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Vejo-te a ti No meu coração És aquela que Toca a música Chamada Amor És aquela Que me faz vibrar, Que me faz estremecer, Viver e aprender. És a minha musa inspiradora És a fonte da minha vida, do meu ser, Obrigado por seres quem és. Ricardo Vieira
Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

José Sócrates quer "coligação com o país"

O primeiro-ministro, José Sócrates, disse esta quarta-feira que o objectivo do PS para as próximas eleições é fazer "uma coligação com o país", sem esclarecer o que fará no caso de não alcançar uma maioria absoluta nas legislativas.

"Eu tenho um objectivo e não devo comentar outros cenários que retirem força a esse objectivo", afirmou, em entrevista à SIC e SIC-Notícias, lembrando que já em 2004 se recusou a admitir outra hipótese que não fosse a maioria absoluta.

Instado a avaliar o seu papel como primeiro-ministro, José Sócrates respondeu: "Estou muito satisfeito comigo (...) É preciso muita determinação para andar na vida pública. Mas não quero ser juiz em causa própria, vamos deixar esse julgamento para os portugueses".

"Os portugueses sabem que o PS e a maioria PS nunca abusou do poder que tinha", frisou Sócrates, reforçando que o principal objectivo dos socialistasé fazer "uma coligação com um país moderno, um país que quer andar para a frente".

Sobre a campanha das legislativas, José Sócrates diz que procurará dizer aos portugueses que nos quatro anos de Governo o PS tentou "acima de tudo preparar o país para o futuro".

O primeiro-ministro acusou o PSD de ter "uma agenda escondida", dizendo que o partido liderado por Manuela Ferreira Leite "defende a privatização parcial da segurança social".

"Distingue-me do PSD, fundamentalmente, um ponto: as funções sociais do Estado", disse, vincando as diferenças em relação a Ferreira Leite.

"Não me passaria pela cabeça dizer que as obras públicas só vão beneficiar os trabalhadores ucranianos e cabo-verdianos (...) A mim não me passaria pela cabeça que o casamento tem como única função a procriação", afirmou o primeiro-ministro, que acusou a líder do PSD de querer "revogar imediatamente" a lei do divórcio após as eleições legislativas. "Porquê essa raiva?", questionou.

Na entrevista à SIC, Sócrates defendeu que a legitimidade do Governo "está intocável", apesar da derrota nas europeias, considerando "um abuso" que alguns queiram transformar estas eleições em legislativas.

"Isso é um abuso, é não respeitar a democracia. A nossa legitimidade está intocável", disse.

Numa interpretação dos resultados do PS a 7 de Junho - 26,6 por cento - o secretário-geral socialista apontou dois factores.

"Houve um desgaste provocado pelo facto de termos tido de fazer muitas reformas em pouco tempo, o que gera tensões em alguns sectores da sociedade, que se somou depois à crise económica e financeira que não permitiu que os resultados destas reformas aparecessem com tanta evidência", justificou.

José Sócrates reconheceu mesmo que se pode ter instalado a ideia de que o Governo agiu contra algumas classes profissionais, como os juízes ou professores, na execução dessas reformas.

"Claro está que o governo não age contra classes profissionais (...) Nada disso, as reformas que nós fizemos foram ao serviço do interesse geral", salientou.

Por exemplo, no caso da educação, o primeiro-ministro reconhece que nem tudo correu bem: "Errámos ao propor uma avaliação tão exigente, tão complexa e tão burocrática. Corrigimos logo a seguir, mas o erro ficou feito", disse.

Questionado se, caso o PS ganhe as próximas legislativas, manterá a actual ministra da Educação, José Sócrates deixou em aberto a possibilidade de renovação da pasta.

"Quanto ao futuro governo não quero comprometer-me com nada, mas naturalmente os portugueses sabem que o novo Governo será um novo Governo", disse.

publicado por Ricardo Vieira às 22:47
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Terça-feira, 16 de Junho de 2009

Visabeira nega ligação das buscas com Bordalo Pinheiro

Brigada Fiscal e Inspecção Tributária fazem buscas no âmbito do megaprocesso de fraude fiscal e branqueamento de capitais. Administração nega ligação das buscas com aquisição da Bordalo Pinheiro.
 

