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Vejo-te a ti No meu coração És aquela que Toca a música Chamada Amor És aquela Que me faz vibrar, Que me faz estremecer, Viver e aprender. És a minha musa inspiradora És a fonte da minha vida, do meu ser, Obrigado por seres quem és. Ricardo Vieira
Domingo, 10 de Janeiro de 2010

Turismo Rural um importante contributo para o Desenvolvimento Rural

Actualmente, assistimos a uma conjuntura em que as economias dos países são dominadas, cada vez mais, pelo fenómeno da globalização, ou seja, o mundo é cada vez mais uma aldeia global. Daí que ao abordar o desenvolvimento rural em Portugal teremos, forçosamente, de ter em conta a realidade a que se assiste neste domínio, na Europa.
Fazendo um enquadramento, para a União Europeia, as zonas rurais constituem uma parte fundamental da sua geografia física e da sua identidade. Mais de 91% do território da UE é rural e este território rural acolhe mais de 56% da sua população.
O Turismo Rural constitui, quando bem estruturado, uma actividade de considerável importância no desenvolvimento económico e social do país, que se quer cada vez mais forte e coesa, com reflexos visíveis ao nível do desenvolvimento local.
Nos dias de hoje, uma percentagem significativa da população urbana é atraída pelos recursos do meio rural onde encontra a tranquilidade e o repouso, uma espécie de escape, associado ao stress citadino, vendo no turismo rural uma componente da qualidade de vida e uma alternativa, ainda que sazonal, à vida das cidades. O Turismo Rural apresenta-se, também, como uma óptima contribuição no combate ao êxodo rural, um fenómeno que constitui um flagelo para a desertificação do Interior e meios não urbanos.
O desenvolvimento do Turismo Rural, constitui para os municípios do interior, sobretudo os de montanha, sendo áreas deprimidas ou fragilizadas, uma oportunidade importante como forma de estabilizar, criar empregos e conseguir a revitalização da economia local pela potenciação de um conjunto de serviços que, directa ou indirectamente, são accionados, como o alojamento, o comércio tradicional, o artesanato e a gastronomia.
Pode-se, assim, afirmar que o Turismo Rural não só é um contributo para a qualidade de vida das populações urbanas, mas também uma possibilidade para a sobrevivência de determinadas zonas rurais.
As políticas de desenvolvimento rural assumem um papel fundamental no progresso coerente e sustentável das zonas rurais. No âmbito da União Europeia, o apoio ao Turismo Rural tem vindo a aumentar gradualmente, nomeadamente através da Política Regional, da Política Agrícola Comum (PAC) e das Iniciativas Comunitárias LEADER.
As políticas de desenvolvimento rural da UE têm como objectivo fundamental encontrar soluções para os desafios que as zonas rurais enfrentam actualmente e desenvolver todo o potencial destas regiões. Os Estados-Membros poderiam aplicar estas mesmas políticas de desenvolvimento rural de forma totalmente independente, mas essa abordagem não funcionaria na prática uma vez que nem todos os Estados-Membros disporiam de meios para levar a cabo as políticas necessárias. Apesar de se tratarem de políticas comuns, os Estados-Membros e as regiões têm um número significativo de competências próprias. Trata-se de políticas financiadas em parte pelo orçamento da União Europeia e pelos orçamentos nacionais e regionais dos Estados-Membros.
Estas políticas são, de facto, óptimos incentivos à aposta no desenvolvimento rural, devendo, portanto, ser aproveitadas pelos Estados-Membros de modo a não negligenciar as áreas rurais.
Para o nosso país as medidas de dinamização do território rural passaram, numa primeira fase, pelo apoio à criação de respostas ao nível do alojamento turístico, tendo especial atenção à recuperação de edifícios com relevante valor patrimonial e arquitectónico, para, posteriormente, apostar em um produto turístico mais diversificado, que valorize os recursos endógenos das áreas em questão.
O sector do Turismo Rural assume uma importância crescente da dinamização dos nossos espaços rurais, tal pode ser comprovado pelo crescente aumento de ofertas de alojamento ao longo do período de 2000 a 2007. A maior oferta está, principalmente, localizada na região Norte do país, sendo a Internet a principal fonte de divulgação do Turismo Rural. A duração média da estadia é até 3 dias, comprovando a teoria de esta modalidade de turismo é encarada como um escape ao stress diário.
O desenvolvimento rural, passa, sem sombra de dúvida, pela aposta no Turismo, neste caso em concreto do Turismo Rural, que se apresenta como um óptimo modo de potenciar os recursos existentes nestas áreas e combater a sua desertificação com o fomento da empregabilidade.

Andreia Carvalho

Referências bibliográficas:
· Federação Portuguesa de Associações de Desenvolvimento Local, http://www.minhaterra.pt/;
· Estudo de Caracterização do Turismo no Espaço Rural e do Turismo de Natureza em Portugal, http://www.minhaterra.pt/IMG/pdf/Estudo_Caracterizacao_Turismo_em_espaco_rural.pdf;
· Comissão Europeia, http://ec.europa.eu/agriculture/index_pt.htm.
 
 
[artigo de opinião produzido no âmbito da u.c. "Economia Portuguesa e Europeia", do Curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho]
publicado por Ricardo Vieira às 19:58
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