembro de 2009

BCE fecha a torneira

O Banco Central Europeu decidiu retirar as condições extraordinárias que concedeu no crédito junto á banca, uma medida que tem como intuito principal retirar do mercado o excesso de liquidez que poderia levar a inflação e bolhas no mercado financeiro. No entanto, Jean-Claude Trichet, presidente do BCE, garante que nos próximos meses a liquidez continuará abundante.
Esta medida pode ser vista como uma resposta ao início do fim da crise financeira, abandonando as ajudas que estavam a ser dadas aos bancos. Estes terão agora que procurar financiamento junto aos mercados de crédito, deixando assim que o mercado caminhe para o equilíbrio de liquidez e taxas de juro. Contudo, surgem algumas desconfianças de como esta medida pode agravar a inflação para os próximos anos, isto porque esta medida deixa a entender que o BCE se está a proteger de um eventual aumento das taxas de juro. Ao manterem-se os empréstimos á banca a taxas fixas, poderia haver uma corrida por parte dos bancos a financiamento junto do BCE para obterem financiamento a baixo preço. Este regresso por parte das instituições bancárias a obterem financiamento junto aos mercados de crédito trás alguns problemas para os bancos, como declara o economista Don Smith ao Financial Times, "há determinados bancos que vão conseguir obter financiamento (nos mercados de crédito) a níveis relativamente baratos, isto porque têm balanços fortes","Por outro lado, alguns dos bancos mais pequenos poderão ter dificuldades em financiar". Desta forma estes bancos poderão passar por dificuldades já que também não podem contar com o apoio do Estado e dos Bancos Centrais. Os investidores irão agora ser mais cuidadosos na escolha dos bancos que dão melhores garantias do cumprimento de responsabilidades.
O BES, um dos maiores bancos em Portugal, pelas palavras do seu administrador financeiro Amílcar Morais Pires, assume-se preparado para esta medida, "temos um plano de financiamento. Esta emissão (de dívida sénior) que fizemos já faz parte do plano de refinanciamento para 2010."
O fim das medidas extraordinárias por parte do BCE vai levar ao aumento das taxas Euribor, os indexantes mais usados nos empréstimos em Portugal, e irá assim reflectir-se junto do crédito concedido aos consumidores e empresas tornando-o mais caro. As empresas portuguesas podem ficar numa situação mais complicada em comparação com as congéneres europeias, a nossa economia é pequena e existe uma grande incerteza em relação ao futuro, o que levará a que as restrições ao crédito em Portugal sejam superiores às existentes na Zona Euro. Por cá, as restrições no acesso ao crédito bancário aumentaram no terceiro trimestre de 2009, na Zona Euro tem-se verificado o oposto, com a diminuição das restrições ao crédito. O aumento das taxas Euribor vai levar também ao aumento dos encargos com os empréstimos, a Euribor a três e seis meses encontram-se abaixo de 1% que é o nível actual determinado pelo BCE, sendo estes indexantes utilizados nos empréstimos à habitação, antevê-se assim um aumento dos encargos das famílias com as prestações bancárias.
O aumento das taxas de juro leva também a benefícios, a subidas dos juros valorizam as poupanças, e com esta crise no sector financeiro muitos investidores abandonaram o mercado bolsista e transferiram as suas poupanças para produtos mais seguros como os depósitos, tornando neste ponto de vista benéfica a medida tomada pelo BCE.
 

Francisco Guerreiro
 
 
[artigo de opinião produzido no âmbito da u.c. "Economia Portuguesa e Europeia", do Curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho]
publicado por Ricardo Vieira às 18:47
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Domingo, 6 de Dezembro de 2009

Será a globalização uma coisa boa?

Uma coisa é dizer que o comércio enriquece países como os Estados Unidos. Outra bem diferente é dizer que a globalização é uma coisa boa. Para fazer justiça a todos os argumentos existentes sobre a globalização era necessário escrever um livro inteiro. Neste pequeno artigo apenas há espaço para abordar duas pequenas queixas: uma é que a globalização é má para o planeta e outra é que a globalização é má para os pobres.
Em primeiro lugar há que deixar claro o que significa de forma genérica a globalização. Eu atrevo-me a descrevê-la da seguinte forma: comércio de produtos e serviços; migração de pessoas; intercâmbio de conhecimentos técnicos, investimento directo estrangeiro (IDE) e investimentos além-fronteiras em activos financeiros como acções e obrigações.
Na maioria das vezes quando as pessoas discutem a globalização estão a referir predominantemente duas tendências: mais comércio e mais investimento directo por parte de empresas dos países ricos, como a construção de fábricas nos países pobres. Uma fatia substancial do investimento estrangeiro nos países pobres destina-se a produzir mercadorias que depois são enviadas de volta para os países ricos; enquanto isto continuar a ser verdade o comércio e o investimento estrangeiro estarão intimamente ligados. O investimento estrangeiro é amplamente considerado como sendo bom para o crescimento económico dos países pobres: é uma excelente forma de criarem empregos, aprendendo técnicas de vanguarda fazendo-o sem terem de investir o pouco dinheiro que têm.
Embora o comércio com os países pobres e o investimento nos mesmos tenha aumentado rapidamente nos últimos anos devemos estar cientes de que, quer o comércio, quer o investimento estrangeiro na sua esmagadora maioria ocorre entre os países mais ricos e não entre ricos e pobres.
E os países muito pobres? Infelizmente para eles os países ricos comerciam muito pouco com eles. E á medida de que o comércio se expande em qualquer outra parte do mundo, os países mais pobres estão a ser deixados para trás.
A teoria da vantagem comparativa, o senso comum e a experiência dizem-nos que o comércio é bom para o crescimento económico; o investimento directo estrangeiro está intimamente ligado ao comércio e também ele é bom para o crescimento. Os países mais pobres não têm esses benefícios. É uma simplificação embora seja pertinente. Porém em ambos os casos há questões que continuam em aberto: qual é o efeito do investimento estrangeiro nos países pobres, naqueles que têm de aceitar os denominados "trabalhos escravos", trabalhos mal pagos e em condições terríveis?

Marta Teixeira Pinto
 
[artigo de opinião produzido no âmbito da u.c. "Economia Portuguesa e Europeia", do Curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho]
publicado por Ricardo Vieira às 22:02
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Terça-feira, 1 de Dezembro de 2009

"Obama, tu podes parar isto"

 

 

A Greenpeace lançou hoje, dia 12 de Novembro, um apelo ao presidente norte-americano, Barack Obama, para travar a desflorestação na Indonésia, através da colocação de uma faixa gigante numa floresta de Sumatra (na imagem). Obama visita, pela primeira vez, a China entre 15 a 18 de Novembro, sendo o dossier ambiental um dos pontos a discutir com o seu homólog chinês, Hu Jintao. Entretanto, continua a contagem decrescente para a Cimeira de Copenhaga, a menos de um mês.

 

Foto: REUTERS/HO/Greenpeace/John Novis

publicado por Ricardo Vieira às 00:00
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