A Visabeira é um dos grupos alvo de buscas lançadas, hoje, pela Direcção Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) e pela Brigada Fiscal da GNR no âmbito da Operação Furacão. A GNR encontra-se, neste momento, nas empresas em investigação.
 

A empresa Visabeira está a ser alvo de buscas no âmbito do processo conhecido como “Operação Furacão”, que investiga suspeitas de fraude fiscal e branqueamento de capitais. As buscas estão a ser realizadas por elementos da Brigada Fiscal e da Inspecção Tributária. A Polícia Judiciária não está envolvida nas buscas

Em causa, segundo apurou o DN, podem estar novos dados recolhidos na investigação que corre no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) e que é liderada pelo procurador Rosário Teixeira

Segundo a SIC, O DCIAP suspeita de irregularidades na compra da Bordalo Pinheiro pela Vista Alegre, através da Visabeira. As buscas no grupo Visabeira estão a ser feitas em Viseu e Lisboa.

Os funcionários da empresa em Lisboa terão dito à SIC que cerca de 20 autoridades entraram nas instalações e começaram as buscas.
 

 

Estas buscas estão a incidir sobre as instalações das empresas e também sobre as residências dos seus administradores.

Visabeira nega ligação com aquisição da Bordalo Pinheiro

O vice-presidente da Visabeira, Paulo Varela, referiu à Agência Lusa que, numa deslocação hoje à empresa, "a Inspecção Tributária visou a recolha de informações sobre a Benetrónica", a empresa dedicada ao fabrico e comercialização de componentes electrónicos.

Em comunicado, o grupo Visabeira disse que "a Inspecção Tributária, acompanhada da Unidade Fiscal da GNR, encontra-se a realizar diligências inspectivas no âmbito de uma actividade investigatória que está a levar a efeito relacionada com os exercícios de 2000 a 2005 à Benetrónica, SA".

"É igualmente falso que haja qualquer relação entre tal inspecção e a aquisição da Vista Alegre e da Bordalo Pinheiro, que apenas ocorreu em 2009, quando a inspecção se reporta a exercícios anteriores a 2005", reforça o grupo de Viseu em comunicado lido hoje na sede da empresa.
 

publicado por Ricardo Vieira às 23:20
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Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

Perdas no BPN serão inferiores a mil milhões

Vítor Constâncio acusou Nuno Melo de "grande desconhecimento de factos e aspectos fundamentais" do caso BPN.

As perdas do BPN, nacionalizado em Novembro de 2008, serão muito inferiores aos mil milhões de euros, garantiu hoje o governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, na audição de hoje da Comissão Parlamentar de inquérito ao caso BPN.

Constâncio adiantou o valor no meio de uma troca de acusações com o deputado Nuno Melo, do CDS-PP, a quem o supervisor acusou de construir um caso político e de desconhecer aspectos fundamentais do caso BPN.

"O senhor deputado revelou grande desconhecimento de factos e aspectos fundamentais" ao longo dos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito à nacionalização do BPN, acusou Vítor Constâncio, para quem o deputado centrista "construiu um caso político" e acabou por "fazer uma campanha [eleitoral] inteira à custa disso".

Entre os factos fundamentais que Constâncio acusou Nuno Melo de desconhecer estão o apuramento das constas - e do buraco do BPN - que o governador do banco central disse que "são muito inferiores aos mil milhões de euros" depois de todo o processo acabar, incluindo a venda do banco.

Constâncio acrescentou ainda que "só quando existir o banco mau que vai ter os activos [tóxicos do sistema português], que os vai valorizar e vender, só nessa altura é que se saberá" o valor real das imparidades no BPN.

Constâncio disse também que não há ainda possibilidade de apresentar números finais mas que "estamos a falar de números muito inferiores aos mil milhões de euros" pelo que Nuno Melo terá "distorcido factos" quando falou na campanha eleitoral de imparidades ou injecção de dinheiros públicos em torno de 2,5 mil milhões de euros.

publicado por Ricardo Vieira às 20:13
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Sexta-feira, 12 de Junho de 2009

Derrapagem de 241 milhões em cinco obras

Tribunal de Contas detectou desvios financeiros que variam entre 30% e 235%.

As derrapagens financeiras em cinco obras públicas custaram a Portugal cerca de 241 milhões de euros. As cinco empreitadas deviam ter custado 401 milhões de euros, mas no total ficaram por 726,4 milhões de euros.

