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Vejo-te a ti No meu coração És aquela que Toca a música Chamada Amor És aquela Que me faz vibrar, Que me faz estremecer, Viver e aprender. És a minha musa inspiradora És a fonte da minha vida, do meu ser, Obrigado por seres quem és. Ricardo Vieira
Segunda-feira, 2 de Maio de 2011

Desabafo

                A vida inocente, a morte culpada, o amor desejado e a loucura perdida. Nunca sabemos o dia de amanha, escrever é o meu passatempo favorito, há já algum tempo que não o faço, perco-me no trabalho que gosto de fazer, perco-me no amor que sinto por alguém que amo mas que não é correspondido da mesma forma, tento viver um dia de cada vez, mergulho-me no pensamento, pergunto-me se é realidade ou ilusão aquilo que sinto, no entanto, chego sempre à mesma conclusão, Amo-a.

A resposta dela foi para já não! Mas mesmo assim não me convenço do contrario, nunca senti isto. Já namorei alguns meses com uma pessoa, foram quinze, mas fui traído, não consegui perdoar. O prazer já não existia o amor perdeu-se nas nuvens da ilusão, não foi um sonho mas sim a realidade infeliz. Agora passaram 4 meses desde o fim desse tormento. Continuo apaixonado mas por outra pessoa.

Essa pessoa é perfeita aos meus olhos, ao meu coração e ao meu ser. Ela sofre com a vida que tem, pelo menos eu vejo-o nos seus olhos o sofrimento de uma jovem adulta que quer autonomia e não a tem. O amor falta-lhe, o carinho não existe apenas uma perturbação existe dentro do seu ser. A vida já lhe pregou algumas partidas mas melhores dias virão.

                Eu sofro com esta inquietação, quando a vejo feliz, a dançar junto dos amigos e das amigas, a conversar, a viver a vida, fico feliz, pelo contrario, quando a infelicidade mergulha-lhe o espírito e a alma, há uma cortina negra que me cobre e fico infeliz, a noite cai mais cedo. Um grande amigo meu disse-me que a isso se chama Amor que sentimos por alguém. Não tenho duvida que ela é a minha alma gémea, somos diferentes, mas como ele diz, tudo isso faz parte de um grande Amor, ele perguntou-me se eu seria capaz de a dar a vida por ela numa situação mais difícil, eu respondi que sim!

Daria o meu coração se ela o precisasse. Foi a minha resposta. Sei que morria mas ficava feliz, seria para o bem dela. Podia ser uma tolice mas fazia-o. Esse meu amigo tem mais de 60 anos de vida e é sacerdote cristão. Muito ele viveu e também passou por isto enquanto jovem. Mas ele escolheu outro caminho, seguiu a verdade e a vida. Eu escolhi este que também tem de ser a verdade e a vida e não a mentira e a morte. Sinto tristeza dentro de mim mas ao mesmo tempo felicidade por senti-la é sinal de vida do verdadeiro amor.

Uns dizem que não passa de uma paixoneta de primavera mas o meu coração diz que melhores dias virão, o Grande André nas suas ultimas palavras  disse para que nunca desistisse daquilo em que acredito, disse ainda para seguir sempre o meu coração e não olhar para o que os outros dizem, devo acreditar em mim e não nos outros. O amor existe de novo e irá perdurar pela longa vida, ate aos últimos momentos, ate aos últimos minutos  e ate ao ultimo suspiro. Depois a memoria encarregar-se-á do resto tudo pode mudar mas o amor que sinto não!

Confesso que tentei esquece-la mas não consegui ainda me apaixonei mais e reforcei-a minha mente disso. Não conto pormenores dela porque para mim ela é prefeita, e o que os outros dizem ou deixam de dizer a mim não me faz diferença, se estiver errado assumo o erro como sempre assumi ate à data de hoje, mas não é um erro ou deficiência mas sim a verdade e vida é Amor.

                É difícil ser-se jovem e sofrer assim de males de Amor, mas melhores dias virão e não irei enganar o meu coração para esquecer, prefiro morrer do que tentar apagar a memoria, fazer de conta que nada se passou, sou assim teimoso que nem uma mula mas sempre assim e fui e não mudarei a minha convicção de vida.

