.posts recentes

. Desabafo

. Um novo Código de Trabalh...

. O Som das Noites em breve...

. BAILOUT OU NÃO, EIS A QUE...

. Governo Português dá "exe...

. SAIR DO EURO

. PORTUGAL NA MODA

. O poder

. Portugal e os oceanos

. Dívida portuguesa aumenta...

.arquivos

. Maio 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

.Quem nos visitou hoje?


contador gratis
Vejo-te a ti No meu coração És aquela que Toca a música Chamada Amor És aquela Que me faz vibrar, Que me faz estremecer, Viver e aprender. És a minha musa inspiradora És a fonte da minha vida, do meu ser, Obrigado por seres quem és. Ricardo Vieira
Segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

A economia escondida da Economia

“Olhe que sem facturinha fica mais barato.” Quantas vezes não ouve o consumidor esta frase e, esquecendo-se daquela outra que lhe diz que deve sempre pedir factura para combater a evasão fiscal, deixa-se conquistar pelas três sílabas mágicas da palavra barato? É evidente que os consumidores, confrontados com a possibilidade de pagar menos ao embustear o IVA, vão optar por fazê-lo e, consequentemente, alargar o universo de amigos do paralelo, eufemismo por vezes utilizado para designar aqueles que participam na chamada economia paralela.
Esta economia é feita à margem dos registos oficiais e, como tal, diz respeito não só à economia legal que desrespeita as normas fiscais e/ou sociais – incentivada pela possibilidade de evitar o pagamento de impostos sobre o rendimento, sobre o valor acrescentado e outros, o pagamento das contribuições para a segurança social, a lei do salário mínimo, o limite das horas de trabalho e as condições de segurança exigidas, as inúmeras burocracias, entre muitas outras leis e regulamentos que emagrecem os lucros do negócio –, mas também à economia ilegal, à economia informal e ainda à economia de auto-consumo.
De acordo com as estimativas apresentadas num estudo realizado pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto, a economia não registada corresponderia, em 2003, a 21,9% do Produto Interno Bruto (PIB) português, colocando Portugal, em termos relativos, bem acima da média dos países da OCDE – 16,3% do PIB no mesmo ano.
No entanto, quantificar este tipo de economia é, devido à sua natureza, extremamente complicado e, como resultado, os dados relativos a esta questão irão apresentar discrepâncias consoante o método utilizado para o fazer. Friedrich Schneider, professor de economia na Johannes Kepler University of Linz, na Áustria, e autor de vários trabalhos de investigação nesta área, fala em dois métodos de estimar este valor: o directo, que consiste em perguntar às pessoas se fazem ou não parte da economia paralela, e o indirecto, que poderá basear-se em diferentes indicadores macroeconómicos.
O que parece ser consensual é que as estimativas não estão, de uma maneira geral, a diminuir, sendo a conjuntura actual propícia à proliferação desta economia escondida. Apenas alguns dos órgãos encarregues de controlar este tipo de fraude aparentam acreditar que os números estão a descer. Além de uma tentativa de não perderem a sua credibilidade, esta atitude poderá também indiciar a consciência de que há uma relação positiva entre a economia paralela e um sistema fiscal mais carregado e regulações mais apertadas. De facto, uma taxa normal de IVA de 20% instiga as pessoas a fugirem dela e, ao fazê-lo, propiciarem actividades paralelas e provocando, em última análise, o aumento dos impostos. Afinal, o défice orçamental terá de ser controlado de alguma maneira e, se uns não pagam impostos, outros terão de os pagar em maior quantidade. Este aumento dos impostos leva, por sua vez, a um maior número de tentativas de os contornar e assim sucessivamente.
Todavia, os prejuízos de uma economia sem registos não ficam por aqui. De acordo com Diana Farrell, anterior directora do McKinsey Global Institute e actualmente directora adjunta do Conselho Económico Nacional dos Estados Unidos, há ainda uma correlação negativa entre a economia paralela e a produtividade. Esta correlação fica a dever-se, em parte, à discrição adjacente às empresas que actuam em paralelo, que faz com que permaneçam pequenas e não usufruam de economias de escala, conduzindo a perdas de eficiência consideráveis.
É ainda de notar que, perante um mercado informal tão alargado, a procura de produtos e serviços no mercado formal tende a diminuir, deteriorando a situação de algumas das suas empresas e tornando o primeiro mercado ainda mais atractivo – às vantagens previamente referidas, une-se assim uma maior procura. Em última análise, este fenómeno é um inimigo da economia no seu todo e, como tal, as medidas adoptadas no seu combate devem ser muito bem pesadas e nunca negligenciadas.

publicado por Ricardo Vieira às 18:35
link do post | comentar | favorito
|

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Maio 2011

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

.tags

. todas as tags

.links

blogs SAPO

.subscrever feeds