O relatório global de "Auditoria a empreendimentos de obras públicas por gestão directa", do Tribunal de Contas, revela que o erário público despendeu mais 52,6% do valor inicialmente previsto para estas obras e recomenda medidas eficientes que travem os desvios financeiros nas obras públicas.

Dos 241 milhões de euros pagos a mais, face ao valor inicialmente contratualizado, 210,3 milhões de euros (mais 52,4%) dizem respeito ao desvio global no custo final das empreitadas, devido a encargos adicionais, como trabalhos a mais e a menos, erros e omissões do projecto, novas empreitadas, revisão de preços, indemnizações, prémios, gestão e coordenação. Os restantes 30,7 milhões de euros (mais 54%) devem-se à aquisição extra de mais bens e serviços. O relatório do TC conclui que o facto de todos os empreendimentos auditados recorrerem a encargos adicionais "atesta que esta má prática é generalizada em Portugal, pelo menos neste domínio das obras públicas realizadas por gestão directa", pode ler-se no documento.

Três das obras auditadas registaram desvios superiores a 50% nas empreitadas e no fornecimento de bens e serviços. A Casa da Música, no Porto, surge em primeiro lugar com uma derrapagem de 235,3%, a Ponte Rainha Santa Isabel, em Coimbra, terminou com um desvio de 117,6% e o túnel do Terreiro do Paço com uma derrapagem de 59,1%. A ampliação do Aeroporto Sá Carneiro e a reabilitação do Túnel do Rossio tiveram desvios de 30%.

O TC atribui os desvios financeiros à "falta de estudos prévios, falta de revisão do projecto, a execução da em obra em simultâneo com a elaboração do projecto", entre outras causas, e recomenda ao Governo, entre outras medidas, a criação do Observatório de Empreendimento de Obras Públicas, já previsto no novo Código dos Contratos Públicos, e a publicitação de boas práticas nas fases de planeamento, execução, controlo e avaliação das obras públicas. Entre as recomendações destaca-se a necessidade de publicar legislação para a criação da figura do gestor de empreendimento, que deveria existir nas entidades gestoras dos empreendimentos de obras públicas para acompanhar as obras. Relativamente ao lançamento de concursos, o TC recomenda que "se evite o lançamento de concursos sob a modalidade de concepção/construção, devendo optar-se pelo lançamento de concurso com Projecto de Execução". O tribunal pede, ainda, que se definam "critérios objectivos de avaliação de propostas" e sugere ao Governo que legisle no sentido de todos os investimentos em infra-estruturas públicas serem precedidos de estudos prévios, incluindo análises de custo-benefício dos projectos.

O antigo ministro das Obras Públicas, João Cravinho, que criou legislação no sentido de travar as derrapagens nas obras públicas, que nunca foi aplicada, elogia o trabalho do Tribunal "em lutar contra o cancro das derrapagens que estão no centro de desvio de dinheiros públicos", mas recorda que, no seu caso particular, tentou "legislar sobre isso e essa legislação nunca foi aplicada, com graves incumprimentos até a nível da transposição de directivas comunitárias".

Há dez anos, Cravinho propôs a criação de um instituto com "competência para acompanhar as obras públicas e a quem os donos das obras tinham de apresentar contas".

publicado por Ricardo Vieira às 09:33
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Terça-feira, 9 de Junho de 2009

Pato Donald faz 75 anos

Há exactamente 75 anos, passava pela primeira vez nos ecrãs dos cinemas norte-americanos mais uma "Silly Symphonie" Disney, "The Wise Little Hen", onde se estreou um dos mais importantes heróis de sempre: o Pato Donald.

Curiosamente, "a saída do ovo" poderia ter acontecido mais cedo, uma vez que ele já é mencionado no guião de um storyboard escrito por Walt Disney em 1931, tendo mesmo Ferdinand Horvath feito alguns esboços.

Mas acabou por acontecer eram decorridos pouco mais de dois minutos daquela animação baseada na fábula de Esopo, então criado pelo animador Dick Lundy, e interpretando o papel de um dos preguiçosos que se recusam a ajudar a galinha que quer plantar milho para mais tarde ter alimento, surgindo apenas no final para (tentar) comer os frutos do trabalho dos outros. De personalidade ainda indefinida, já possuía a (semi-ininteligível) voz característica, da responsabilidade de Clarence Nash, que contribuiu bastante para o seu sucesso junto do público, embora fosse mais alto e pesadão e tivesse patas maiores.