                Refugio-me entre o papel a caneta e o portátil, apenas falo eu e ninguém me pode interromper este momento que adoro. Sou de maluqueiras mas a vida é mesmo assim…

Amo-a e irei ama-la para sempre ate ao ultimo momento, traições e "facadinhas" no matrimonio para mim são uma renuncia aquilo que podemos sentir por alguém.

É nestes momentos que vivo, e que me dão a vida que preciso.

Para ela desejo-lhe a felicidade a vida e a verdade porque um dia ela irá encontra-la e eu lá estarei.

                               Amo-te Rapariga.

 

Ricardo Vieira

01/05/2011

 

publicado por Ricardo Vieira às 23:10
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Sexta-feira, 17 de Dezembro de 2010

Um novo Código de Trabalho para “inglês ver” pode não ser um disparate

Não acreditando que seja por via de reformas no Código de Trabalho que se venha a conseguir alterar algo com impacto substancial no destino económico do país, sublinhamos o editorial recente do Jornal de Negócios, “Lei laboral, uma questão de imagem e de igualdade“, em particular, dois parágrafos do texto de Helena Garrido que a seguir se reproduzem, convidando o leitor a ler na íntegra a fonte:

” (…) Temos um mercado praticamente sem regras para os mais jovens e nos sectores onde a concorrência é muito violenta. E um mercado ultra-rígido e desresponsabilizador para os que começaram a trabalhar nos tempos em que o crescimento prometia uma prosperidade sem limites ou que estão nos sectores ligados ao Estado ou protegidos da concorrência. O pior dos mundos é aquele em que vivem os trabalhadores, jovens ou não, qualificados ou não, que trabalham numa empresa privada que vive em ambiente de violenta concorrência e excesso de oferta de mão-de-obra.

A rapidez com que aumentou o desemprego nesta crise é bem reveladora da flexibilidade do mercado de trabalho. A segmentação desse aumento expõe também uma prática multidimensional – a lei não é igual para todos. E toda esta realidade leva a admitir que uma das mais graves consequências na aplicação da lei está na equidade e não na eficiência.  (…)”

Nesta prosa Helena Garrido ensaia uma pouco relevada justificação para que se liberalize na lei o que já está liberalizado de facto: a vantagem dupla de termos uma lei mais equilibrada para todos e formalmente agradável aos espectadores externos. Dá que pensar e convém pensar mesmo antes de um superfícial aqui d’el rei que vão flexibilizar o código de trabalho. E por pensar não queremos dizer aceitar que se transforme o perene em temporário e o estável em precário. Há mais caminhos entre o preto e o branco como alguns empresários e trabalhadores já o conseguiram demonstrar, aqui bem perto num país chamado Portugal

publicado por Ricardo Vieira às 12:02
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Quinta-feira, 25 de Novembro de 2010

O Som das Noites em breve sairá um post sobre este tema, entretanto vou publicando alguns exemplos

publicado por Ricardo Vieira às 22:47
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Quarta-feira, 17 de Novembro de 2010

