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Vejo-te a ti No meu coração És aquela que Toca a música Chamada Amor És aquela Que me faz vibrar, Que me faz estremecer, Viver e aprender. És a minha musa inspiradora És a fonte da minha vida, do meu ser, Obrigado por seres quem és. Ricardo Vieira
Segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

Microcrédito: cura para a pobreza ou placebo?

Pessoalmente, agrada-me a ideia do micro-crédito, na medida em que pode permitir que algumas pessoas com capacidade empreendedora ou um talento possam lançar o seu pequeno negócio e assim romper o ciclo da pobreza. O modelo de Mohammad Yunus, fundador do Grameen Bank, o percursor do micro-crédito, parece ser interessante, a avaliar pelo que se diz nas notícias, sobretudo pelo empoderamento das mulheres. Mas daqui até usar o micro-crédito como modelo para acabar com a pobreza vai uma distância considerável.
A pobreza (tal como a degradação ambiental) é um subproduto do sistema capitalista. Qualquer solução para a pobreza que não coloque em causa os mecanismos produtores e reprodutores de desigualdades não passa de uma panaceia. Na melhor das perspecivas, como é o caso do micro-crédito, pode ajudar a retirar muitas pessoas da pobreza, sem que, contudo, o número total de pobres diminua significativamente. Na pior, como é o caso de campanhas vazias como o "Levanta-te contra a pobreza", são absolutamente ineficazes e servem apenas para desviar as atenções daquilo que é essencial.
Investigadores do Jameel Poverty Action Lab, do MIT, resolveram meter as mãos à obra e ver se, de facto, o micro-crédito pode ser uma cura para a pobreza. Os estudos, ainda não publicados, concluem que o microcrédito não oferece um meio para sair da pobreza. Oferece a alguns (os mais empreendedores) uma forma de começar o seu negócio, podendo ter efeitos multiplicadores nas micro-empresas existentas, mas os ganhos para os devedores, medidos pelo rendimento, consumo, saúde e educação são negligenciáveis. Isto acontece em parte porque a maioria dos novos micro-empresários gastam o dinheiro que receberam a pagar despesas menores, a pagar dívidas ou até em consumos supérfluos. Os estudos concluem ainda que o microcrédito nada faz para reduzir as desigualdades de género, podendo até servir para as reforçar.
Os resultados, curiosamente, vão de encontro à minha intuição: de facto, o micro-crédito pode ter um papel a desempenhar no combate à pobreza mas esse papel será reduzido.
Outra interessante conclusão é que a ideia de que os habitantes de zonas pobres são potenciais empreendedores aos quais apenas falta um pequeno empréstimo para sair da pobreza é um mito. Na realidade, a criação de um micro-negócio é algo habitual nestas zonas, onde há pouco emprego, assim como é habitual a falência destes negócios (mesmo com o micro-crédito, aliás, as taxas de juro são elevadíssimas). O que falta nos países sub-desenvolvidos são empregos estáveis e bem remunerados e empresas capazes de os fornecer (as quais dificilmente serão micro-empresas).

publicado por Ricardo Vieira às 21:54
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