De seu nome completo Donald Fauntleroy Duck, viria a revelar-se impulsivo, irascível, convencido, irritável, implicativo, explosivo, incapaz de pedir desculpa e reconhecer os seus erros, certo de ter sempre razão e um grande azarado . Veio também a descobrir-se sobrinho do pato mais rico do mundo apesar de pobretão, tio dos irrequietos Huguinho, Zezinho e Luizinho (surgidos em 1937) e eterno namorado de Margarida (1940). Na origem, já vestia o chapéu e camisa de marinheiro azuis com lista branca que se tornariam a sua imagem de marca, mas ainda não soltava os seus inconfundíveis quacks!

Da sua carreira, constam cerca de 200 filmes animados, 12 nomeações para o Óscar e um conquistado (com "A face do Fuehrer", de 1943) e milhares de histórias de banda desenhada, onde se estreou no mesmo ano de 1934, numa adaptação de "The wise little hen", escrita por Ted Osborne e desenhada por Al Taliaferro, sendo datada de 1938 a primeira revista com o seu nome. Seria no entanto apenas com Carl Barks, que desenhou mais de 500 das suas histórias entre 1942 e 1967, que se tornaria tal qual o conhecemos hoje. Barks, com o seu humor sarcástico, humanizou o pato, dotando-o de alguns dos maiores defeitos do ser humano, usando-o para criticar a sociedade e os seus vícios, e tornando-o assim numa inesgotável fonte de gargalhadas. E foi na BD também que, mais tarde, surgiu como alter-ego do Superpato e interpretou, emulando Indiana Jones, os Duck Tales.

Hoje, se as histórias aos quadradinhos estão em perda há muito (com excepções como os países nórdicos, a Itália, a Alemanha ou a Índia) e a participação em filmes animados diminuiu drasticamente, substituído por heróis do momento, de enorme mas breve êxito, a sua popularidade mantém-se (quase) intacta, identificado por milhões de pessoas e continua a aparecer em milhares de produtos licenciados um pouco por todo o mundo.

publicado por Ricardo Vieira às 09:44
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Segunda-feira, 8 de Junho de 2009

Vítor Constâncio não se demite

O governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, garantiu  que não se demitirá na sequência do caso BPN, depois das críticas de todos os partido da oposição quanto á acção de supervisão do Bando de Portugal.

"Não pensem que eu me demitiria a pedido dos senhores deputados", afirmou Cosntâncio, na Comissão Parlamentar de Inquérito à Nacionalização do BPN (Banco Português de Negócios), que foi constituída em Novembro de 2008.

Vítor Constâncio respondia assim aos apelos da oposição, que pede a demissão do governador do Banco de Portugal e considerou que a sua demissão só pode acontecer quando é ele próprio culpado de actos ilegais,

"O meu lixo continua limpo como a minha vida está limpa", disse o governador do BdP.

"[Não me demito] pelo respeito que tenho junto dos meus pares na Europa, e junto dos técnicos do Banco de Portugal", acrescentou.

Vítor Constâncio foi nomeado governador do Banco de Portugal em Fevereiro de 2000 e foi reconduzido no cargo em Maio de 2006.

"O Banco de Portugal tem sido objecto de uma campanha com contornos políticos e desinformação sobre todos estes acontecimentos", disse Vítor Constâncio, numa declaração prévia à Comissão Parlamentar de Inquérito ao caso BPN, que está a ouvir o governador deste organismo.

"Já pouco surpreende a opinião pública que alguns dos autores e cúmplices do que aconteceu no BPN tenham sido tratados [na comissão] com mais deferência e bonomia do que a demonstrada aos membros do Banco de Portugal", disse Vítor Constâncio.

"Isto é inédito e é indicador dos objectivos que sempre estiveram subjacentes às acções de vários membros desta comissão", acrescentou.

Respondendo aos deputados - como o comunista Honório Novo, Nuno Melo, do CDS-PP e João Semedo, do Bloco de Esquerda - que criticaram o facto do Banco de Portugal (BdP) não ter entregue à comissão de inquérito documentos julgados importantes, o que o supervisor não fez refugiando-se no que considerou ser a obrigação legal do segredo de supervisão e do segredo bancário.