BAILOUT OU NÃO, EIS A QUESTÃO

O impasse em redor do plano de resgate do sistema bancário irlandês continua. Bruxelas e Berlim querem que a Irlanda aceite a activação do fundo de estabilização europeu o mais rapidamente possível, mas o governo irlandês continua reluctante em fazê-lo, apesar de saber que o buraco da dívida bancária é bem maior do que seria desejável (e tinha sido previsto). Porquê? Porque não só, como já aqui referi, a Irlanda tem reservas suficientes para garantir o financiamento da dívida pública até meados de 2011, mas também porque o governo teme que uma cedência a Bruxelas e Berlim poderá acarretar pesados custos eleitorais para o partido no poder. Nada de novo, portanto.
Porém, há um motivo adicional que poderá explicar ainda melhor a renitência celta: a Irlanda está preocupada com a competitividade da economia irlandesa, pois teme que uma intervenção do FMI e, principalmente, a activação do fundo de estabilização possa forçar uma revisão dos generosos benefícios fiscais existentes para as empresas sediadas em território irlandês. Vale a pena relembrar que uma das razões que explicam o milagre económico irlandês das últimas duas décadas foi a política de taxar as empresas à taxa de 10%, bem mais reduzida do que na maioria dos países europeus, e que atraiu inúmeras empresas multinacionais para esse país. Ora, já há muitos anos que os franceses e os alemães, entre outros, se têm queixado da alegada "concorrência desleal" da Irlanda na atracção do investimento estrangeiro, pois os impostos irlandeses são bem mais baixos do que a média europeia. Aliás, se se recordam, há alguns anos, vários países da União Europeia tentaram vender a ideia de uma hamonização fiscal europeia, que tinha como principal objectivo acabar com as excepções fiscais concedidas por países como a Irlanda. Os irlandeses sempre resistiram (e bem) a estas investidas, pois sempre acharam que se aumentassem os impostos estariam a matar uma das galinhas de ovos de ouro do milagre irlandês e perderiam soberania económica. Por isso, temem agora que os alemães e os franceses finalmente alcancem o que já vêm tentando fazer há tanto tempo: a subida das taxas de impostos sobre as empresas em troca do resgate dos bancos irlandeses. E este é que parece ser um dos principais pontos de contenda nas negociações que estão a decorrer entre Dublin e Bruxelas (e o FMI).
publicado por Ricardo Vieira às 12:42
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Terça-feira, 16 de Novembro de 2010

Governo Português dá "exemplo de austeridade" comprando (mais um) Mercedes S450 CDI no valor de 140.876 euros, para a cimeira da NATO.

Depois da ressaca das novas medidas de austeridade que vêm aí ,os nossos governantes pedem poupança contenção e que façamos mais uma vez sacríficos.
 

Nem deixam assentar a poeira, adquirem de rajada uma viatura para convidados do Estado. Um Mercedes S450 CDI no valor de 140.876 euros. A "explicação" dada, foi pelo "custo de manutenção da anterior viatura e obrigações protocolares".

Um cidadão normal que tenha um carro antigo e a precisar de uma revisão geral o que faz ? Não brinquem connosco. Se não temos dinheiro e estamos em restrições alugue-se um carro por uns dias ou compre-se um carro híbrido e mais em conta. Receber com dignidade não é o mesmo que sumptuosidade.

É uma vergonha! Depois queixem-se , o povo - «o povo é sereno» - tem que acordar para isto e muito mais. Esta noticia veio a lume, mas haverá outras peripécias que não se sabem. Definitivamente o exemplo não vem de cima e assim não vamos lá.

O Presidente da República deveria inviabilizar esta compra. Devido à cimeira da NATO compramos carros, e por outro lado são estes senhores europeus que nos mandam apertar o cinto. Um verdadeiro paradoxo...

Não seria vergonha nenhuma pedir um carro emprestado à Europa para as nossas obrigações protocolares.

Que dirão a maioria dos portugueses que gostariam de trocar de carro e não têm possibilidades para isso. Não há dinheiro não há gastos.

Este episódio mostra a nossa cultura permissiva - «quanto mais me bates mais gosto de ti» - mas que deve ser denunciada e condenada



DIVULGUEM  E REVOLTEM-SE CONTRA ESTA CORJA DE LADRÕES!!!

publicado por Ricardo Vieira às 01:40
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Segunda-feira, 1 de Novembro de 2010

SAIR DO EURO

Há uns meses alertei aqui que o prolongar da crise económica da última década em países como Portugal e a Itália poderia aumentar a tentação de optarmos por soluções mais populistas (não necessariamente as mais indicadas a nível económico) para tentarmos resolver os nossos problemas. Dentro destas saídas mais populistas, encontra-se uma eventual saída do euro. Já analisei aqui os custos e as vantagens de uma tal decisão. No entanto, para quem tenha a aspiração de voltarmos ao escudo, vale a pena recordar dois números:
_ a dívida externa bruta de Portugal já ultrapassou os 500 mil milhões de euros (cerca de três vezes o PIB nacional)
_ a dívida pública directa (70%-80% da qual é detida por estrangeiros) já ronda os 90%. E, se somarmos a dívida das empresas públicas e os encargos previstos com as parcerias público-privadas,  a dívida pública total já ultrapassou os 120% do PIB.
 
