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Vejo-te a ti No meu coração És aquela que Toca a música Chamada Amor És aquela Que me faz vibrar, Que me faz estremecer, Viver e aprender. És a minha musa inspiradora És a fonte da minha vida, do meu ser, Obrigado por seres quem és. Ricardo Vieira
Terça-feira, 25 de Maio de 2010

Crise Renovadora

A crise que vivemos é muito mais do que uma mera consequência da crise financeira internacional de 2008 e da crise da dívida soberana de 2010. A crise nacional é, acima de tudo, uma crise interna que se vem arrastando há quase 10 anos, e que se agravou consideravelmente nos últimos dois anos por influência destas crises internacionais. Porém, a convulsão das últimas semanas veio somente confirmar que o caminho que temos vindo a trilhar não é, de forma alguma, sustentável.

É igualmente patente que as últimas semanas foram a machadada final neste governo. O governo está completamente desacreditado, infinitamente descredibilizado e irremediavelmente desorientado. Não tem salvação possível. O governo só não cai porque seria irresponsável fazê-lo nesta altura em que os mercados financeiros ainda não estão serenados, e porque temos eleições presidenciais para o ano. Se não, o mais certo é que já estivéssemos a caminho de novas eleições ou já teríamos um governo de iniciativa presidencial. Mesmo assim, este é claramente o momento de começar a pensar e a preparar o futuro, e de debater os alicerces fundadores de uma nova política económica, que nos resgate do irrealismo e das irresponsabilidades dos últimos anos. 
_
A crise chegou a tais proporções que um próximo governo irá simultaneamente ter mais dificuldades em governar, mas mais facilidades em reformar. Será mais difícil governar porque terão que ser tomadas medidas corajosas que irão causar alguma contestação social e sindical, e porque as medidas de austeridade terão que continuar por algum tempo. Porém, o próximo governo terá igualmente condições quase únicas para poder efectuar reformas estruturais, principalmente ao nível do aparelho do Estado. E é esta a grande oportunidade da Grande Crise portuguesa. Esta poderá ser, de facto, uma autêntica crise renovadora, pois a gravidade da mesma oferece-nos uma oportunidade ímpar para efectuar uma reforma profunda e duradoura do nosso Estado. Uma reforma que poderá marcar as próximas gerações. É assim chegada a hora de inverter o excessivo despesismo do Estado, que debilita a nossa economia e fragiliza o sector privado. É chegada a hora de acabar com o crescimento desmesurado de um Estado cada vez mais desproporcionado à dimensão da economia nacional e financiado por um apetite fiscal excessivamente voraz. E é chegada a hora de acabar com o chocante clientelismo e inaceitável favoritismo do Estado.
Contrariamente ao que às vezes se pensa, Portugal não tem necessariamente que declinar. Portugal tem que se reformar. Para que tal aconteça, é preciso uma visão estratégica e vontade política. Para bem de todos, esperemos que o próximo governo esteja à altura deste desafio e de aproveitar esta crise para renovar Portugal.
Alvaro Santos Pereira
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publicado por Ricardo Vieira às 23:18
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