"A violação desse segredo pode levar a um ano de prisão", justificou Vítor Constâncio. "Nunca houve falta de interesse ou de colaboração, simplesmente havia a estrita necessidade de obediência à lei", acrescentou.

O governador realçou ainda que "boa parte do processo que tem sido montado contra o BdP assenta em equívocos fundamentais sobre o que deve ser a supervisão".

Esta é a primeira vez que a Comissão Parlamentar de Inquérito à Supervisão Bancária ouve Vítor Constâncio. A Comissão do Orçamento e Finanças da Assembleia da República ouviu o governador em Setembro de 2008, onde Constâncio deu algumas primeiras respostas aos deputados sobre o caso BPN.

publicado por Ricardo Vieira às 11:42
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Sexta-feira, 5 de Junho de 2009

Empate técnico entre PS e PSD

PS e PSD vão ter de esperar até ao último voto para saberem quem vence as eleições europeias de domingo.

A avaliar pela sondagem realizada pela Universidade Católica para o JN, o DN, a RTP e a Antena 1, os socialistas conservam uma vantagem de apenas dois pontos percentuais, demasiado escassa para não ser interpretada como empate técnico.

O estudo de opinião, que revela a quebra de intenções de voto nas duas formações principais, confirma a consolidação eleitoral dos partidos à Esquerda do PS, que ultrapassam os 20% e podem, em conjunto, obter quatro mandatos. Em relação à última sondagem, de finais de Abril, a CDU passa de 7 para 11%. Troca de posição com o Bloco de Esquerda, mas o terceiro lugar está a ser disputado taco-a-taco.

 

* Obtida calculando a percentagem das intenções directas de voto em cada partido em relação ao total de votos válidos (excluindo abstenção e não respostas) e redistribuindo indecisos proporcionalmente pelas opções válidas. São apenas consideradas intenções de voto de inquiridos que dizem ter a certeza que vão votar (N=1584). Estas estimativas têm valor meramente indicativo, dado que diferentes pressupostos poderão gerar resultados diferentes
 

Ficha Técnica

Esta sondagem foi realizada pelo Centro de Sondagens e Estudos de Opinião da Universidade Católica (CESOP) para a Antena 1, a RTP, o Jornal de Notícias e o Diário de Notícias entre os dias 30 de Maio e 2 de Junho de 2009. O universo alvo é composto pelos indivíduos com 18 ou mais anos recenseados eleitoralmente e residentes em Portugal Continental. Foram seleccionadas aleatoriamente trinta e nove freguesias do país, tendo em conta a distribuição da população recenseada eleitoralmente por regiões NUT II (2001) e por freguesias com menos de 3200 recenseados, entre 3.200 e 11.000 e mais de 11.000 recenseados.

A selecção aleatória das freguesias foi sistematicamente repetida até que os resultados eleitorais das eleições europeias de2004 e legislativas de 2005 nessas freguesias estivessem a menos de 1% dos resultados nacionais dos cinco maiores partidos, ponderado o número de inquéritos a realizar em cada freguesia. Os domicílios em cada freguesia foram seleccionados por caminho aleatório e foi inquirido em cada domicílio o mais recente aniversariante recenseado eleitoralmente. As intenções de voto foram recolhidas através de simulação de voto em urna.

Foram obtidos 3375 inquéritos válidos, sendo que 55% dos inquiridos eram do sexo feminino, 44% na região Norte, 12% no Centro, 32% em Lisboa e Vale do Tejo, 6% no Alentejo e 4% no Algarve. Todos os resultados obtidos foram depois ponderados de acordo com a distribuição da população com 18 ou mais anos residente no Continente por sexo (2007), escalões etários (2007) e qualificação académica (2001), na base dos dados do INE, e por região e habitat na base dos dados do recenseamento eleitoral.

A taxa de cooperação foi de 83%. A margem de erro máximo associado a uma amostra aleatória de 3375 inquiridos é de 1,7%, com um nível de confiança de 95%.

 

 

Fonte JN.

publicado por Ricardo Vieira às 00:00
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Quinta-feira, 4 de Junho de 2009

Greve dos pilotos da PGA "ultrapassa todos os limites"

O presidente da TAP, Fernando Pinto, "perdeu toda a paciência" com os pilotos da Portugália-PGA que iniciam hoje um período de dez dias de greve, acrescentando que estes estão a "ultrapassar todos os limites".