 Com este nível de endividamento, sair do euro para desfrutar das desvalorizações de um novo escudo seria um autêntico suicídio económico e um passo de gigante para a bancarrota do país. Porquê? Porque a nossa dívida externa tornar-se-ia ainda mais insustentável, e, ainda por cima, não teríamos mais o apoio ou a tolerância dos nossos parceiros. europeus Por isso, quem tiver qualquer veleidade em sair do euro, é melhor que primeiro tenha um programa de saneamento das contas públicas nacionais, bem como um plano para fazer diminuir a nossa dívida externa. O problema é que, quando tal acontecer (i.e., quando conseguirmos resolver os desequilíbrios das nossas finanças públicas e diminuir o peso da dívida externa), os benefícios de uma saída da moeda única talvez já não sejam tão evidentes.
publicado por Ricardo Vieira às 22:11
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Terça-feira, 26 de Outubro de 2010

PORTUGAL NA MODA

Se há lei que os economistas consideram incontornável é que não há impostos temporários. Com efeito, esta é uma lei imutável no tempo e no espaço. Não interessa se estamos a falar de Portugal ou do Paquistão, de 1940, de 1970, ou de 2010, pois a verdade é que todos (ou quase) impostos temporários rapidamente se tornam permanentes. Um bom exemplo disso mesmo aconteceu no Canadá, quando, em 1991, o governo introduziu o IVA com o pretexto de pagar a dívida externa do país. Como é óbvio, duas décadas mais tarde, o IVA canadiano lá continua (já aumentado) e não há sinais de vir a desaparecer tão cedo.
Em Portugal temos igualmente inúmeros exemplos desta lei, pois no nosso país os impostos sobem sempre, nunca descem. Quanto muito, os impostos baixam antes das eleições, para logo voltarem a subir.
Por que será? Por que é que os impostos nunca são temporários? Porque mesmo que o governo introduza um imposto temporário com a intenção de o abolir uns tempos mais tarde, dentro em breve descobrirá que as receitas do novo imposto lhe dão muito jeito para pagar despesas, para fazer investimentos, ou para aumentar as prestações sociais. Ou seja, coisas que fazem ganhar eleições. Por isso, rapidamente esse mesmo governo inventará as desculpas mais esfarrapadas para manter o imposto.
Por isso, já sabe: não acredite quando algum politico o(a) tentar convencer que a subida de impostos é somente passageira para combater esta ou aquela crise. Quer gostemos, quer não, os impostos são sempre e invariavelmente permanentes
publicado por Ricardo Vieira às 12:40
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Terça-feira, 21 de Setembro de 2010

O poder

Incomoda-me que o número três do ranking dos mais poderosos da economia portuguesa seja o Presidente de Angola

Ao  longo das últimas semanas, o Jornal de Negócios publicou um ranking das personalidades mais poderosas da economia portuguesa em 2010. O trabalho é inatacável do ponto de vista jornalístico, corajoso e bem fundamentado. E pode servir, porque é tudo isso, a inúmeras leituras sobre a estrutura do poder económico e sobre o estado da nação em Portugal. Não me interessam tanto as petites histoires sobre os que eram e deixaram de ser, muito menos as misérias dos pequenos napoleões que afinal pouco são. Interessam-me algumas reflexões mais genéricas, entre as muitas que podem ser feitas a partir do trabalho:

1 - Incomoda-me que o número dois do ranking dos mais poderosos da economia seja o primeiro ministro de Portugal. Quer ele se chame José Sócrates, quer seja rebaptizado Pedro Passos Coelho. Com tanta conversa sobre liberalismo, neoliberalismo e outros fantasmas que tais, a verdade é ainda, goste-se ou não, a de sempre: o peso do Estado na economia (que não se mede necessariamente em interesses económicos diretos) é muito maior do que parece e sobretudo do que deveria ser. Alimenta, estimula, convida perversas promiscuidades entre poderes políticos e económicos que são, cada vez mais, a base do nosso modelo de (sub)desenvolvimento.

