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Vejo-te a ti No meu coração És aquela que Toca a música Chamada Amor És aquela Que me faz vibrar, Que me faz estremecer, Viver e aprender. És a minha musa inspiradora És a fonte da minha vida, do meu ser, Obrigado por seres quem és. Ricardo Vieira
Terça-feira, 6 de Julho de 2010

Estratégia Nacional

No próximo dia 15 de Julho na Casa da Democracia Portuguesa debater-se-á o Estado da Nação. E qual é o estado da nossa Nação?

Crítico, muito crítico.

Desde as Scut’s até aos apoios sociais e subsídios às empresas, de mais Barragens e TGV’S que se constrói sem saber se têm ligações com a vizinha Espanha. Isto está uma “Bandalheira”, como dizia o Senhor Alberto João Jardim.

É este o Estado na Nossa Nação meus amigos. Que fazer?

Sinceramente não sei, se voltamos ao proteccionismo de Salazar, o Salvador da Pátria, e “tudo a favor do Estado, nada contra o Estado” ou o livre arbítrio para privatizar tudo e mais algumas coisinhas.

Penso que as privatizações da PT, das Aguas de Portugal, ANA, TAP, etc., são erros, estas empresas são essenciais para a estratégia nacional e postas em mãos dos privados é claro que aumentariam o seu volume de negócio, mas os preços também aumentariam e muito vejam a EDP e a GALP.

Destas ultimas tenho a mesma opinião, nunca deviam de ter sido privatizadas, por estes mesmos motivos.

Não serão elas a solução das nossas contas públicas, apenas serão mais umas aspirinas, no fim a dor de cabeça iria voltar porque o endividamento é de tal gigantesco que não chegaria para tapar os buracos todos.

Só necessitamos de uma reestruturação do sistema público.

É preciso aumentar a produtividade, o buraco é de tal maneira fundo que o Governo faz de vez em quando uns alçapões para “tapar os olhos aos idiotas felizes da nação”, só que nem todos são idiotas, e por fim acontece, um alçapão vai a baixo e mais um dia negro nos mercados. Como por exemplo o desemprego, caro Sócrates é verdade que diminuiu o ritmo do crescimento do desemprego, mas bolas aumento!

E isso é o problema!

O aumento de impostos era necessário, de facto, mas serve de entrave ao aumento da produtividade nacional o que se traduz em mais um problema.

Vivemos em dilema moral.

Apesar de sermos um país complicado de se viver e compreender lá vivemos.

Faliu a Agencia de Viagens Marsans e repararam que a agência tinha vendido férias a 3000, 4000, 5000 euros para Cabo Verde, afinal a crise não chegou a todos.

O problema não é geral o pior já passou e agora é trabalhar, aumentar a produtividade é o nosso objectivo, novas ideias, novos projectos, empreendimentos são a solução para Portugal.

Temos o Alqueva, Gerês, o Interior para descobrir é uma questão de querer e ter capacidade para fazer a “obra”.

E sim é esta a nossa estratégia nacional, a equação é a seguinte: produtividade+crescimento+desenvolvimento = Portugal, pode não ser esta a estratégia do Governo mas deve ser a estratégia do Povo.  

 

Ricardo Vieira

 

publicado por Ricardo Vieira às 01:45
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3 comentários:
De Alguém a 6 de Julho de 2010 às 08:20
Há aspectos positivos: daqui por uns tempos poderemos exportar força de trabalho para Bucareste.
De Fulano a 6 de Julho de 2010 às 08:28
Outro aspecto positivo: o desemprego é uma excelente oportunidade para conhecer novos aspectos dos seres humanos. Custa bastante e sai-se marcado até ao fim da vida. Mas sem ilusões, perfeitamente irrealistas, sobre quem nos rodeia. É aquela coisa de « o pobre até ao amigo aborrece!» É tão esclarecedor experimentar a condição de pobreza!
De Carlos Cadeias a 6 de Julho de 2010 às 14:07
Não sou especialista em política mas sou um cidadão atento e interesso-me pelo Estado da Nação. Antes de mais felicito o Ricardo pela coragem de publicar a sua opinião sobre estes temas que são de difícil análise. Quanto ao que eu penso, em termos gerais, a grande crise que origina tudo a que assistimos e não gostamos está na falta de verdadeiros valores. A maior crise está na educação. Pretender o desenvolvimento dum País sem evolução correcta dos indivíduos não leva a nada. Se continuar a degradação moral e o endeusamento do que é secundário não vai ser possível resolver esta preocupante situação. Um dia será resolvida, se não for pela melhoria da educação, será por outros meios, aqueles que surgem sempre quando o povo não aguenta mais. E é pena se chegarmos a isso. Mas, felizmente, ainda há muita gente com valores e boa vontade. É necessário que apareçam e lhes seja dada oportunidade. Que cada pessoa dê o que melhor tem de si mesmo e tudo se irá alterando positivamente. "A história é mestra da vida"; é pena que muitos não estejam a aprender com ela.
Nunca esqueçamos que construir um mundo sem Deus ou contra Ele, construir um mundo contra a natureza, é ditar-lhe a sentença de morte. Aguardemos com esperança activa.

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