"Já perdemos a paciência. [Esta greve] está a ultrapassar todos os limites. Não há empresa que resista a dez dias de greve", afirmou à agência Lusa Fernando Pinto na sua primeira entrevista desde que foi reconduzido no cargo de presidente do grupo TAP, onde a Portugália está incluída.

O presidente da transportadora nacional, que estima que o período de greve custem à TAP "mais de um milhão de euros", admite tomar medidas drásticas, sendo uma delas abdicar da PGA, empresa que é detida a 100 por cento pelo grupo.

"A TAP adquiriu [a PGA] com o objectivo de esta contribuir para o negócio. Se a Portugália passa a ser um problema, então não teremos condições de a sustentar"" disse o responsável.

O presidente da TAP, na entrevista à Lusa, faz ainda uma associação à questão da Groundforce, a empresa de 'handling' que está, neste momento, em processo de venda. ""[Se a PGA] passar a ser um problema semelhante ao da Groundforce, teremos de encontrar outras soluções"", sublinhou.

Para Fernando Pinto o problema dos pilotos da PGA gira, essencialmente, em torno de salários.

""No fundo, está-se a falar de salários. Fala-se de muitas coisas [os pilotos têm posto a tónica no tema da segurança nas operações de voo], mas no fundo está-se a falar de salários e a empresa não tem capacidade de pagar mais do que paga"", sustentou Fernando Pinto.

""A Portugália já aumentou os pilotos em 20 por cento e não vai poder fazer mais concessões"", revelou ainda o presidente da TAP.

Os pilotos da PGA, que este ano já paralisaram durante seis dias, iniciam às 00:00 de quinta-feira o primeiro de dez dias de greve, convocado pelo Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC), reivindicando a adopção de um Regulamento de Utilização num contexto ""seguro e sustentável, através da instituição dos mecanismos de dissipação da fadiga recomendados"".

""O que posso dizer sobre a PGA é que os sindicatos optaram pela radicalização. Desde o início [deste processo] que vimos essa tendência"", afirmou, acrescentando que os pilotos ""estão a destruir o maior activo da empresa, a visão de qualidade que o passageiro sempre teve da Portugália"", considerou ainda Fernando Pinto.

""Estou preocupado, extremamente preocupado"", frisou

publicado por Ricardo Vieira às 15:18
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Quarta-feira, 3 de Junho de 2009

PGA diz que greve dos pilotos pode "comprometer futuro"

A PGA - Portugália Airlines afirmou esta segunda-feira que a greve dos pilotos da companhia, que terá início às 00:00 de quinta-feira, pode "comprometer o futuro" da empresa.

Os pilotos da PGA, que este ano já paralisaram durante seis dias, iniciam às 00:00 de quinta-feira o primeiro de dez dias de greve, convocado pelo Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC).

A PGA considera que, ao realizarem novas greves, os pilotos estão a insistir "num radicalismo que pode afectar irremediavelmente o prestígio construído pela Portugália desde que foi criada".

A PGA, que é detida a 100 por cento pela TAP, considera "incompreensível" que os pilotos avancem com novas greves numa altura em que o sector da aviação vive "a pior crise mundial das últimas décadas", afirmando que tratar-se de uma "atitude que pode comprometer o futuro da empresa".

A companhia aérea diz, em comunicado, que a "atitude radical" do SPAC "pode comprometer a possibilidade de os pilotos da PGA terem, como desejado, um regime de trabalho definido e acordado com a empresa".

A PGA salienta que o conselho de administração companhia "tudo tem feito para, através do diálogo, procurar soluções que sirvam a empresa e os seus colaboradores".

No entanto, a empresa diz "não poder aceitar reivindicações que comprometam a sustentabilidade do novo modelo de negócio em que a companhia se encontra a operar".

Os pilotos da PGA reivindicam a adopção de um Regulamento de Utilização num contexto "seguro e sustentável, através da instituição dos mecanismos de dissipação da fadiga recomendados".

A PGA garante que mantém "os mais elevados padrões de segurança na operação" e que a segurança da operação da companhia "nunca esteve em causa".

"A segurança é apenas o pretexto escolhido, por se saber do seu impacto na opinião pública", diz a PGA, referindo que neste conflito laboral o que está em causa é o "aperfeiçoamento das condições de trabalho dos pilotos" que passa "por questões operacionais e remuneratórias".