2 - Incomoda-me que o número três do ranking dos mais poderosos da economia portuguesa seja o Presidente de Angola. E não apenas pelas razões já aduzidas, porque é mais uma prova da política a jogar no tabuleiro da economia. O facto incomoda-me, sejamos francos, porque não gosto do paradigma em que assenta boa parte do desenvolvimento económico angolano. Total confusão entre interesses públicos e privados, corrupção, desequilíbrios sociais gritantes. O dinheiro parece fácil e é muito, mas é este o modelo que queremos importar para a nossa economia?

3 - Se nos ativermos a factos, é cedo para comentar a posição de Ricardo Salgado no primeiro lugar do ranking. Em bom rigor, é uma boa notícia ver um empresário privado a "liderar" a lista dos poderosos da economia nacional. As reservas, a existir, serão de outra índole e só poderão ser aferidas por uma análise dinâmica deste ranking. Uma rotatividade dos principais rostos e polos do poder é um sintoma de uma economia aberta e alicerçada no mérito. Pelo contrário, uma rigidez na composição desta elite de poder - mesmo quando composta exclusivamente de empresários privados - é um sintoma de uma economia doente, feita de entraves à entrada de novos atores e de corporativismos variados que lhe minam a sua competitividade. Daqui a meia dúzia de anos, será seguramente interessante observar "o que sai" de uma análise destas.

4 - Finalmente, tenho pena que o trabalho não pudesse versar também sobre instituições. Qual será o poder da Maçonaria ou da Opus Dei na economia portuguesa? Qual será o poder da Igreja, das ONGs, dos ativistas ambientais? Qual será o poder dos grandes escritórios de advogados e, porque não perguntá-lo, dos principais media?

O poder, nas sociedades civilizadas, deve ser escrutinado. Para que o seja é preciso, antes de mais, conhecê-lo. O Jornal de Negócios deu, a essa causa, um bom contributo.

publicado por Ricardo Vieira às 23:57
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Portugal e os oceanos

Tem havido um interesse crescente pelos Oceanos e uma maior consciência da necessidade de pôr termo à degradação dos recursos e meio marinho.

Fui convidado, como "patrono" do International Ocean Institute (IOI), pelo chairman Awni Behnam, para participar na Conferência Internacional sobre Oceanos, Mudança Climática e Desenvolvimento Sustentável, que se realizou em Pequim, de 2 a 4 do corrente, no quadro da Exposição Internacional de Xangai. Infelizmente, uma gripe estival impediu-me de ir, como tencionava. A China é hoje um colosso mundial, sob todos os aspetos, e está numa mutação rápida, que muito gostaria de observar de perto, na medida do possível. O interesse dos chineses pelos Oceanos vem de longe e é bem conhecido. Mas é verdade que as viagens longas e breves, no tempo, também me começam a pesar...

É sabido que sou um apaixonado do Oceano, que sempre achei ser um destino prioritário de Portugal. No passado, no presente e talvez mais ainda no futuro. Na segunda metade da década de 90 presidi à Comissão Mundial Independente para os Oceanos - de que o prof. Mário Ruivo foi a alma e o motor - constituída por uma vintena de especialistas e de personalidades políticas de todos os Continentes, que elaborou o relatório O Oceano, Nosso Futuro no qual se sublinhou a necessidade de ajustar as instituições à natureza integrada e interativa do espaço marítimo, dando expressão às disposições da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar. Apresentado à Assembleia Geral (AG) das Nações Unidas, aí foi debatido e depois divulgado em livro e traduzido em 12 línguas. O relatório teve sucesso e ainda hoje é citado. Passaram mais de dez anos e as suas conclusões ainda estão atuais. Os desafios de hoje são muito mais graves e urgentes. Vide o fenómeno das marés negras.
 
