.posts recentes

. Desabafo

. Um novo Código de Trabalh...

. O Som das Noites em breve...

. BAILOUT OU NÃO, EIS A QUE...

. Governo Português dá "exe...

. SAIR DO EURO

. PORTUGAL NA MODA

. O poder

. Portugal e os oceanos

. Dívida portuguesa aumenta...

.arquivos

. Maio 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

.Quem nos visitou hoje?


contador gratis
Vejo-te a ti No meu coração És aquela que Toca a música Chamada Amor És aquela Que me faz vibrar, Que me faz estremecer, Viver e aprender. És a minha musa inspiradora És a fonte da minha vida, do meu ser, Obrigado por seres quem és. Ricardo Vieira
Terça-feira, 21 de Setembro de 2010

Portugal e os oceanos

Tem havido um interesse crescente pelos Oceanos e uma maior consciência da necessidade de pôr termo à degradação dos recursos e meio marinho.

Fui convidado, como "patrono" do International Ocean Institute (IOI), pelo chairman Awni Behnam, para participar na Conferência Internacional sobre Oceanos, Mudança Climática e Desenvolvimento Sustentável, que se realizou em Pequim, de 2 a 4 do corrente, no quadro da Exposição Internacional de Xangai. Infelizmente, uma gripe estival impediu-me de ir, como tencionava. A China é hoje um colosso mundial, sob todos os aspetos, e está numa mutação rápida, que muito gostaria de observar de perto, na medida do possível. O interesse dos chineses pelos Oceanos vem de longe e é bem conhecido. Mas é verdade que as viagens longas e breves, no tempo, também me começam a pesar...

É sabido que sou um apaixonado do Oceano, que sempre achei ser um destino prioritário de Portugal. No passado, no presente e talvez mais ainda no futuro. Na segunda metade da década de 90 presidi à Comissão Mundial Independente para os Oceanos - de que o prof. Mário Ruivo foi a alma e o motor - constituída por uma vintena de especialistas e de personalidades políticas de todos os Continentes, que elaborou o relatório O Oceano, Nosso Futuro no qual se sublinhou a necessidade de ajustar as instituições à natureza integrada e interativa do espaço marítimo, dando expressão às disposições da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar. Apresentado à Assembleia Geral (AG) das Nações Unidas, aí foi debatido e depois divulgado em livro e traduzido em 12 línguas. O relatório teve sucesso e ainda hoje é citado. Passaram mais de dez anos e as suas conclusões ainda estão atuais. Os desafios de hoje são muito mais graves e urgentes. Vide o fenómeno das marés negras.
 
Entretanto, tem havido em Portugal - e também na Europa e nos outros Continentes - um interesse crescente pela problemática dos Oceanos e uma maior consciência da necessidade de medidas concretas de regulação, com base científica, que ponha termo à degradação dos recursos e meio marinho. Surgiram novos - e excelentes - especialistas em matéria oceanográfica. Várias universidades abriram, em Portugal, por exemplo, cursos especializados dedicados ao estudo do mar e reforçaram as suas capacidades de investigação nesta área. Muitos portugueses tomaram consciência do que temos no Oceano - não apenas as tarefas tradicionais das pescas e da marinha mercante (que deixámos cair em decadência, espero não irremediável) mas as riquezas prometedoras dos fundos marinhos, dada a nossa zona económica exclusiva e uma plataforma continental - das maiores da Europa. Tem sido chamada a atenção para essa "janela de oportunidades", como dizem os economistas, que é o nosso mar, sendo de registar o interesse demonstrado neste domínio ao mais alto nível. Mas sempre com mais retórica do que ação coordenada e eficaz.
 
No quadro daquela Conferência, enviei uma modesta mensagem para ser lida, ou distribuída, encorajando a que as suas conclusões venham a ser transmitidas ao secretário-geral da ONU como contributo para o já tradicional item sobre o Oceano da próxima AG. Tive também em conta que, nos últimos anos, os membros mais ativos da nossa Comissão Independente (CMIO) e outros militantes da causa do Oceano têm continuado a trabalhar no âmbito da rede internacional que promovi em 2008 sobre Ocean Governance XXI. No plano interno, o nosso objetivo era acolher em Portugal instituições internacionais com mandatos neste domínio, como a sede da Comissão Oceanográfica Intergovernamental (COI), que funciona na UNESCO, e o Observatório Mundial sobre Assuntos do Oceano, proposto pela CMIO para acompanhar a futura governação do Oceano, dando voz às partes interessadas e à sociedade civil.

Mas apesar da importância que teriam para Portugal e de pensarmos irem ao encontro dos principais objetivos da Estratégia Nacional para o Mar, apesar dos entusiasmos e das promessas feitas, nunca nos proporcionaram os meios, aliás mínimos, para o conseguir. Porém, não desistimos. Porque se trata de uma Causa patriótica, de primeira importância, mesmo em tempo de crise.

 

Mário Soares ,in revista Visão

publicado por Ricardo Vieira às 10:57
link do post | comentar | favorito
|

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Maio 2011

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

.tags

. todas as tags

.links

blogs SAPO

.subscrever feeds