A companhia refere que apresentou uma proposta remuneratória que "representa um esforço importante e uma aposta no futuro da PGA", que não foi "acolhida" pela PGA, sem avançar mais pormenores.

A PGA é detida pela companhia aérea TAP, mas tem uma administração autónoma.

A PGA conta com 150 pilotos e uma frota de 16 aviões.

publicado por Ricardo Vieira às 20:52
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Terça-feira, 2 de Junho de 2009

Sete milhões por ano em destinos religiosos portugueses

O turismo religioso em Portugal envolve cerca de sete milhões de pessoas/ano e, embora não haja estatísticas oficiais, deve corresponder a cerca de 10 por cento do movimento turístico total, gerando receitas anuais de 700 milhões de euros.

A não existência de estatísticas oficiais, e de apenas estimativas da Secretaria de Estado do Turismo, explica-se pelo facto do turismo religioso ou turismo com destinos religiosos não ser considerado individualmente, mas integrado naquilo que é chamado de "turismo cultural" ou "touring cultural".

Uma opção que é criticada por investigadores e operadores, que defendem a reformulação do Plano Estratégico de Turismo, de modo a acolher um 11º pólo, o do turismo religioso.

A falta de dados fidedignos sobre este sector de actividade turística é reconhecida tanto pelo Turismo de Portugal como pela Associação Mundial de Turismo Religioso (WRTA), cujo presidente, Kevin Wright, referiu, numa resposta escrita enviada à Lusa, que "não há dados específicos sobre Portugal, além dos que se referem ao Santuário de Fátima".

Kevin Wright mencionou a propósito que o Santuário faz um "excelente trabalho" nessa área, embora se refiram apenas às peregrinações e número de peregrinos que se registam nos seus serviços.

A nível mundial, o turismo religioso movimenta entre 300 e 330 milhões de pessoas por ano, gerando receitas de 15 a 18 mil milhões de euros.

Portugal terá uma fatia de cerca de dois por cento desse tráfego turístico, disse à Lusa Varico Pereira, da cooperativa Turel, indicando que o turismo religioso envolve cerca de sete milhões de pessoas/ano, dos quais cinco milhões têm Fátima como destino.

A nível mundial, Lourdes (França) é um dos principais destinos turísticos religiosos, com seis milhões de visitantes, mas a peregrinação a Kumbha Mela (Indica), que se realiza durante dois meses de 12 em 12 anos, reuniu em 2001 75 milhões de pessoas.

A Santiago de Compostela (Espanha), que vai ser apresentado no 2º Congresso Iberoamericano de Destinos Religiosos/V Congresso Internacional de Cidades-Santuário como exemplo de gestão turística, acorrem mais de quatro milhões de visitantes, enquanto a peregrinação anual a Meca atinge os 2,5 milhões de visitantes.

Em Portugal, Fátima é o principal destino, com cerca de cinco milhões de visitantes por ano, a larga distância dos restantes principais locais, quase todos na zona norte, segundo Varico Pereira, responsável da Turel, uma cooperativa que envolve locais turísticos religiosos, autarquias, dioceses, irmandades e confrarias e que pretende gerir e melhorar a qualidade dos fluxos turísticos nesta área.

Os Santuários do Bom Jesus e de Nossa Senhora do Sameiro (ambos em Braga) e de São Bento da Porta Aberta, no Gerês, surgem depois na lista dos locais religiosos mais visitados, com cerca de um milhão de turistas/ano.

Outros locais ligados à religião com um número significativo de visitantes são o Santuário da Senhora da Penha, em Guimarães, a Batalha, Nazaré, Vila Viçosa, o Convento de Mafra e o Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa.

Para Varico Pereira, é preciso não esquecer que 75 por cento do património português é de origem religiosa, pelo que a grande maioria das visitas é feita a locais religiosos, "o que representa um grande potencial de desenvolvimento".

Sinal da crescente importância do sector, o responsável da Turel mencionou o facto de o Vaticano ter criado em 2007 uma companhia de aviação de baixo custo, em colaboração com os Correios italianos, que faz ligações aéreas para destinos como Lourdes (França), Roma, Santiago de Compostela (Espanha), Czestochowa (Polónia) e Fátima.

publicado por Ricardo Vieira às 19:35
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