Entretanto, tem havido em Portugal - e também na Europa e nos outros Continentes - um interesse crescente pela problemática dos Oceanos e uma maior consciência da necessidade de medidas concretas de regulação, com base científica, que ponha termo à degradação dos recursos e meio marinho. Surgiram novos - e excelentes - especialistas em matéria oceanográfica. Várias universidades abriram, em Portugal, por exemplo, cursos especializados dedicados ao estudo do mar e reforçaram as suas capacidades de investigação nesta área. Muitos portugueses tomaram consciência do que temos no Oceano - não apenas as tarefas tradicionais das pescas e da marinha mercante (que deixámos cair em decadência, espero não irremediável) mas as riquezas prometedoras dos fundos marinhos, dada a nossa zona económica exclusiva e uma plataforma continental - das maiores da Europa. Tem sido chamada a atenção para essa "janela de oportunidades", como dizem os economistas, que é o nosso mar, sendo de registar o interesse demonstrado neste domínio ao mais alto nível. Mas sempre com mais retórica do que ação coordenada e eficaz.
 
No quadro daquela Conferência, enviei uma modesta mensagem para ser lida, ou distribuída, encorajando a que as suas conclusões venham a ser transmitidas ao secretário-geral da ONU como contributo para o já tradicional item sobre o Oceano da próxima AG. Tive também em conta que, nos últimos anos, os membros mais ativos da nossa Comissão Independente (CMIO) e outros militantes da causa do Oceano têm continuado a trabalhar no âmbito da rede internacional que promovi em 2008 sobre Ocean Governance XXI. No plano interno, o nosso objetivo era acolher em Portugal instituições internacionais com mandatos neste domínio, como a sede da Comissão Oceanográfica Intergovernamental (COI), que funciona na UNESCO, e o Observatório Mundial sobre Assuntos do Oceano, proposto pela CMIO para acompanhar a futura governação do Oceano, dando voz às partes interessadas e à sociedade civil.

Mas apesar da importância que teriam para Portugal e de pensarmos irem ao encontro dos principais objetivos da Estratégia Nacional para o Mar, apesar dos entusiasmos e das promessas feitas, nunca nos proporcionaram os meios, aliás mínimos, para o conseguir. Porém, não desistimos. Porque se trata de uma Causa patriótica, de primeira importância, mesmo em tempo de crise.

 

Mário Soares ,in revista Visão

publicado por Ricardo Vieira às 10:57
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Quinta-feira, 16 de Setembro de 2010

Dívida portuguesa aumenta ao ritmo de 2,5 milhões por hora

O nosso país já atingiu o limite de endividamento previsto para 201. A bolsa de valores de Lisboa está em queda e os mercados dão sinais de crescente nervosismo.

Faltam três meses e meio para o final do ano e o nosso país já atingiu o limite de endividamento previsto. Portugal está em dificuldades para cumprir o défice público previsto de 7,3 por cento e colocou esta semana no mercado mais 117,5 milhões de euros em Bilhetes do Tesouro do que o desejado (750 milhões de euros), mas a procura por dívida portuguesa caiu e o preço exigido pelos investidores aumentou.

A um mês para a apresentação do Orçamento de Estado para 2011, a bolsa de valores de Lisboa está em queda e os mercados dão sinais de crescente nervosismo. A comprovar isso, os juros crescentes na emissão de dívida e a dificuldade de conseguir financiamento com o nosso país a recorrer ao banco Central Europeu.

O Presidente do ISEG, João Duque, afirmou que Portugal aumentou em 25 por cento o ritmo horário do crescimento da sua dívida em 2010. O economista referiu na TSF que o crescimento da dívida acelerou de 14200 milhões de euros entre Janeiro e Agosto de 2010 contra 11100 milhões registados no mesmo período de 2009.

O presidente do ISEG considera, por isso, provável que o Governo venha a ser obrigado a fazer um Orçamento Retificativo, tal como já aconteceu em 2009.

O deputado social-democrata Miguel Frasquilho considerou "extremamente preocupantes" os números relativos à dívida portuguesa hoje revelados.

"Quero acreditar que a dívida pública possa ficar em linha com aquilo que tinha sido previsto. Mas, mesmo que fique em linha, é um aumento extraordinário e insustentável", acrescentou.

Para este parlamentar do PSD, "não podemos prosseguir neste caminho de endividamento e sempre que há dificuldades aumentamos os impostos o que só ajuda a liquidar a economia e não resolve nenhum problema nem de excesso de despesa nem de endividamento".

publicado por Ricardo Vieira às 22:25
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